Sexta-feira, 11.05.18

O nosso amigo e grande abrantino dr. Paulo Guedes de Campos foi um grande parlamentar do PRD onde foi colega do popular Armandinho.

 

 

Não resistimos a este extraordinário diálogo parlamentar onde o nosso amigo Paulo Guedes de Campos (é pá, quando é que assinas a petição?) salva o de Lagarelhos de se meter num problema etimológico com os laranjas.

 

O PSD queria proibir o Carnaval, seguindo a táctica cavaquista de que tudo o que seja divertido é pecado. Tese em que o actual cavaquista Fernandes difunde num conhecido periódico anti-gay, o apostólico Mensageiro de Bragança.

 

Transcrevo o Diário da Assembleia da República: 

 

(...)

 

 

 

 

(...)

Segundo me comentou uma testemunha ocular a Assembleia ficou atónita para saber o que queria dizer o Fernandes com os''buscapés''. Antes que perguntassem ao Fernandes o que era a coisa, e o homem respondesse que tinha muito dicionários em casa, e que havia um Morais que tinha feito um dicionário que era melhor que o da Porto Editora e que tinha muito páginas, actividade meritória para um consultor cultural, 

 

o nosso amigo Paulo Campos com o garbo de tribuno republicano, herdado do velho Ramiro Guedes, que espantara o Senado da República com a sua eloquência,  teve de salvar a situação: 

 

 

(...)

 

 

O Sr. Paulo Campos (PRD): - Sr. Deputado João Abrantes, no fundo, vou repetir um pouco aquilo que disse o deputado que me antecedeu no uso da palavra.

Tenho alguma dificuldade em perceber o alcance prático deste projecto de lei que apresentaram - percebo o alcance filosófico, mas não o prático - e, assim, gostaria de colocar apenas uma pergunta de pormenor para me ajudar a compreendê-lo.

Quando no artigo 2.º do diploma se referem os buscapés e similares - e creio que buscapés devem ser as bichas de rabiar -, gostava de saber se, com isto, os Srs. Deputados pretendem que apenas os maiores de 18 anos possam brincar com bichas de rabiar.

 

 

(...)

 

A Assembleia ficou esclarecida. Os buscapés eram bichas de rabiar........

 

 

E o Fernandes já estava como uma bicha de rabiar ......quando abriu a boca, tinha de ser, o Mendes Bota

 

 

 

que disse que não só  as bombas de carnaval deviam ser proibidas, mas todo o tipo de bombas porque o barulho podia matar os doentes cardíacos....

 

 

Resta dar a palavra ao deputado cavaquista Abrantes (João) que veio explicar pedagógico ao Fernandes que não se podia proibir tudo: ''

 

O Sr. Deputado Armando Fernandes mostrou-se preocupado com os estalinhos de Carnaval e com os buscapés e perguntou se eles também seriam proibidos. Ora, eles são considerados brinquedos pirotécnicos, não têm exactamente a grande perigosidade que é reconhecida às bombas de Carnaval e certamente que poderão continuar a ser comercializados.

Quando me perguntam se poderemos ter Carnaval sem bombas, devo dizer que poderemos ter Carnaval sem bombas perigosas, mas continuaremos a ter Carnaval com estalinhos, com buscapés e, inclusivamente, com as bichas de rabiar, que tanto preocupam o Sr. Deputado Paulo Campos.''

 

 

Este trocadilho fácil das bichas é uma pirosada digna dum cavaquista homófobo e foi rebatida pelo Zé Magalhães:

  pensar lisboa

 

 

Na verdade, só um cavaquista primário é que podia ser tão boçal......

 

Como diria Sá Carneiro: o cavaquismo é a expressão ideológica do ruralismo à Boliqueime.

 

MA



publicado por porabrantes às 11:23 | link do post | comentar

Quarta-feira, 08.07.15

 

 

santarém cde 69.jpg

 Maria Fernanda Corte Real Graça e Silva, jurista, abrantina, comunista, burguesa (tenho de ir beber um copo com o filho, o cher Orlando), anti-fascista, ex-dirigente do MUD Juvenil, uma das mulheres mais importantes nos anos 40 no movimento estudantil,  mulher do Advogado Dr.Orlando Pereira, desafia a ditadura falando pela CDE de Abrantes, ao lado de Maria Barroso, no comício da Oposição na capital do Distrito, em 1969.

