Sábado, 12.03.16

sopa dos pobres.jpg

 A Sopa dos Pobres tentou ultrajar  S.João de Abrantes e os Monumentos Nacionais deram-lhe sopa.

O eng responsável pela obra foi o major Mesquitella. Também responsável por um projecto da Assembleia, chumbado pela sua direcção, segundo contou o eng.José Carreiras num artigo do Jornal de Abrantes. 

 

'' Em simultâneo com a presidência da Liga, o ilustrado Major fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Abrantes onde às suas custas fez o projecto do Bairro Operário, o primeiro projecto do edifício da Assembleia e da Sopa dos Pobres.''  Diz o Sr.Oliveira Viana no Coisas de Abrantes.

Sai a nota porque apanhei o pop-up camarário sobre a Sopa

 

 

 

patronato.jpg

O que está no Pop-UP é parcialmente falso, a Sopa, que foi uma meritória criação de Solano de Abreu, Gina Avelar Machado Soares Mendes, Diogo Oleiro, etc já tinha um internato antes de se passar a chamar Patronato Santa Isabel. Por acaso encontrei os ordenados dos responsáveis.

O Mesquitella era sobrinho por afinidade de Solano de Abreu.

sopa ordenados.png

 Não eram maus os ordenados.....

 Depois do 25 de Abril, o grande animador do Patronato Santa Isabel foi Fernando Velez e quando ele saiu para a Santa Casa, ficou director da Casa, o Capitão Horácio Mourão de Sousa, que o mínimo que se pode dizer é que não teve uma gestão brilhante.  

 

Segundo o Governo Civil de Santarém o Patronato Santa Isabel foi extinto: ' em 2006. A Sopa tinha sido fundada em 1921. 

 

'' Anteriormente denominada Sopa dos Pobres de Abrantes. Sediada em Abrantes, concelho de Abrantes. Os Estatutos foram registados no Livro º 1 das Associações de Solidariedade Social, sob o nº 52/82 a fls. 151 verso e 152, em 1982-07-29. Extinção registada em 2006-02-22.''  ( Governo Civil)

  Só para adiantar direi que foi integrada na Santa Casa com outra designação e a Santa Casa recebeu as propriedades do Patronato. 

Outro facto curioso foi a briga épica entre o Cónego Graça e o Provedor Mourão de Sousa por causa do quintal da Sopa.   

cónego.jpg

 

Estou farto de ouvir imprecisões sobre a Sopa. Vejam esta tirada da Srª Eng. Manuela Ruivo Valle e Azevedo, ex-líder do PSD, sobre a Sopa:

 

 

 

 

 

 

manuela ruivo sopa.png

 A Sopa nunca esteve integrada no Montepio. Mas encontrei uma tese que refere o mesmo. É sobre Geometria descritiva!

 

Não me apetece escrever mais sobre a Sopa (agora). A história da Casa merecia uma monografia. E a história da briga do Quintal, terminada numa escritura no cartório da Drª Sónia Onofre, merecia um capítulo nas memórias do Capitão Horácio, que certamente se as escrever, reservará vários a Fernando Velezfernando velez.jpg

ma

documento: arquivo da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais

há outro blogue que diz ''a Sopa'' foi uma criacção monárquica. E refere Diogo Oleiro. Nunca se apresentou esse cidadão sobre essa roupagem política, diga-se isso já agora.

 



publicado por porabrantes às 18:23 | link do post | comentar

Sábado, 21.05.11

Foi hoje beatificada Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, conhecida  como Madre Maria Clara, Fundadora da Congregação Portuguesa  das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

 

 Agência Eclesia

 

Esta Ordem religiosa está profundamente ligada à história de Abrantes no século XX no campo da assistência social, hospitalar e religiosa.

 

As Irmãs serviram dedicadamente como enfermeiras no Hospital da Misericórdia entre 1928-1937.

 

Nesse ano na sequência do conflito que envolveu o Dr.Manuel Fernandes com o Provedor (ligado à facção integralista de Henrique Augusto da Silva Martins) Dr.Henrique Martins de Carvalho e que levou à expulsão (e inclusive à prisão) do Dr.Manuel Fernandes, a Congregação abandona a

Santa Casa.

