Terça-feira, 10.09.19

Como se sabe a cacicagem pariu, com apoio dos serviços técnicos, um parecer em que se diz que o Mercado Diário não merece ser preservado, nem classificado, porque não teria valor ''arquitectónico'' ou patrimonial.

A mesma gente recusou classificar o Teatro S.Pedro, proposta de Armindo Silveira, como imóvel de valor concelhio, apenas pela mesquinha razão de que já não fruíam do espaço.

Antes, quando o fruíam, tinham proposto a classificação à tutela, como imóvel de interesse público, que é o patamar superior na defesa dum edifício.

O que é que tem valor para esta gente, em matéria patrimonial?

Em 29-12-2011, a cacique Albuquerque (ou Oliveira Antunes) fez esta declaração:

ig mouriscas

Para a mulher e para os serviços que a assessoram isto:

abtmouriscasigreja

é uma ''igreja vanguardista''

(imagem Rede Regional)

Na foto, está o P.Pires, que parece ter sido o responsável pela construção desta Igreja e portanto pela demolição da antiga, prova de que teria pouca cultura patrimonial.

O Padre Mendes Pires chumbou, mais o fascista D.Agostinho de Moura, o projecto do arq. Freitas Leal para construir ''uma igreja vanguardista'' na terra por demasiado urbana. Ver aqui

Para isso alegou a oposição popular.

Portanto pela encomenda do P.Pires a Igreja das Mouriscas nunca seria vanguardista, mas conservadora, como de facto é conservador o discurso arquitectónico e eclesial, que se pode apreciar no edifício, cuja foto se publica.

No entanto para a cacique, cuja Kultura é notoriamente insuficiente, esta Igreja era ''uma referência na arquitectura construída na segunda metade do século XX''.

E se o fosse e tivesse tal valor, devia ter sido imediatamente classificada pela autarquia, ou pela DGPC e não o foi.

Porquê?

Porque a autarquia não se preocupa em preservar o património construído, preocupa-se em desenrascar e em fazer favores, para colher réditos políticos.

Igrejas do género das Mouriscas há muitas pelo país, coisa que não significa que esta não deva ser preservada ou defendida.

O que ela não é, de forma nenhuma,, é uma ''referência na arquitectura portuguesa'', a não ser para a Oliveira Antunes.

Também não é vanguardista, uma vez que o P.Pires e os locais tinham horror beato à vanguarda e despediam arquitectos por serem vanguardistas.

A '' vanguarda'' para eles era sinónimo de heresia e cheirava a Belzebu.

Resta a moral da história: para esta gente um edifício tem valor....quando lhes convém e deixa de ter, quando contraria os planos políticos e os interesses muitas vezes inconfessáveis da seita.

Ficamos a saber, que para esta gente a grande referência arquitectónica moderna de Abrantes é a Igreja das Mouriscas, que se formos ao Turismo do Bunker perguntar qual é o arquitecto, nem sequer sabem.

Ficamos a saber que é uma Igreja vanguardista, quando o P.Coelho e D.Agostinho proibiram expressamente templos vanguardistas no local, porque isso era subversivo e certamente comunistóide.

Segundo a Antunes e os disciplinados serviços técnicos, o P. Mendes Pires era vanguardista ''malgré lui'' e despedia arquitectos por  fazerem Igrejas com linguagens ''atrevidas''.

Trata-se certamente da maior contribuição académica dos serviços abrantinos para a História da Arquitectura lusitana.

ma    

 

 

 

 

 

 

o

     



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Quinta-feira, 18.07.19

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Jardim Visconde

Em finais de Setembro de 1892 os caciques mudavam  o nome ao ''Passeio do Castelo'' e passava a ser Jardim Visconde da Abrançalha.

O Abrançalha tinha governado a terra a mando de Avellar Machado.

Já todos sabemos que o Parque ficou sempre Jardim do Castelo, na memória popular.