 

Transcrevo a notícia:

'' Grande vibração no comício democrático em Santarém

SANTARÉM 4—(Do nosso enviado especial) — Um entusiasmo vibrante caracterizou a primeira sessão de propaganda dos candidatos democráticos do distrito de Santarém, realiza-da no Cine-Teatro local Muitas centenas de pessoas assistiram á sessão, que foi presidida pelo dr. Fidalgo Pereira, que estava ladeado pelos candidatos No palco sentaram-se ainda representantes <te comissões concelhias do Movimento Democrático e o representante da autoridade. O dístico da «Democracia» e «Amnistia» e as cores nacionais decoravam a sala Uma bandeira portuguesa cobria completamente a mesa da presidência
A sessão foi aberta peio gr. Alves Castelo, da Comissão Coordenadora da C.D.E. de Santarém, que em breves palavras inicieis, pediu uma salva de palmas por todos os que caíram pela Democracia e manifestou. depois a confiança na vitória fina das forças democráticas. dos homens comuns.
O mesmo orador apresentou, depois um a um, os seis candidatos, a quem a assistência dispensou calorosas salvas de palmas, ao mesmo tempo que gritavam «Liberdade», «Democracia» e «Abaixo o Fascismo».
Desigualdade entre a Oposição e a U. N.
O primeiro orador foi o dr. João Luís Lopes, candidato á advocacia Começou por pôr em relevo a desigualdade entre a Opinião Democrática e a União Nacional, nas presentes eleições
No finai, o dr. João Luís Lopes pediu uma ampla amnistia.
Falou, a seguir, o dr. Antunes da Silva. Fez ume crítica severa ao Regime, Historiou as razões que levaram o Estado Novo a promover as eleições citando a frase de Salazar de que «não se pode governar contra a vontade dum povo».
Maria Barroso: uma voz empolgante
Maria Barroso, a oradora seguinte, deu, com a sua voz extraordinária, palavras que foram aplaudidas entusiasticamente pela assistência.
Lembrando que estivera em Santarém há 22 anos, a grande actriz apresentou-se como combatente do Regime.
Com simplicidade — mas também com extrema convicção, que empolgou a assistência — Maria Barroso referiu-se a vários aspectos da actual situação portuguesa.
António Reis, que falou a seguir, dissertou longamente sobre as questões do ensino.
No fim da sua exposição pediu a reforma democrática do ensino e a normalização da situação universitária, segundo as bases aprovadas na reunião nacional do Movimento Democrático. Afirmou que «qualquer reforma democrática do ensino tem de passar por uma reforma geral das estruturas portuguesas». A finalizar referiu-se á situação da agricultura, defendendo a expropriação de latifúndios e sua entrega a associações de agricultores.
O eng.° Lino Neto — recebido, a seguir, com calorosa salva de palmas — começou por criticar o conceito da Pátria, do Estado Novo, dizendo que Pátria é o Povo.
Acentuou que o Povo português demonstrou sempre ser patriota, enquanto as classes dominante se vendiam ao estrangeiro.
Em apoio da sua afirmação lembrou os períodos de D. João I, dos Filipes, do Liberalismo e, finalmente, dos tempos de propaganda da República. «O povo português sabe governar-se, mas não o deixam» — disse.
O papel do escritor
O escritor Alexandre Cabral 1evantou-se, depois, para ler o seu discurso.
Depois de nós só a Turquia
O dr. Fidalgo Pereira, falou, a seguir, das condições em que se desenvolve uma campanha eleitoral, considerando que estas eleições são idênticas ás anteriores. Quando se referiu ao general Humberto Delgado, que apelidou de «o general Sem-Medo», foi alvo de uma impressionante ovação.
Comparou, depois, a situação de Portugal com outros países europeus, demonstrando, com auxílio de estatísticas, que o nosso País ocupava quase sempre o último ou os últimos lugares («depois de nós só a Turquia)».
A finalizar fez um largo exame dos problemas mais prementes do distrito.
Por último lugar falou a dr. Maria Fernanda Silva, de Abrantes, que se empenhou na desmistificação da noção salazarista de «democracia orgânica», historiando as lutas de Oposição, desde o Movimento de Unidade Democrática até aos nossos dias.
A assistência guardou, depois, um minuto de silêncio em memória do general Humberto Delgado e de todos os que caíram na luta pela Democracia. Seguiu-se a entrega de um ramo de flores ao candidato António
Reis por uma representante da juventude do distrito.
A sessão terminou com a declamação, por Maria Barroso, do poema «Ode á liberdade, de Jaime Cortesão, entusiasticamente aplaudido pela assistência.''  