 

 

 

Em 1937, com a inauguração da Casa de Saúde, propriedade do médico abrantino, a Congregação passa a assegurar os serviços de enfermagem dessa clínica até inícios dos anos 80.

 

A Ordem é ainda responsável até essa época pela tutela das menores de famílias pobres internadas no Patronato de Santa Isabel.

 

O abandono da Cidade por parte da Ordem provocou um veemente protesto na Assembleia Municipal por parte do líder da CDU, dr.Correia Semedo que fez o elogio dos bons serviços à Cidade das Santas Freirinhas.

 

Também o Sr.Fernando Velez que foi responsável pelo Patronato,  fez o elogio das Irmãs em vários artigos publicados na Imprensa local, etc.

 

A petição alegra-se como toda a comunidade católica de língua portuguesa e não só ( a Ordem tem hoje cerca de 900 freiras, espalhadas especialmente pelos países de língua portuguesa e curiosamente uma instituição na Vila de Abrantes, Brasil) pela distinção concedida pela Santa Sé à Fundadora da Ordem.

 

Seria importante que a comunidade abrantina exigisse à CMA o reconhecimento dos bons serviços desta Ordem (e doutras) à Cidade e lhe atribuíssem a sua Medalha de Ouro.

 

Não fariam mais que o fez, a C.M de Torres Novas já há alguns anos, curiosamente na mesma data em que atribuiu uma medalha ao industrial de Alferrarede e nosso amigo eng. Paulo Pereira da Silva, Presidente da Renova.

 

Para terminar um artigo tão católico, roubo  esta imagem:

 

Ilustração Portugueza

 

Ilustração Portuguesa, de 7 de Novembro de 1910, reproduziu uma gravura do Illustred London News, retratando a prisão das irmãs franciscanas, com a seguinte legenda: “Religiosas conduzidas para o Arsenal da Marinha, escoltadas por forças do exército e da marinha”.

 

(publicada no http://auren.blogs.sapo.pt)

 

Desculpem, mas é a minha costela talassa.

 

Marcello de Noronha, monárquico e católico à antiga

 

Bibliografia: Cronologia de Abrantes no século XX do Eduardo Campos

Diogo Oleiro, O Concelho de Abrantes



publicado por porabrantes às 23:10 | link do post | comentar

Segunda-feira, 08.11.10

31.10.10 01

 

in Abrupto do Sr.Dr. Pacheco Pereira.

 

A minha falecida amiga D.Maria Luísa de Almada Albuquerque Moura Neves, viúva do Dr. Armando Moura Neves (o benemérito que pagou 1/2 da massa que custou a residência do Cónego Graça e deu ao Patronato Santa Isabel o edifício onde se encontra ), ainda me contou a peregrinação dos católicos abrantinos à estação da CP de Abrantes para agradecerem a Sidónio Pais a restauração da liberdade religiosa em Portugal.

 

Da mesma forma contou-me os enxovalhos que sofreu, menina e moça, por ser católica na Abrantes republicana. Só havia uma Igreja aberta (a da Santa Casa, porque era particular) e quem queria ir à missa tinha o fazer suportando os enxovalhos da canalha (não confundo canalhas com o povo) à entrada e à saída.

 

Não ouvi da boca da Presidente uma palavra para os católicos ofendidos pela política liberticida de Afonso Costa.

 

O seu discurso a 5 de Outubro de 2010 foi tão desastroso, como o seria um sobre 25 de Abril em que não se falasse das vítimas da Ditadura.

 


Resgatámos esta manchete histórica em homenagem aos bisnetos de Sidónio  subscritores da petição.

 

E recordamos que o assassinato de Sidónio, como o de Sá Carneiro, D.Carlos e Delgado continua em grande parte por explicar.

 

 

Aos nossos leitores aconselhamos o recente romance de Moita Flores.

 

Boa Leitura.

 

Marcello de Noronha

 

 



publicado por porabrantes às 20:14 | link do post | comentar

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