
Marcelo Caetano está a rir-se à gargalhada

mn
Um coro de beatos & beatas pede a proibição do Correio, por manchetes como esta.
O mesmo coro aplaude o jornal socrático do Porto, Jornal de Notícias que faz um
sensacionalismo escandaloso e defende o 44, a soldo de interesses inconfessáveis.
A récua de moralistas odeia uma coisa simples: a Liberdade e é por outro lado
incapaz de produzir um jornal independente.
Um jornal tem de ganhar dinheiro para poder ser livre. O Correio ganha dinheiro, por isso é livre.Como o Mirante.
Os outros (excepto o Expresso e a Bola) vivem das esmolas do Poder.
Um jornal não pode viver de esmolas.
Aqueles que babam fel contra o Correio, são do mesmo tipo que os assassinos que
metralharam a redacção do Charlie.
O povo já decidiu, compra o Correio.
Os moralistas fascinam-se com editoriais do tipo que a Senhora Ana Soares
Mendes produz na Nova Aliança.
São precisos mais jornais como o Correio.
Sem medo para darem notícias.
Foi desenterrado o Salgueiro?
Há um cemitério em Castelo de Vide?
Pois que saía a foto mesmo que isso incomode a D.Natércia, que foi mandatária do Costa no Distrito e desenterre um símbolo.
Se o dr. Salazar tiver um filho desconhecido, que se desenterre também o Ditador e que uivem os fascistas.
Não precisamos de símbolos, precisamos de Liberdade.
E lamento não ter visto uma caricatura destas sobre as aventuras fúnebres do
Salgueiro. É sinal que nos falta Liberdade.
Mau sinal.
ma
Coronel Morgado, comandante da EPC, 1974-1975, devida vénia à EPC
(...)
P: Como considera o sucedido no 11 de Março ? Foi uma armadilha montada ao General Spínola ?
R: Pode ter sido, mas não o creio. Mas não queria falar sobre isso, pois não acompanhei os antecedentes. Como referi, regressei de Angola em 17 de Dezembro de 1974, trazendo, de lá, determinada marca. Já tinha vaga na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém e até fora convidado e proposto atempadamente pelo Coronel Alves Morgado. Mas a colocação demorou. Fiquei apresentado no Depósito Geral de Adidos (DGA), até ao dia 7 de Março, sexta-feira. Nesse dia telefonaram-me do DGA e disseram: Foi colocado na EPC, tem a sua guia de marcha pronta e pode vir buscá-la. A minha resposta foi: Para quem está quase há três meses em casa, pode ficar mais dois dias. Assim, vou aí na 3.ª feira, receber a guia de marcha, mas quero a data de apresentação na Escola, apenas para o dia 12...
P: Foi uma grande coincidência...
R: Sim. Se eu já estivesse na Escola, talvez tivesse sido cilindrado, tal como foi o Comandante e o 2.º Comandante, respectivamente, Coronel Alves Morgado e o então Ten-Coronel Ricardo Durão...
Por acaso estava em Alvalade, na casa de um familiar e ouvi os disparos... Disse para comigo, se não há aqui nenhuma carreira de tiro, deve ser algum tipo com stress de guerra...
Saí de Lisboa às 18H00 e apenas cheguei a Santarém, pelas 24H00, pois eu e a minha mulher estivemos sujeitos às barricadas de civis, com braçadeira vermelha, ao longo de todo o itinerário, incluindo a auto-estrada, até Vila Franca de Xira.
No rescaldo do 11 de Março
Como estava previsto, no dia 12 de manhã, apresentei-me ao Coronel Alves Morgado e à tarde houve uma reunião geral, no ginásio da EPC, com um ambiente bastante tenso.