Por acaso o Diário Ilustrado de 27 de Setembro também diz que vai a inaugurar  o apeadeiro das Mouriscas

apeadeiro das mouriscas 27-9-1892

mn

o desenho do Mário Rui foi roubado ao ''Coisas de Abrantes'' do Sr.Zé Vieira e os recortes à B.Nacional. A todos obrigado.

mn



publicado por porabrantes às 21:58 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.07.19

De como os caciques abrantinos fazem umas obras (estrada das Mouriscas ou Fontes) e a seguir vão rebentá-las para meter canos....

fontes

Miguel Borges, P da CM do Sardoal, numa reunião da AM local, Dezembro 2018

Ficamos a saber que os SMAS do Valamatos e eventualmente a benta Abrantaqua

manuel valamatos - copia

rebentam as estradas recém-arranjadas.

É o planeamento abrantino .

mn

 

 



publicado por porabrantes às 11:44 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15.03.19

Tudo se resumiu ao Padre Raposo?

Vivia-se em 1914 em paz religiosa nesta terra?

Isso perguntava o Governador Civil.....numa orientação que vinha de Lisboa,  que mandava inquirir em todos os concelhos....

jacinto freitas

O chefe local da política  democrática ,Justo Rosa da Paixão, respondia

justo

Ou seja as freguesias mais renitentes em abandonar as práticas católicas eram o Pego e Alvega.

Sabemos que na Aldeia do Mato parece não ter havido problemas (ver blogue do amigo Maça, com as respostas do padre , a inquérito do Bispo).

E a freguesia onde o anti-clericalismo tinha maior base social de apoio era o Rossio.

Esta é a versão dum cacique democrático, porque a versão católica era outra, o povo armado com chuços tinha no Pego posto em debandada os amigos do Justo, e obrigara a fazer a procissão.

Houve expulsões de padres? Anseia-se pelo regresso da fradalhada ?, perguntavam.....

justo 2

Dizia que não, o Justo, isento de paixão jacobina, isto é terra liberal, e no raio das freguesias em que o beatério queria missas, lá estou eu para dar a autorizaçãozinha.....

 

Diminuiu a prática religiosa, graças à acção benfazeja da República?

justo 3

 

Dizia que sim....

E os padres aceitavam as pensões?

Mas o clero reaccionário e o Padre Raposo tramavam alguma....

De mais de catorze, só quatro tinham aceitado....

Isto é,  os padres recusavam ser assalariados do sr. dr. Afonso Costa e permaneciam fiéis ao Bispo, que era D.António Moutinho....

d.antónio moutinho

que tinha sido preso ....., desterrado da sede episcopal, e forçado durante 4 anos a dirigir a Diocese de longe.....

arriaga

 

O Justo diz que havia quatro padres pensionistas  e que estes eram mal vistos pelos colegas  e que um deles tinha  sido substituído numa freguesia (Mouriscas) por um colega fiel à ortodoxia.

Quais eram os que traíram Roma?

Em 11-7-1911,  foi concedida uma pensão provisória ao padre colado do Tramagal, Manuel Brás da Rosa , ao colado de S.Miguel, José Martins da Conceição, e ainda ao padre encomendado de lá, Luís de Andrade Sequeira.

Mas o principal padre pensionista foi Henrique Neves, que protagonizou um cisma nas Mouriscas.

Também foram dadas pensões aos empregados da Igreja que eram os sacristães: S.Vicente-António Rego da Silva; S.João-Manuel Vicente Valente, do Rossio, Pascoal Francisco das Chagas, de S.Facundo, Bernardo Ricardo da Natividade, de S.Miguel, José da Oliveira Costa, do Tramagal, Pedro Alves de Jesus Lobato, de Rio de Moinhos, Francisco Esteves Machado e das Mouriscas, António Marques Fernandes.

Finalmente ia o povo aceitar as administrações das Igrejas dominadas pelo partido democrático (as célebres cultuais), perguntavam?

justo 9

O Justo achava que sim. Mas contra ele tramava Guilherme Henrique Moura Neves, o chefe local do partido católico....

Por volta de 1916 a única Igreja aberta era a da Santa Casa e os católicos que iam à missa eram enxovalhados pela populaça, testemunho de D.Maria Luísa Almada Albuquerque Moura Neves....

mn

sobre o assunto : Humorista Justo da Paixão aplica Lei da Separação no Pego

Em nome da Liberdade Religiosa

Padre do Rocio de Abrantes resiste ao saque republicano

 O Foro do Senhor Anacleto

Salazar e as oliveiras da Paróquia de Rio de Moinhos

https://porabrantes.blogs.sapo.pt/a-devolucao-do-ouro-a-paroquia-do-pego-2010603?utm_source=posts&utm_content=1552676956

 

Fonte: arquivo António Farinha Pereira; Arquivo dum sacerdote abrantino; Arquivos públicos

 

a situação no Sardoal: ver o blogue Sardoal com Memória

 

 

 

 

etc

 



publicado por porabrantes às 19:10 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.03.19
 
 
CDU Abrantes ha compartido una publicación.
10 de febrero a las 21:42

Maioria PS na Freguesia das Mouriscas critica inoperância e incompetência da maioria na Câmara Municipal de Abrantes.

