Sábado, 27.05.17

água das casas.jpg

O intelectual João Pico realiza uma crítica aprofundada do livro do Dr.Martinho Gaspar sobre esta laboriosa localidade do Pinhal.

Em causa está a actividade do Rev.Padre Baptista que não é destacada pelo Autor.

'' Um trabalhador do padre do Sardoal, de apelido Gaspar casou para Água das Casas, nos idos de 1820, com uma senhora dessa povoação. Apadrinharam o acto por parte da noiva, uma senhora muito caridosa da época, D. Helena Baptista e o marido e por parte do noivo, o próprio pároco do Sardoal. O ofício foi celebrado pelo Reverendo Padre, José dos Santos Baptista, na Igreja do Souto.

Não é difícil após estes factos, de estabelecer as ligações deste sardoalense de apelido Gaspar com certo historiador local e admitir algum parentesco da noiva com a família Baptista, já que o pai do Padre Baptista era natural da Malhada, Vila de Rei povoação vizinha de Água das Casas. A circunstância de ser ele a celebrar o ofício, como sucedia com outros familiares de apelido Baptista, como relatam os assentos paroquiais dessa época, arquivados na Torre do Tombo, também terão que ter algum significado mais.''
 
João Pico.... que esperamos que seja convidado para Director da Zahara
 
a ler
 
mn


publicado por porabrantes às 13:57 | link do post | comentar

Quarta-feira, 25.05.16

Padre Baptista fez do Calvário um lugar de Redenção

 

A Polícia foi ao Calvário

 

a redacção



publicado por porabrantes às 09:38 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.11.15

Relendo Eduardo Campos ou Diogo Oleiro é que se pode traçar a biografia da imprensa abrantina, coisa que o fecundo Mestre Martinho Gaspar tentou fazer aqui.

Agradece-se o esforço, mas esqueceu-se o Gaspar que nos tempos anteriores a 5 de Outubro também houve imprensa ligada ao rotativismo monárquico, caso do Echo do Tejo, que deu brado.

Além disso houve muito mais jornais, incluindo os do Padre Raposo (tão odiado pelo Formiga Branca) e um relativamente recente que foi importante.. Refiro-me ao Notícias de Abrantes, que saiu em duas séries.

 

eanes bioucas.jpg

(Notícias de Abrantes)

A primeira era pró PS  e nela se destacou (tinha de ser) o notável talento jornalístico do António Colaço, a segunda série foi laranja e na cooperativa que era dona do título estava o Humberto Lopes. Como seria de esperar a segunda série foi um fracasso. Mas o Gaspar é do Souto e é injusto não recordar o Reverendo Padre Baptista e o seu afamado periódico Souto do Zêzere, é dele o artigo que se transcreve

artigo padre baptista.png

 

   

Quanto ao Echo, andou a ele associado o nome de Solano, mas não é dele a crónica sobre ciganos do Sardoal que se reproduz. Só para terminar o Gaspar sabe pouco sobre o que escreve e não devia escrever sobre Imprensa abrantina sem ler o Eduardo Campos.

echo  do tejo.jpg

reproduzido de Eduardo Campos, A Imprensa Periódica de Abrantes, 

 

Transcrevo a crónica do cigano, com a devida vénia ao Sardoal Com Memória, do Sr.Luís Gonçalves,  

mn

  

Jornal “ECHO DO TEJO” - 3 de Julho de 1904:

Com este título vinha no “ECHO DO TEJO” de 12 do mês de Junho, uma local que apesar de vir com uma nota de redacção percebe-se bem que não era, mas sim escrita por algum cigano desta Vila.
Aqueles ciganos têm a garganta muito apertada; ainda não puderam engolir a derrota apanhada na célebre sessão da Irmandade dos Passos. De tempos a tempos vêm atirar com um pouco de bílis para a rua que apenas causa nojo(sic). Talvez o escrevinhador não saiba o significado desta palavra e se o sabe não soube empregá-lo. A tal caranguejola não deve ser puxada à sirga. Vai naturalmente seguindo o seu destino e vai muito bem, nem que pese aos vermelhos. Os 44 Irmãos de uma assentada são realmente o pesadelo dos rebeldes. Estes não dormem por verem os 44 Irmãos no seu posto. E note o escrevedor que os 44 Irmãos estão muito bem e têm todo o direito ao lugar, como o farmacêutico, o médico e o padre. Não tenha susto o mestre escrevedor porque a barcagem meta água. O barco está bem construído e vai bem guiado e também está perto da praia. Também não é impelido pelos ventos que sopram do mar do capricho; só a justiça e a verdade dirigem a tripulação que governa a Irmandade dos Passos. A seu tempo se verá tudo bem. O escrevinhador parece versejar, bem o sabemos. Olhe, guarde lá os exorcismos do padre para os endiabrados que querem passar. O padre que lhes deite água benta em barda e leve-os aos banhos do mar que são bons para acalmar temperamentos irrequietos e cabeças esturradas. O médico e o farmacêutico estão no seu lugar e o Felicíssimo se lá estivesse então é que seria esfregar as mãos de contente. O médico e o farmacêutico estão bem porque a Corporação, casa ou sequela de honesta, não se envergonham dela, nem a envergonham. Por fim concordamos com o primeiro do local, os ventos não correm propícios para esta zona e o senado abre-valas, faz muros de vedação. Pudera! Tudo isto lhe é preciso... Mas de quem é a culpa? Os filhos saem aos pais. O senado é filho de felicíssimos e salgados e de todos os que pensavam como ciganos exaltados e por isso havia de ter por presidente um menino tresloucado. Diga, diga. Diga muito do senado, diga do mal estar desta terra, porque tem muito que dizer, mas fale no nome dos culpados, dos verdadeiros autores deste estado de coisas.
Assim é que deve ser e cá esperamos outra epístola a tratar da nossa terra.

SOL-BEMOL
 
 
 
 


publicado por porabrantes às 18:45 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.03.10

 O Departamento de Estudos Históricos do Por Abrantes acaba de dar uma enorme lição de história do Souto ao Snr. João Pico que nos agradeceu. 

 

Um pouco reticentemente mas agradeceu!!!

 

Milagre!!!! Da Senhora do Tojo!!!!

 

Mas as considerações históricas que faz o Snr. Pico são um pouco audaciosas.

 

O confisco dos bens da Igreja começou com D.Dinis (ou antes) e é uma constante na História de Portugal. Como é uma constante a forma rápida como a Igreja refaz o seu património e se torna outra vez um potentado económico.

 

Veja-se em Abrantes, a paróquia de São Vicente e os seus negócios.

 

Consegue o Sr. Pico interpretar um anúncio de jornal de 1824 com uma ligeireza aterradora.

 

O que sabemos é que havia uma gafaria com bens doados certamente por heranças pias e um grupo de pessoas ocupava esses bens pagando rendas irrisórias.

 

Por exemplo 1/2 galinha.

 

Entre os felizes contemplados estava o Padre Baptista e é curioso que sejam os clérigos e os beatos a conseguirem sempre os negócios pios.

 

A fazenda real quis pôr fim a estes abusos e pôs à venda as terras que o felizardo Baptista ocupava por tuta e meia.

 

O pobre Baptista teve o dinheiro para licitar na penhora e ficar os bens que pelos vistos transmitiu à família.

 

Isto é o Presbítero participou segundo Pico no saque aos bens da Igreja. Era pois porque o supomos que clérigo regular (portanto isento de voto de pobreza), além de chefe de uma quadrilha de guerrilheiros , homem de posses.

 

Onde fizera fortuna.? Algumas das fortunas de Abrantes fizeram-se com os negócios das guerras napoleónicas e liberais.

 

Se foi assim em Abrantes, também o terá sido lá para o Pinhal. 

 

Outras foram feitas recentemente graças a Abril.

 

Este Departamento comunica ao Sr.Pico que quando encontrar mais notícias do Sr.Pimenta  e do guerrilheiro.presbítero o avisará.

 

O Departamento de História.

 

Nota de Miguel Abrantes: Está o Snr. Pico enganado sobre os delatores. Estes eram aquela tropa a quem a Jota Pimenta fazia o favor de publicar anúncios no boletim oficial... 

 

 

 

  



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