No dia seguinte, quando ia a entrar no Quartel, o então Capitão Correia Bernardo disse-me: Ontem à noite houve uma reunião em casa do Salgueiro Maia, onde estiveram todos os oficiais e furriéis milicianos e alguns oficiais do QP, capitães e subalternos e que decidiram "correr" com o Comandante e 2.º Comandante e nós não vamos permitir que isso aconteça. Peço, ao meu Major, que diga ao nosso Comandante para fazer uma reunião do Conselho Escolar, esta manhã e com urgência.
Fui ao Comandante e contei-lhe o sucedido. Realizada a reunião e postos ao corrente do que se preparava, ambos se retiraram, com guia de marcha, para Lisboa.
P: Qual foi o motivo para a referida reunião, em casa do Capitão Salgueiro Maia ?
R: Aconteceu algo no dia 11, que nunca esclareci bem. O Esquadrão de Carros, nesse dia, esteve formado na Parada, para ir para o campo e foi sustada a sua saída. Disseram posteriormente que era para ir para a Atalaia, mas, entretanto, houve aquele movimento de helicópteros entre Lisboa e Tancos, mas passando pela EPC... Num deles seguiram, para Tancos, o Ten-Coronel Ricardo Durão e o Capitão Salgueiro Maia. Estou por fora, de facto, do que se passou, mas creio que há literatura relativa ao 11 de Março e o assunto estará esclarecido.
P Existiam mais subunidades militares dentro da Escola, além do Esquadrão de Carros de Combate (ECC)...
R: Sim. Havia o Esquadrão de Reconhecimento.
P: Como analisa, sinteticamente o período ocorrido no País, entre o 11 de Março e princípios de Agosto de 1975 ?
R: Como parte de um filme de terror, produzido e projectado pelo PCP, Governo gonçalvista e respectivos apaniguados oportunistas e consumistas do que não lhes pertencia.
Este filme colorido só de vermelho já era conhecido dos portugueses na versão a preto e branco, na guerra das Províncias Ultramarinas e também do Leste da Europa... Checolosváquia, Hungria, Polónia, Bulgária, Roménia, Estónia..., onde imperava o último modelo da URSS. (...)
Entrevista ao Sr Tenente General Alves Ribeiro com a devida vénia, aqui
No D'aqui e D'ali
ma
Sr. Vasco Bastos teve a bondade de transcrever este post referente ao seu Tio Capitão Rodrigues Vicente, personalidade importante na vida abrantina na década de 60, importante bairrista, como dirigente da Liga dos Amigos de Abrantes, e colaborador assíduo da imprensa regionalista.
O post foi publicado no facebook do Grupo Rossio, bem como a foto com esta legenda:
CAPITÃO ANASTÁCIO RODRIGUES VICENTE E ESPOSA SRª Dª JUSTINA FERREIRA VICENTE
'' Aquele "Pingalim" tantas vezes o Ouvi trabalhar.Era o terror dos ciganos que teimavam em acampar debaixo da ponte...''
Sobre Rodrigues Vicente publicaram-se aqui alguns posts:
O Senhor Capitão Rodrigues Vicente
O Senhor Capitão Rodrigues Vicente e a ponte militar do Rossio (Mourões)
Capitão Rodrigues Vicente e os Mourões
Voltarei a salientar a prioridade de Rodrigues Vicente sobre Salgueiro Maia na identificação dos Mourões como ponte militar (provavelmente já outro autor o teria feito antes dele...) e que o que conta Candeias Silva neste texto, está errado...
Não culpo Salgueiro Maia de nada, porque ele nunca publicou nada sobre os Mourões. A culpa será de outro.
Como estou a mexer em jornais velhos não posso deixar de recordar que a Liga dos Amigos de Abrantes, onde Rodrigues Vicente tanto trabalhou foi despejada por ordem de Nelson Carvalho em 2002.
Em vergonhosas circunstâncias descritas no Jornal Primeira Linha de 14-11-2002.
Neste blogue faltava a fotografia do grande abrantino que foi o Capitão Anastácio Rodrigues Vicente. Agora já não falta.
