Sexta-feira, 27.07.18

ouvir o Vice Gomes mete os pés pelas mãos

 

parece que o Vice está chateado com os blogues

 

O blogue do dr.Álvaro Batista, o arqueólogo municipal, volta a criticar o Caseiro Gomes 

 

E nós também voltaremos ao assunto.....

 

Agradece-se ao Álvaro e ao Armindo Silveira a militância cívica

santo amaro 8

 

 

Entretanto parece que há outro empreiteiro que quer demolir isto

 

No fim de contas é uma ''capela''' como há muitas....

 

mn

 



publicado por porabrantes às 19:19 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.07.18

tubucci carta 1

tubucci carta 2

Publica-se a carta da Associação de Defesa do Património Tubucci hoje entregue na CMA acerca do bárbaro atentado ao património em Santo Amaro

santo amaro 8

mn



publicado por porabrantes às 19:36 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.07.18

O Dr.Álvaro Batista, arqueólogo da CMA, faz algumas observações sobre a criminosa destruição das ruínas de S.Amaro, imóvel classificado, e um dos poucos restos da Abrantes quinhentista.

E faz algumas perguntas e considerandos, que urge tratar.

Pergunta o arqueólogo se houve resposta pública à carta aberta do historiador dr. Paulo Falcão Tavares.

Não houve essa resposta.

Foi contactado por este blogue um Vereador da Oposição e mesmo assim o assunto não foi tratado em sessão camarária, como devia ser.

Mas a CMA respondeu à Tubucci e tivemos acesso a essa resposta.

Mas antes disso convém esclarecer que foi a CMA que destruiu a capela e só lá deixou o cunhal.

Isso foi no século XIX, para alargamento da rua, agora baptizada Marquês de Pombal, tendo mais tarde Diogo Oleiro (cuja família era a dona dos imóveis) oferecido a imagem do Santo à Igreja de São Vicente.

santo amaro 8

 

Graças ao Dr.João Nuno Alçada, neto de Diogo Oleiro, sabemos que a sua família comprou em 1871, por 30.000 réis, a D.Maria Cândida Oliveira Falcão e a João Tavares Oliveira Graco, um casarão que tinha sido capela de Santo Amaro, sito na Rua da Corredoura.

Regresso à resposta da autarquia, sobre as perguntas concretas disse isto:

resposta 1

Ou seja não informaram quem era o representante legal da empreiteira

Sobre a alínea c) deram uma resposta evasiva

Sobre a alínea d)

resposta 2

resposta 3

 

 Aos considerandos da Tubucci pelas pinturas criminosas dos vândalos do Creativ Camp não foi dada resposta.

Aos considerandos da Tubucci sobre a destruição da muralha no Largo da Feira, não foi dada resposta.

Sobre o caso concreto de Santo Amaro, foram publicadas a 4/9/17 fotos da destruição  e a CMA ficou muda.

A CMA sabia da intenção dos empreiteiros e não tomou as providências cautelares necessárias.

Diz o Álvaro que a CMA enviou o assunto para tribunal.

Basta isso?

Não basta, a CMA tinha o dever de embargar a obra licenciada e não o fez.

Como  não embargou as obras ilegais com que o Graça das seringas   deu  cabo da Quinta do Vale de Roubão.

Como não o meteu num tribunal.

A política patrimonial desta gente caracteriza-se por pagar a tipos para pintarem imóveis classificados sem licença da tutela.

Por demolir muralhas históricas.

Por tentar construir torres de 40 metros em edifícios do século XVI.

Pode isto mudar?

Pode, se a sociedade civil protestar.

Se os media denunciaram a situação.

Se os partidos e agentes políticos actuarem.

Mas sei por informação da Tubucci que algum media subsidiado se recusa a publicar denúncias.

 

MA  

  



publicado por porabrantes às 18:04 | link do post | comentar

Quinta-feira, 14.09.17

A carta da Tubucci a propósito da demolição da Ermida de Santo Amaro é destacada no blogue Coluna Vertical.

Reproduzimos o post:

 

''Quarta-feira, 13.09.17

Ermida de Santo Amaro - Carta do presidente da Tubucci à presidente da câmara de Abrantes

 

Exmo Sr.Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Foi esta Associação surpreendida com a demolição do imóvel, sito na Rua Marquês de Pombal, nº 1, classificado como de interesse concelhio, pelo Decreto-Lei nº95/78 de 12 de Setembro e designado como Ermida de Santo Amaro.