 

devida vénia ao blogue 1969 Revolução Ressaca e ao seu autor Gualberto Freitas

 

o recorte acho que é do Diário de Lisboa, então dirigido por Ruella Ramos (que mandava o Saramago escrever os editoriais como ele queria...), de  6-10-1969

 

Do lado do fascismo encontrava-se....Magalhães Mota, como candidato, que terminou ao lado do Armando Fernandes no PRD.

 

Mas para ser justo, haverá que dizer que, como deputado da ala liberal, Mota combateu a Ditadura, coisa que não posso dizer do Fernandes...

 

Finalmente a culpa não é nossa pelo facto de Manuel Dias não ter falado neste comício da CDE

 

Faltavam-lhe muitas das coisas  que tinha a Camarada

 

Maria Fernanda Corte-Real

Graça e Silva

 

que honrou os compromissos de Abrantes com uma velha dama, esta

 

alvega republica artur.jpg

(azulejos numa casa de Alvega, genial foto do Artur Falcão)

 

ma

 

nota: Nunca vi a mulher de extraordinária cultura que foi a Senhora Drª D. Maria Fernanda Corte-Real Graça e Silva dar uma entrevista a dizer que os ''fascistas'' a queriam enforcar na Barão da Batalha, mas vim um ignorante e falsificador da história dizer isso num jornal, de que é directora uma amiga minha 



publicado por porabrantes às 14:15 | link do post | comentar

Segunda-feira, 30.03.15

sede prd.jpg

 ou seja o clube de tiro de S.Miguel, onde nasceu a tentativa de montar um partido bonapartista, anti-partidos, refúgio de todos os descontentes e desempregados políticos....que se chamou PRD

sede do perd 2.jpg

foi quase tudo, desde ponto de conspiração dum grupo que saía à rua debaixo das saias da Senhora Dona Manuela Neto Portugal Eanes, e que depois andou a hesitar entre apoiar a Lourdes Pintasilgo e um homem decente e anti-fascista, Salgado Zenha, .a.....casa de...

É mais um exemplo da decadência abrantina, que não conseguiu aproveitar uma infra-estrutura com uma situação única.

As fotos excelentes como sempre, são do caro Artur Falcão.

mn



publicado por porabrantes às 22:09 | link do post | comentar

Domingo, 04.12.11

Dedicado aos nosso leitores de Lagarelhos e à comunidade galega 

 

 

  

 

retirado do glorioso livro do caricaturista CID - Superman,Intervenção, Lisboa, 1970

 

 

o sr. dr. Duarte Lima no isolamento da sua cela parece que se dedica segundo um grande amigo

 

 galego à leitura dos clássicos.....

 

Isto é lê este blogue que é um clássico.......

 

 

suzy de noronha 

 

 

 



publicado por porabrantes às 21:13 | link do post | comentar

Quinta-feira, 04.08.11

Diz-nos um leitor:  sobre CMA patrocina Kultura do Vale das Rãs na Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011 às 12:13:

 

     

licenciar e isentar de taxas arraiais no seio de áreas residenciais é indigno e uma completa falta de respeito pelos residentes. É uma escandalosa falta de noções de civilidade e urbanismo da presidente da câmara de Abrantes, Maria do Céu. Pessoas destas não merecem os cargos que exercem! Isto serve para pagar os favores a uns quantos elementos da comissão a quem ela deve parte da campanha eleitoral na freguesia de São Vicente. Os que pagam os impostos condignamente, que se lixem. 
Que porca miséria.

 

Meu caro leitor:

 

Tem toda a razão. Como diria o duce Sílvio e diz o meu amigo : porca miseria

 

 

substituímos o cevado por um hipópotamo para não ofender um carrilhista ex-prd ( e quem sabe ex-anp) que sempre que lhe falam em porcos, como esta

Porca chamada 'Bela' pesa 560 quilos. (Foto: Ferenc Isza/AFP)

 

 

acha que lhe estão a chamar reco......

 

Para saber que esta senhora porca não é ele, basta fazer click aqui  

 

Edite Fernandes, natural de Vinhais, mas não de Lagarelhos....hoje ao leme da redacção....

 



publicado por porabrantes às 18:36 | link do post | comentar

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