
A 21 de Abril, a autarquia informou do corte de trânsito na R.José Estevão porque havia um prédio em ruínas, que ameaçava desabar e onde iam fazer obras.
O boletim Passos do Concelho, nº 115, datado de Outubro 2020/Janeiro2021, mas só distribuído há cerca de um mês, publicava a lista dos prédios em ruínas, prevista no artigo 112º do CIM, para efeitos fiscais.

Na lista, que é parca e não menciona nenhum prédio em ruínas em Alferrarede ou no Rossio, onde abundam, alguns deles de propriedade municipal, não havia nenhum prédio a ameaçar ruína na R.José Estevão.
Ou seja, a inspecção municipal deixa muito a desejar e não verificou (nem comunicou às Finanças) a situação deste prédio nem de muitos outros, como é o caso das múltiplas casas, propriedade da Paróquia, no Vale de Roubão que um cónego deixou cair.

Da mesma forma, não figura na lista, a Capela de Santo Amaro, propriedade de Outeiro das Mós, Lda, , que esta empresa colocou em estado ruinoso.

As perguntas são as seguintes: a inspecção municipal, a cargo do Caseiro, colocou por preguiça ou incompetência, em perigo a segurança pública?
E ao só sinalizar para efeitos fiscais alguns imóveis e omitir muitos ,a CMA, privilegiou uns proprietários em relação a outros?
ma
O Vereador Armindo Silveira interrogou a maioria sobre a situação das ruínas de Santo Amaro, imóvel classificado, destruídas criminosamente pelos vândalos.
A Outeiro das Mós era detentora do Alvará nº 82A, emitido pela Câmara Municipal de Abrantes, em 28-6-2017, para intervir no prédio fronteiro dessa rua (Marquês de Pombal), tendo as obras sido aprovadas por despacho de 24-11-2016.
O dr. Silveira afirmou que o espaço vandalizado, que contém pinturas murais inéditas e túmulos de abrantinos de Seiscentos, estava cheio de ervas e abandonado.
O Caseiro, aparentemente grande amigo dos promotores, afirmou que os pato-bravos tinham metido novo projecto a parecer da DGPC.
Mas calou sobre o resultado do processo de contra-ordenação que em Novembro de 2017, moveu à pataria a autarquia.
Estamos em 2021, o que aconteceu à contra-ordenação?
Levou sumiço?
Continua a andar a passo de caracol?
Como a metida contra o boticário Silva, que destruiu meia rua, ao lado dum imóvel de interesse público, a Casa da Câmara, edifício joanino do máximo interesse, apesar de ter sido abandalhada pelas obras do Bioucas?
Sobre os vândalos pende um processo-crime na comarca e a Judite, também vagarosa, investigava.

Toda esta situação, edis como o Caseiro, patos-bravos como os do Outeiro, Vereadores da Incultura como o neo-fascista Dias, serviços de urbanismo incompetentes como os da Sara Morgado, tornam a vida do património abrantino....um calvário.
Pelo menos desta vez sentaram-se disciplinados perante um magistrado.
Num processo-crime.
E outros também se sentaram no caso da Amieira.
É para aprenderem.
ma
Vamos dar relevo nestes dias à bárbara destruição de Santo Amaro de Abrantes (século XVI) pelo camartelo.

Mas antes disso vejam no Coisas de Abrantes como arrasaram São João dos Bem Casados.
Quem governa a cultura nesta terra não tem perdão.
ma
(foto Salvem Santo Amaro)
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