O imóvel está referenciado no Plano de Urbanização de Abrantes como imóvel classificado. (Anexo 3)

santo amaro 2017 2.jpg

O imóvel corresponde às ruínas da Ermida de Santo Amaro, existindo num dos cunhais, um bloco com duas cruzes, que o documento camarário diz ser Cruzes do Calvário. (‘’Revisão do Plano Urbanização de Abrantes, Génese, Evolução e Património’’ (CMA,2015, p.39)’’. 

O documento citado data  a fundação do templo de ‘’meados do século XVI’’. Candeias Silva identifica-o com a Igreja de Santa Maria da Corredoura, que estava aberta  já ao culto em 1562. (Zahara, nº 10,2012).

O documento preparatório e já citado do PUA apenas assinala como elemento relevante as cruzes quinhentistas inseridas no cunhal referido e diz que era o que se podia observar do exterior.

As fotos que anexamos provam que havia elementos arquitectónicos e arqueológicos relevantes, palpáveis à simples observação directa.  

É evidente a importância cultural e histórica deste monumento para a memória cultural e religiosa da Cidade de Abrantes.

São escassos os vestígios do século XVI no nosso concelho.

É obrigação das edilidades : ‘’Assegurar, (...) , o levantamento, classificação, administração, manutenção, recuperação e divulgação do património natural, cultural, paisagístico e urbanístico do município, incluindo a construção de monumentos de interesse municipal;’’ (art 33, al t da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro.’’)

Estabelece o art 3º do PUA sobre imóveis classificados:

‘’São admitidas obras de alteração e ampliação, quando necessárias à melhoria das condições de utilização, e desde que conforme a objectivo de salvaguarda e valorização patrimonial’’ (nº 3 do art 3º)

Uma demolição brutal não é uma obra de salvaguarda!

Além dos condicionalismos do PUA, a intervenção e a demolição de imóveis classificados obedece aos condicionalismos da Lei do Património, (Lei 107-A-2001, de 8-9-2001), designadamente para o caso aos arts 47 e 49, etc.

O imóvel encontra-se também  protegido pelo Plano Director Municipal, sendo qualquer intervenção nele condicionada pelas restrições impostas pelo art 22.

E finalmente encontra-se sujeito às restrições impostas pelo art 124 do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, que não permite modificações ou alterações em imóveis de valor concelhio, quando possam provocar prejuízos para esses valores!

E uma demolição como a executada, naturalmente prejudica o imóvel!

Infelizmente a autarquia não tem cumprido o espírito destas imposições legais, como se pode verificar pela destruição parcial das muralhas do Largo 1º de Maio, facto denunciado pela opinião pública, pela Oposição em sede municipal e por esta associação.

Infelizmente a autarquia não tem cumprido a letra destas imposições legais, ao permitir pintar pelos tipos do Creativ Camp, um imóvel de interesse público, duma forma ilegal.

Facto denunciado pela opinião pública, pela Oposição em sede parlamentar, municipal e por esta associação. 

Enumeramos estes factos apenas a título exemplificativo, porque são inúmeros  situações deste tipo, destacando-se por exemplo a não classificação de imóveis relevantes nas freguesias rurais (caso da capela de Nossa Senhora dos Matos, nas Mouriscas), ou o abandono das inúmeras estações arqueológicas.

santo amaro 2017.jpg

Assim  sendo requer-se a V.Exa, nos termos do art artigo 110º do Decreto-Lei nº 555/99 de 16 de 16 de Dezembro:

   a) identificação do técnico responsável pela obra de demolição do referido  imóvel classificado.

   b) identificação da empresa que realizou a demolição, bem como dos seus representantes

legais.

   c) cópia do relatório obrigatório, previsto no art 45, n2 da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro,

sobre a importância artística ou histórica da intervenção, identificação do técnico que a realizou e das suas habilitações literárias.

  d) cópia da licença para a demolição e identificação de quem a passou, bem como dos documentos administrativos que lhe serviram de suporte.

Nos termos da Lei da República tem V.Exa 10 dias para fornecer  os documentos pedidos.

Com os melhores cumprimentos.

11 de Setembro de 2017

Paulo Falcão Tavares

Presidente da Tubucci ''

 

  



publicado por porabrantes às 09:42 | link do post | comentar

Domingo, 13.01.13

Ermida de Santo Amaro, em Abrantes. o seu vil abandono e desprezo são imagem de marca de um municipio que quer grandes obras, para poder dar muito dinheiro a gringos, que nada sabem do nosso passado histórico.












Cunhal em pedra de uma das pequenas ermidas medievais dentro do centro histórico.




Da página da Tubucci-Associação de Defesa do Património da Região de Abrantes no facebook com a devida vénia


postopor SN



publicado por porabrantes às 22:35 | link do post | comentar

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