Graças ao Vasco Bastos. Obrigado amigo.
vs
Estão todos preocupados com o leão do dentista, mas no museu da ex-EPC está esta cabeça.
Porquê?
O Salgueiro Maia também se dedicava a massacrar pobres felinos?
Ou só coleccionou a cabeça empalhada?
Ao dentista disseram isto
a redacção
Para celebrar o 25 de Abril a excelentíssima edilidade corta a fita azul do bunker da Céu e quer que os abrantinos vão aplaudir mais este atentado contra o património edificado do centro histórico.
Além do mercado diário também inauguram o Welcome Center ( ?), como se nesta terra o inglês fosse a língua oficial e todos speakassemos camone, yes?
O bunker estava para estar pronto há muito e é mais um dos projectos ruinosos e despesistas desta tropa, o welcome-piroso-center eram os antigos talhos no projecto inicial e agora venderá os artigos que estão à disposição do público em qualquer mercearia ou grande supercície, mas com rótulos em inglês, para ser mais internacional.
a redacção
entretanto prepara-se a transferência do Museu da ex-EPC para Santarém onde será instalado como anexo dum espaço de homenagem a Salgueiro Maia, segundo nos confidenciou fonte da CMS
Ribatejo
O ex-Presidente da Câmara de Santarém defende que o Museu de Cavalaria, fundado por Salgueiro Maia, em Santarém, que hoje se encontra no quase vazio Quartel de S.Lourenço seja transferido para Santarém, onde foi fundado.
Algumas fontes dizem que essa opinião é compartilhada pela viúva do militar fundador, que se juntou ao costismo nas últimas lutas internas do PS, onde Noras foi no, distrito de Santarém, um dirigente de relevo.
diz ainda (..) ''A transferência da EPC para Abrantes relevou-se uma inexplicável decisão de lesa-património, em todos os domínios. Implicou encargos sumptuários no quartel abrantino, cujas instalações estavam impreparadas para receber carros de combate, o mesmo sucedendo com o respectivo pavimento.'' (...)
sn

Um livro muito interessante. A historiadora também é interessante. A Raquel colabora no blogue 5 dias onde esteve o MSP Miguel Serras Pereira, um dos pensadores libertários e radicais mais estimulantes de Portugal. Parece que a Raquel é directora da Rubra. Tenta o blasfémias relacioná-la com o Francisco Martins Rodrigues (1), um teórico marxista muito mais inteligente e criativo que Cunhal, de que aliás chegou a ser nº 2, antes de entrar numa deriva maoista. Outro dia, num livro de memórias juvenis, o José Manuel Fernandes lançou uns elogios ao Chico (''Bufo'', insulto odioso que os burocratas do PCP lhe deram) mas voltou a falar do seu comportamento na cadeia. Porra!
E o comportamento do Fernandes, como director dum dos maiores diários, justificando a invasão do Iraque, com o sábio argumento que ''havia'' lá armas de destruição massiva?
A Raquel tem uma vasta bibliografia que convém conhecer , onde é de destacar
Um amigo do imediato Beato também andou a injuriar a Raquel, portanto convém escutá-la, mesmo que as suas teses sejam discutíveis como todas.
E uma frase provocatória:
Se calhar não foi o Maia, terá sido o imediato Beato!
MA
(1) Nunca percebi como é que de maoista se chega a trostskista mas o Chico quase chegou... na ''Política Operária'', o coronel Varela Gomes esse de estalinista brejneviano também chegou lá....
Anda por aí uma polémica sobre se o político Carlos Beato foi adjunto de Salgueiro Maia no golpe de estado de 25 de Abril. Basta uma pesquisa na net para o Beato aparecer ''nomeado'' adjunto do falecido tenente-coronel Maia.
No entanto o adjunto verdadeiro foi o Tenente de Cavalaria Mansilha Assunção, actualmente General. Foi o jornalista Horácio Valle César que pôs os pontos nos is, no post que se transcreve com devida vénia.
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