Sábado, 14.07.18

armando leça

Em 1939, no decorrer das comemorações promovidas pelo fascismo, o musicólogo Armando Leça foi convidado pela Comissão dos Centenários (quem em 1940 iam celebrar-se para festejar 1140, data na qual Afonso Henriques fez desta terra, Estado Independente e 1640, data em que o Bragança, que também foi músico ilustre, se revoltou contra o Habsburgo), para organizar uma compilação da música tradicional portuguesa. (1)

Em poucos meses percorreu o país e fez uma recolha notável, gravando os músicos e os cantores populares.

No Mação gravou (ele e a equipa técnica naturalmente):

 

— Ó prima — cantiga de roda, entoada por coro misto.

Estas é que são as saias — coro misto a capela,

Olha a trigueirinha — coro feminino, com resposta de coro misto no refrão, a capela .....(etc) (....) obra citada

 

No Pego:

(...) '' Nossa aldeia do Pego — acordeão acompanhando coro misto.

Chora a videira — idem.(...)

 

As importantíssimas gravações ficaram esquecidas na Emissora Nacional, até que foram resgatadas por iniciativa de JOSÉ ALBERTO SARDINHA, o Autor que seguimos e estão agora no Arquivo da Radiodifusão Portuguesa.

 

 

Na mesma altura foi a fracassada candidatura do Pego a representar o distrito no concurso da ''Aldeia Mais Portuguesa de Portugal'', que foi ganho por Monsanto.

 

O Pego foi chumbado por falta de autenticidade, para os cânones folcloristas do fascismo.

 

Acho que a esta iniciativa andou também associado o nome de Armando Leça.

 

Maria do Rosário Pestana, in Armando Leça e a música portuguesa. Lisboa Edições Tinta da China, 2012, estudou com grande profundidade a questão.

 

Portanto quando se recusa a influência do aparelho propagandista do fascismo na chamada ''Cultura Popular'' e no caso dos ranchos pegachos e da música local ou se data apenas a partir do final dos anos 50, está-se a esquecer a bibliografia que nem sequer é muito recente e a tapar o sol com uma peneira.  

  

Finalmente para defender a cultura abrantina, era importante que as gravações da música popular pegacha de 1939 estivessem na António Botto ou que a rádio oficiosa as passasse alguma vez.

 

Será pedir muito?

 

mn

 

 

 

(1) JOSÉ ALBERTO SARDINHA ,ARMANDO LEÇA E O PRIMEIRO LEVANTAMENTO MÚSICO-POPULAR REALIZADO EM PORTUGAL in

REVISTA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

 

Foto de Armando Leça retirada do livro de Maria do Rosário Pestana, com a devida vénia

 

ver ainda a Revista dos Centenários

 

 

    



publicado por porabrantes às 13:23 | link do post | comentar

Domingo, 06.05.18
''Martes 25 de julio. Parada en Pego contra las centrales térmicas

De camino a Abrantes, nos hemos parado en Pego, para conocer su central térmica. Esta central tiene dos calderas de 314 Mw cada una y quema principalmente carbón de importación. Coge agua directamente del río Tajo y la vierte después a unos 6º por encima de la temperatura que tiene el tajo en el punto de vertido, lo cual altera y degrada el ecosistema.

Al igual que otras centrales nucleares térmicas del conjunto de la península Ibérica, la central de Pego recibió en 2009 subvenciones para los filtros de desnitrificación y desulfuración en unas energías termoeléctricas que tienen un impacto elevado. De hecho, el carbón es uno de los principales emisores de gases de efecto invernadero (GEI) en la producción eléctrica dentro del conjunto de la UE.

Al llegar a nuestro destino nos hemos podido echar una buena siesta y pasear. Desde Abrantes la vista es espectacular y hoy nos tocaba ver una estampa impactante: la central térmica en medio del entorno, compartiendo foto a lo lejos con otro incendio, esperemos que apagado mientras escribimos estas líneas.