 
La imagen puede contener: casa, cielo y exterior
Freguesia Mouriscas
9 de febrero a las 13:48

A situação instável e perigosa em que se encontra o edifício de particulares na estalagem tem sido alvo de inúmeros alertas e informações da nossa parte às enti...dades competentes, no caso a Protecção Civil, que tem respondido prontamente a todas elas, contactando posteriormente as pessoas responsáveis. Desejaríamos que tudo se resolvesse rapidamente e sem problemas, infelizmente não está nas nossas mãos a resolução desta situação.

 

ps-também podem copiar esta  notícia


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publicado por porabrantes às 18:40 | link do post | comentar

Domingo, 24.02.19

roldao

O livro do sr. Gabriel Roldão aborda a genealogia duma velha família da Marinha Grande que se remonta há 300 anos. Aborda as raízes dessa família até às Mouriscas, Constância e Sardoal.

A Pereira Roldão foi uma das grandes fábricas da Marinha Grande. 

mn

 



publicado por porabrantes às 21:19 | link do post | comentar

Abre um Museu nas Mouriscas, por iniciativa da  Associação Cultural das Rotas de Mouriscas, que tem no sr. António Louro, um dos seus dinamizadores.

É hoje:

 

''O dia da inauguração do espaço museológico da ACROM está a aproximar-se (será em 24/02/2019, pelas 11:30h).
Abriremos em simultâneo a nossa nova sede, ambas as... instalações estão situadas nos números 53, 57 e 61 da Rua da Fonte dos Amores, na Estalagem / Mouriscas (ao lado do café do Adérito Quarenta).

Hoje aproveitamos para dar a conhecer algumas das peças que já temos no nosso espaço museológico, como segue:
1 - Tear, tapete e manta antiga;
2 - Forma armada com seira em cairo;
3 - Arado muito antigo;
4 - Grade em madeira, muito antiga;
5 - Ferro a carvão, panela de ferro e forma de ferro para sapatos;
6 - Cangalhas em madeira;
7 - Canga em madeira;
8 - Rodízio de azenha;
9 - Fuso do lagar de varas;
10 - Vários tipos de seiras e capachos, em vários materiais;
11 - Cantareira antiga, com cântaros e outras loiças;
12 - Grade antiga com trem de cozinha completo, em esmalte;
13 - Mobiliário diverso em choupo, com mais de 100 anos;
14 - Máquina de costura antiga;
15 - Miniaturas de barcos tradicionais do Tejo (picareto, bateira, etc);
16 - Vasilhame diverso para azeite, água e vinho;
17 - Cestos e cabazes antigos;
18 - Vários tipo de ferramentas (do pedreiro, do sapateiro, do pedreiro, etc) e vários tipos de alfaias antigas;
19 - Quadros com cerca de 100 anos evocando como era a vida em Mouriscas, nos princípios do século 20 e anos seguintes (primeiras turmas da escola primária de Mouriscas - meninos e meninas de 1929, aproximadamente, etc;
20 - Vários tipos de candeias e candeeiros, antigos;
21 - Dezenas de ferragens antigas;
22 - Obras literárias de 8 autores de Mouriscas (livro dos 50 anos do Agrupamento 193, livro do Joaquim António de Matos, livro da Maria do Rosário Batista, 6 livros do Prof. Carlos Bento, 2 livros da Otília Rosa Pascoal, 1 livro do Gonçalo Antunes, 1 livro com a co-autoria da Maria Isabel Oliveira Margarido Gonçalves e 4 livros da Maria Regina Louro).
23 - Roupas antigas para homem, mulher e criança;
24 - Vários tipos de balanças, pesos e medidas, antigas;
25 - Baús;
26 - Telhas "Mouriscas" de forno muito antigo, com inscrição;
27 - Apetrechos de casa de banho, das antigas;
28 - Notas e moedas do escudo;

E muitas outras coisas, mas informamos que se encontra cancelada a recepção de mais espólio, pois o espaço disponível é insuficiente para acolher todo o espólio oferecido para exposição (temos agora mais de 900 peças dentro do nosso espaço!).

