
Enquanto Portugal se debate com uma invasão espanhola, porque o Governo se recusara a aderir à proposta hispano-francesa de reunir todos os países relacionados com a Casa de Bourbón, num Pacto de Família, Abrantes é o quartel-general das tropas lusas e aliadas.
Tudo isto se enquadra num conflito quase mundial, a Guerra dos Sete Anos, que se estende não só à Europa, mas também às Américas e à Ásia.
A fome grassa entre as tropas, Lippe, o conde alemão contratado para chefiar e reformar o Exército luso, está angustiado com a situação político-militar e em Outubro de 1762, o homem-forte da política lusa, Sebastião José, desloca-se pessoalmente à vila de Abrantes, para estudar in loco a situação.
A visita é noticiada numa carta de Michel Pignatelli, Embaixador de Nápoles a Bernardo Tanucci, o homem que regia de facto o reino de Nápoles. (1)
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(1) Sara Nunes de Pinho Pereira, Portugal e Nápoles na época do absolutismo reformista, Tese de doutoramento no ISCTE, 2018

Enquanto Portugal se debate com uma invasão espanhola, porque o Governo se recusara a aderir à proposta hispano-francesa de reunir todos os países relacionados com a Casa de Bourbón, num Pacto de Família, Abrantes é o quartel-general das tropas lusas e aliadas.
Tudo isto se enquadra num conflito quase mundial, a Guerra dos Sete Anos, que se estende não só à Europa, mas também às Américas e à Ásia.
A fome grassa entre as tropas, Lippe, o conde alemão contratado para chefiar e reformar o Exército luso, está angustiado com a situação político-militar e em Outubro de 1762, o homem-forte da política lusa, Sebastião José, desloca-se pessoalmente à vila de Abrantes, para estudar in loco a situação.
A visita é noticiada numa carta de Michel Pignatelli, Embaixador de Nápoles a Bernardo Tanucci, o homem que regia de facto o reino de Nápoles. (1)
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(1) Sara Nunes de Pinho Pereira, Portugal e Nápoles na época do absolutismo reformista, Tese de doutoramento no ISCTE, 2018
Explica a CMA, para elogiar, a obra social da MDF que Robert Owen foi um dos pioneiros do paternalismo patronal. Owen viveu no século XIX.
No século XVIII, Pombal montou a Real Fábrica das Sedas, ao Rato em Lisboa.
O conjunto urbanístico, que em parte está parcialmente em pé, incluia casas para os artesãos e aprendizes, tudo incluído no conjunto fabril.
Não é preciso ir a Inglaterra e esperar até ao dezanove, para ver paternalismo patronal.
Pombal já o praticava em Portugal no século XVIII
Ver aqui, na página da DGPC a descrição da Real Fábrica das Sedas
Em Outubro de 1765, Pombal ordena que os mercenários suíços alojados no Castelo de Abrantes e noutros locais da cidade se apresentem em Lisboa.
Os oficiais são presos e os 800 homens são desarmados e postos sob escolta armada.
O comandante, Coronel Graveron é julgado em conselho de guerra e fuzilado.

Gaceta de Madrid
O 2º Comandante, um anglo-suíço, o tenente-coronel Kinloch é expulso de Portugal.
Outros oficiais são afastados. O regimento que dava pelo nome de '''Real Regimento de Estrangeiros'' é dissolvido.
Mourato dá alguns pormenores sobre as façanhas dos soldados estrangeiros assentados na Vila, nesta época. Chegaram a incendiar o arquivo da Câmara.
mn
bib-Conde da Carnota, The Marquis of Pombal,



o motim dos Voluntários Reais de Abrantes em 1765, visto pela pena implacável de Camilo, in '' Perfil do Marquês de Pombal.''
mn
O jesuíta espanhol Francisco Gustá (1744-1816) conseguiu um autêntico ''best seller'' com a sua '' Vita di Sebastiano Giuseppe de Carvalho e Mello, marchese di Pombal, conte d’Oeyras, &. Segretario di stato e primo Ministro del Re di Portogallo Don Giuseppe I, Florencia, 1781, 4 vols. (Venecia, 1781;) (1)
Boa parte das suas obras foram publicadas em Itália, para onde se exilara, depois da proibição da Companhia por Carlos III.
Naturalmente não é um simpatizante de quem extinguira os jesuítas.
Dedica 1 página à extinção do Regimento dos Voluntários Reais, da vila de Abrantes, por Pombal, devido à escandalosa indisciplina deste corpo.

Gustá identifica como comandante do regimento o Coronel Smith

extracto da edição francesa.
O Sr.José Vieira, aqui na História Militar de Abrantes tem um interessante post sobre o assunto.
mn
bib : Antonio Astorgano Abajo,Francisco Gustà, in Diccionario Biográfico Español , Real Academia de História
Uma das consequências do terramoto de Lisboa foi que a destruição de várias casas conventuais deixou sem abrigo inúmeras religiosas, num país onde a população fradesca e freirática era numerosa.
Segundo as regras, as freiras de clausura não a podiam abandonar e agora tinham sido forçadas pela força dos elementos a deixar os conventos.
Pombal vai procurar solução para um dos inúmeros problemas que o cataclismo levantara. E vai dispersar as freiras pelos conventos da Província.

Algumas freiras do destruído Convento da Rosa em Lisboa vão para Santarém e para o Convento da Graça, na vila Abrantina.
São acompanhadas pelos dominicanos Frei António do Rosário e Frei Marcelino de S.José.
mn
bib

''Solar do quinto avô, o arcediago,
Que da mãe Marta, por seu negro afago
Em preto fê cair tua ventura. (…)
Foste tenente rei da nossa Atenas,
Inspector do erário que bem pinga,
Vice papas nas leis, que injusto ordenas.
Amigos, e que tal? Cheira a catinga?
Pois é quem governou por nossas penas
Um quinto neto da rainha Ginga''
citado por Susana Moreira Marques, in Um Marquês de Pombal mestiço
Foi Cunha Belém que cheio de ódio anti-jesuítico, ideário típico do liberalismo do XIX, que propôs ''canonizar'' Sebastião José

São dele estas imortais palavras, ditas em nome da soberania nacional:

Isto é um excerto do artigo de Romeiras, Francisco & Leitão, Henrique. (2012). Jesuítas e Ciência em Portugal. V - Os Colégios de Campolide e de São Fiel e a implantação da República. Brotéria. 174. 425-440.
O Cunha Belém foi escorraçado do lugar de deputado abrantino por um fidalgo de Alvega, D.Miguel de Azevedo Coutinho.
mn

O Prof Doutor Banha de Andrade tem uma enorme obra no âmbito do Estudo da Cultura Portuguesa.
Quero só destacar no que importa para Abrantes o livro:

que traz bastantes referências aos mestres do ensino secundário na Vila e à implantação da reforma pombalina.
Só um exemplo:

Acho que quem trata de Abrantes no século XVIII sem ler o Banha de Andrade.....anda um bocadinho à nora....
Haveria mais comentários a fazer mas afinal hoje é sábado....
É gente capaz de se citar 10 vezes a si própria para este período.....
Mas francamente o Prof.Banha de Andrade é que estudou isto..
ma
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