Para terminar el día, hoy hemos tenido serenata. Será por la llegada de un buen grupo de gente joven al pelotón, o porque el fresquito de la tarde nos ha animado, o que la gente portuguesa nos contagia su alegría, pero el caso es que las canciones han ido sucediendo una tras otra, hasta altas horas de la madrugada. Mañana sufriremos el despertar. (....)



 

 

devida vénia a Ecologistas en Acción

 

Foi lamentável que a Bia não tenha proporcionado aos ecologistas uma recepção hospitaleira e que o Mor não tenha organizado um espectáculo do rancho do Pego

rancho pego

ma 



publicado por porabrantes às 23:46 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.05.18

Vegar

José Vergar (organização)

Uma Antologia de jornalismo Português de imprensa, 1986-1996, Editorial Notícias,

Notícas, 1998 - 494 páginas
 

arminda 2

pego bruxa 1

 Leitura muito estimulante, devia ser lido na Escola Primária do Pego

 

ma



publicado por porabrantes às 15:18 | link do post | comentar

Domingo, 22.04.18

O António Louçã no Esquerda Net faz o balanço de como Afonso Costa e Bernardino Machado atiraram milhares de soldados portugueses para a ratoeira da Flandres e levaram à pior derrota desde Álcacer Quibir.

As condições de vida da tropa eram iníquas....

Muitos desertaram caso do pegacho Manuel Cruz Relógio, de Infantaria 22, aboletada em S.Domingos de Abrantes 

desertor.png

 Já chega de fazer a lista dos bravos, também houve desenrascados, que achavam que morrer numa guerra estúpida, comandados por ingleses, mal armados e esfomeados era demais.

Infelizmente o Manuel foi caçado e condenado a 6 anos de deportação militar.

A vingança dele foi a que Afonso Costa e Bernardino também purgariam o exílio, Afonso inclusive a prisão, por ordem de Sidónio Pais.

O Manuel desertou a 30 de Março de 1918, em 7 e 8 de Abril era La Lys.

ma 



publicado por porabrantes às 17:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.04.18

zé alberty.png

O Sr.José Alberty deu (mais a família) uns terrenos à CMA.

A deliberação mal educada nem sequer agradece a dádiva.

Passou o assunto à AM ...

Também não agradecem, certamente porque o Mor teria de meter à votação o assunto por voto secreto (na peculiar interpretação que faz da Lei, que deixa muito a desejar) e secretamente a bancada socialista podia chumbar o agradecimento, como chumbaram o fundador do PS.

 

mn

 

  



publicado por porabrantes às 18:10 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.04.18

Ambiente

 

Armindo Silveira mantém o alerta sobre os problemas ambientais e de mobilidade relacionados com o travessão do Pego

O Vereador Bloquista do Município de Abrantes e Coordenador do Grupo de Ambiente da Coordenadora Distrital de Santarém volta a alertar para os multiplos impactos do travessão do Pego. (...)

 

devida vénia ao Portal do BE no distrito 


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publicado por porabrantes às 14:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21.02.18

Ficamos a saber que o pegacho Sr.Nunes tem de derrubar o muro e o Cónego Graça e a Reverendíssima Comissão Fabriqueira de S.Vicente teve licença para fazer obras ilegais no Vale de Roubão  e os típicos habitantes de S.Macário também podem fazer muros onde lhes dê na cabeça...

 

Problema do Sr.Nunes....não é cigano nem andou no seminário

 

Bia

 

PS- Uma leitora pergunta-nos se pode fazer as ''As crónicas neo-liberais da Marlene''.

Pode. 

 

 

 

 edi nunes.png

 


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publicado por porabrantes às 16:29 | link do post | comentar

Sábado, 03.02.18

Está em discussão pública a licença ambiental da central do Pego (descobrimos isso graças a uma partilha do Vereador Armindo Silveira)

 

Os documentos apresentados são para especialistas, a central tem peso no emprego concelhio e na economia. São uns 110 postos de trabalho.

 

Por descargo de consciência demos uma vista de olhos aos documentos.

 

pego água

 

 

 

Dizem que a jusante das descargas da central não há captações de água para consumo humano susceptíveis de serem  afectadas  pela descarga...

