Quinta-feira, 24.03.16

Alegadamente a família da Sãozinha legou à Igreja a casa onde nasceu  a santinha para boas obras.

gaviao.jpg

A casa é esta no Gavião.Era do Dr.Pimentel, médico local e um bom salazarista

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e excelente legionário, estava a cedida à Paróquia para boas obras, sendo Pároco o Rev. P.Adelino Cardoso.

Nisto,era 2009, o Padre Isidoro, certamente pelas curiosas dificuldades de tesouraria do Instituto Sãozinha, resolveu meter à venda o que tinha sido um legado pio e que estava a ser usado para fins de salão paroquial e de aulas de catequese.

saozinha 4.png

 

O Sr.P.Cardoso  viu-se na contingência  de manifestar o seu interesse na compra do imóvel para a paróquia, diz o Correio da Manhã. (2009).

O Sr.Padre Cardoso é o actual pároco do Rossio ao Sul do Tejo e Tramagal e naturalmente um homem de bem .

Quanto à forma como o P.Isidoro respeitou a vontade da família Pimentel deixo os comentários ao gosto do leitor.

padre saozinha.png

 

Quanto à forma como Sua Eminência,o Cardeal Cerejeira,classificava o caso da ''Sãozinha'' remeto os católicos e curiosos para as publicações pias da época.

 

saozinha 3.png

 A coisa teve depois novos desenvolvimentos, um Vereador PS queria que a CMG ajudasse a Paróquia a comprar a casa, houve uma candidatura falhada a um fundo comunitário e  o facebook da edilidade acaba de dizer que estão a restaurar a casa

 

20160302_casa_da_saozinha_em_restauro_001.png

A propriedade foi adquirida pela família Lino Netto, segundo o Jornal do Alto Alentejo, que a Câmara local cita

''A casa em que residiu a beata Sãozinha, venerada especialmente em Alenquer, encontrava-se à venda há bastante tempo.

Durante anos serviu como Centro Paroquial, mas o preço exorbitante pedido pela Obra da Sãozinha à Paróquia inviabilizou a aquisição do prédio, com vasto logradouro, e por isso a Paróquia viu-se na contingência de construir um Centro Paroquial a escassas dezenas de metros.
Recentemente a casa da Sãozinha acabou por ser adquirida por membros da família Lino Netto e as obras de recuperação já se encontram em curso, o que valoriza Gavião e o Largo do Município, junto ao qual e a escassos metros da Igreja Matriz se situa o imóvel.''

Fonte: www.jornalaltoalentejo.com

Vou encerrar por agora as aventuras do Isidoro, só voltarei ao tema se houver novos desenvolvimentos.

mn

 

sobre o assunto

 

 

 



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Quarta-feira, 23.03.16

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Os Pobrezinhos

 

Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

 

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:

 

- Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.

 

O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:

 

- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.

 

Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto

 

(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)

 

de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico

 

- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

 

o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:

 

- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeo

 

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros

 

- O que é que o menino quer, esta gente é assim

 

e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.

 

Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse

 

- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar

 

e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

 

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

 

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis"

 

António Lobo Antunes

 

PS -Na minha também tinhamos (cada tia) um seminarista, o pai do da minha tia Julieta era coxo....

ma

 


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publicado por porabrantes às 22:52 | link do post | comentar

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Público

 

O Rev.Padre Arsénio Isidoro, da Casa do Gaiato, constítuido arguido pela PJ, ,fora o Candidato do Patriarcado a Presidente do CNIS, CAP das IPPS católicas, contra outro influente sacerdote deste ramo do mercado, o Lino Maia que protestou, porque o Isidoro invocara o apoio do Patriarcado na batalha eleitoral.

Leia a notícia do Público de 2012  

O carismático Arsénio participou em várias actividades nesta diocese, como esta, em 2012, em Nisa, terra do Graça das Seringas

isidoro nisa.png

 (Vinde e Vede) 

 

 

O Lino Maia da Lista A ganhou as eleições, incluindo nesta Diocese

Aveiro, Bragança, Castelo Branco, Portalegre e Santarém:
Total: 240 votos
Lista A: 131
Lista B: 106
Brancos: 3
Nulos: 0

 

O Arsénio era em 2013, Presidente do Instituto da Sãozinha, que tem uma casa no Gavião, onde queria montar uma casa de turismo beato

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 E ainda canonizar a rapariga, que não há maneira de fazer milagres, diz o Arsénio:

'' O padre Arsénio Isidoro, presidente do conselho de administração do Instituto da Sãozinha, revela ainda que “o processo está em andamento” e que tem, desde o ano passado, um novo vice-postulador da causa, o cónego Álvaro Bizarro, ecónomo da diocese. “Há muitas manifestações da Sãozinha”, garante o padre Arsénio.''

(Voz da Verdade)

Esperemos que o Arsénio tenha a massa pronta, uma beatificação custa uns 400.000, segundo revelou Monsenhor Vallejo Balda, ex-Professor do Seminário de Bragança, actualmente preso político nas masmorras vaticanas.

vallejo_balda.jpg

O Prelado do Opus alegadamente manipulado por um astrólogo gay

 

O Rev.Padre Arsénio Isidoro é muito mediático, já estava debaixo dos holofotes da Judite, desde 2014. A TVI dá-o por arguido por peculato há 5 dias. O Patriarcado reafirmou a sua confiança no presbítero. 

Há muitos rastos pela Net dele, incluindo o seu desmentido que não tinha um Porche, mas só um BMW.

Rezamos para que a Sãozinha, de que é muito devota, a minha cozinheira, faça um milagre já e que  floresça a inocência do Padre Isidoro, bem como continue a brilhar o lírio da sua castidade.

Diz-me uma fonte que nesta coisa pode andar a política eclesiástica nortenha, que já é mais subtil, que nos bons tempos que o Senhor Cónego Melo desfazia a comunagem a dinamite (verbal, bem-entendido)

ma 

santoantonio2.jpg

 agradecemos as profusas explicações da Delmira para nos situar neste dédalo eclesiástico 

 

 



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