Para a cerimónia de inauguração já temos confirmada a presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, do Sr. Vereador da Cultura da mesma câmara, além de vereadores das câmaras Municipais de Sardoal e Mação. Também algumas Associações já confirmaram a sua presença.

No domingo, após o almoço, estaremos abertos para o público em geral.

Venham visitar o espaço museológico da ACROM!''

(comunicado da ACROM)

É uma importante iniciativa para defesa da nossa cultura!

ma

 



publicado por porabrantes às 08:50 | link do post | comentar

Sábado, 23.02.19

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CDU questiona executivo, em sessão da Assembleia Municipal, sobre o mau estado das estradas nas Mouriscas.

A freguesia das Mouriscas, é uma freguesia de enorme dimensão e com uma enorme dispersão de habitações, sendo constituída por dezenas de casais. A CDU entende nesta situação a sua gestão é um enorme desafio. Contudo estes factos não podem ser desculpa para que a freguesia seja votada a um total abandono por parte do executivo camarário.

Prova disto é a degradação a que c.hegaram as estradas na freguesia. Muitas destas são um emaranhado de buracos com algum alcatrão à mistura, tornando a condução nestas vias um enorme desafio pondo em risco a segurança rodoviária dos condutores e dos peões.

Esta situação não é de agora contudo, quando há cerca de 7 anos, foi instalada a rede de esgotos, a situação piorou substancialmente. As estradas foram esventradas para a colocação das canalizações e ao invés de serem repavimentadas, optou o executivo PS por fazer remendos.

Assim a CDU questiona para quando a repavimentação das estradas das Mouriscas nomeadamente a Estrada Nacional 358 que liga Mouriscas a Cabeça das Mós (Sardoal) e a Estrada Dr. Manuel Esparteiro, duas das principais vias da Freguesia e que mais servem aos munícipes de Mouriscas.

Abrantes, 22 de Fevereiro de 2019

Os Eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Abrantes

 


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Sexta-feira, 25.01.19

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A 11 do corrente, a A-Logos informava que a água da Fonte dos Pinheiros nas Mouriscas estava inquinada.

A análise tinha sido encomendada pela Junta, que avisou o povo.

A A-Logos noutro tempo, quando dirigida por uma tal Céu Albuquerque, não divulgou uma análise em que água do Sardoal, estava inquinada, porque a CMS não pagava.

A não divulgação mostrava o conceito que do interesse público, tinha essa mulherzinha.

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(Fonte dos Pinheiros- imagem Filipe Rosa com a devida vénia, tirada de aqui)

O neo-liberal foi avisar a cacique que a fonte estava inquinada.

E a mulherzinha respondeu:

'' (...) A presidente diz que as fontes não são competência da Câmara nem dos SMA nem das Juntas de Freguesia a não ser colocar um aviso 'água não controlada' ou 'água imprópria para consumo'. Alguns analisam a água mas é normal que os processos demorem. E critica as populações ao continuarem a utilizar as águas dos fontanários. (...)

 

Médio Tejo

 

O neo-liberal comeu e calou.

Se o tipo quer ser um punshing-ball da cacique e ainda bater palmas, é com ele.

 

Mas o que não se admite, nem se tolera, é que a cacique desconheça a Lei  e ainda por cima ralhe com o povo:

Diz a Lei:

Artigo 16.º

Competências materiais

1 - Compete à junta de freguesia::

(...)

''

bb) Gerir e manter parques infantis públicos e equipamentos desportivos de âmbito local;

cc) Conservar e promover a reparação de chafarizes e fontanários públicos;

dd) Colocar e manter as placas toponímicas;(...) ''

Portanto é competência das Juntas manter as fontes

E já agora a Junta do Rossio tem a Fonte dos Touros num estado vergonhoso, depois de gastarem um montão de ma$$a a requalificá-la.-   

ma

 

 

 



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Segunda-feira, 07.01.19

est m

 

ver

 


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