 

Ora isso não é verdade

 

Na Valada, as Águas de Portugal captam água do rio para consumo humano em Lisboa......

 

Não sabem isso, os da Central?

 

Dizem que não são conhecidas ''captações de água para rega a jusante da descarga''

 

Em Vila Franca, na Lezíria Grande são irrigados 14.000 hectares (as melhores terras de Portugal) com água do Tejo.

 

Não sabem isso, os da Central?

 

Temos de continuar?

 

Quem quiser participar no debate público, participe.

 

Quanto à tropa do travessão era melhor ......actualizarem-se

 

ma

 

 



publicado por porabrantes às 13:45 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.09.17

Grandes fotos da fotógrafa Maria Matos, sim senhor !

 

O Rancho do Pego


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publicado por porabrantes às 08:33 | link do post | comentar

Sábado, 09.09.17

Publica-se crónica do Dr.Eurico Consciência onde arrasa os caciques pegachos, como o  Gomes Mor (que tinha sido mais o Manuel Dias, um dos obedientes ''ajudantes'' do Advogado na fundação do PS/Abrantes) a propósito do celerado caso dos plátanos do Largo do Cruzeiro, cortados porque faziam espirrar um cacique.

 

 

Crónica de maldizer – Barbaridades

em Opinião

Não se acredita, mas é verdade. Toda a gente sabe que as árvores são factores fundamentais de saúde: clorofila, oxigénio, sombras, etc. Os botânicos dizem-no e os médicos repetem-no há mais de cem anos, mas alguns autarcas portugueses ou são surdos ou analfabetos ou uns brutamontes (ou as três coisas ao mesmo tempo), porque atacam e destroem as árvores – por nunca terem ouvido nem lido nada sobre o dever de preservarem as árvores.

Não se acredita, mas é verdade.

O Pego é das mais populosas e interessantes freguesias do município de Abrantes. E junto da E.N. 118, que atravessa o Pego de ponta a ponta ou de cabo a rabo ou de fio a pavio, existe o Largo do Cruzeiro – que tinha três renques de sadios e vigorosos plátanos com condições para serem grandes árvores, condições sistematicamente contrariadas pela Câmara Municipal ou pela Junta de Freguesia, que periodicamente podavam barbaramente esses plátanos, torturando os desgraçados para lhes darem a forma de vassouras, para desespero dos que amam as árvores e sabem que as podas são para as árvores de fruto, que não para as árvores ornamentais – que devem deixar-se crescer, viver e morrer livremente, como seres vivos que são, só se podando ou cortando por imperativos sanitários.

Há anos escrevi sobre isso neste jornal. Os plátanos do Pego não ganharam nada com isso: os podadores continuaram a atacar os pobres dos plátanos – que são seres vivos mas não podem fugir dos autarcas que os maltratam nem dos podadores que cumprem as ordens daqueles matracas, perdão, autarcas.

Pois à fé de quem sou lhes digo, assevero e garanto (e juro até e sem fazer figas)  que as torturas  dos  plátanos do Pego  acabaram, porque os autarcas do Pego autorizados pelos da Câmara de Abrantes ou os da Câmara de Abrantes com o consentimento dos do Pego cortaram cerce, rentes, rasos os plátanos do Largo do Cruzeiro, para lá fazerem um jardim. Que certamente terá bancos onde ninguém se sentará no Verão por carência de sombras e um lago catita, cuja água, como se costume, ficará porca ao fim de 15 dias, com um repuxo que deixará de repuxar meses depois da inauguração oficial, solene, do jardim. Que com certeza terá árvores. Provavelmente tão raquíticas ou tão esbeltas como as que puseram nos estacionamentos do Hospital e do Tribunal – que nunca deram nem darão sombras capazes.

Alguns autarcas divertem-se a cometer barbaridades com o produto dos impostos que pagamos. E será de questionar se, na crise que atravessamos, o jardim do Cruzeiro era uma prioridade.

Bárbaros!

Eurico Heitor Consciência

 

PS-Que saudades desta vigorosa prosa.....

 



publicado por porabrantes às 09:11 | link do post | comentar

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