Quinta-feira, 27.09.12

Diz o Sr. Pico a propósito de D.António Ferreira Gomes :

As mais antigas realizavam-se em Outubro.  Depois surgiram no 3º domingo de Agosto, numa época que foi da 1ª República até aos anos 1950.  Eram as festas da Srª do Tojo, do Souto. A partir de 1956, com a "liderança"da "elite" dos novos empreiteiros e construtores, principalmente da Ribeira da Brunheta e de Bioucas que marcavam uma clivagem geracional face às orientações feitas a partir das ordens estabelecidas ( Irmandade, Fábrica da Igreja, Junta de Freguesia e Regedor) as festas deixaram de ser no 3º domingo, para se distinguirem das festas do Souto e passaram a realizar-se no 1º domingo de Agosto, como Festas da Ribeira da Brunheta e no 3º domingo como Festas do Souto (sede da freguesia), embora ambas em Honra de Nª Srª do Tojo.

Foi esta polémica que deu origem às desavenças surgidas e que deu azo ao escrito infeliz do Bispo, D. António Ferreira Gomes, em 1952.''



Francamente não percebo. Como é que o Bispo escreve em 1952 para protestar contra uma coisa que só aconteceu em 1956?


Aliás já  nesse ano de 1952 assume o Bispado do Porto....


O que se apura da carta de D.António é que o Machado (que conheci bem) quis sanear o Padre da terra e o Bispo disse-lhe na Igreja mando eu. E se está com muitas comédias, apanha uma excomunhão.

D.António era homem para isso, nunca se vergou, nem quando era um feroz direitista (era-o quando veio para Bispo Coadjutor de Portalegre, depois foi evoluindo para chegar a ser um democrata-cristão) nem quando ameaçou Salazar.

O Machado se o proibissem de ir à missa, coitado, tinha uma trombose.

Lá se vergou ao Sr.Bispo.


Nem toda a gente se pode gabar de ser D.Afonso Henriques, que ameaçado de excomunhão, ameaçou cortar a cabeça do legado papal e depois nunca mais pagou o tributo a Roma que prometera  em troca do apoio contra Leão.

O exemplo de não pagar dívidas a estrangeiros, que nos legou o Fundador, é a única saída para a crise actual.


Se o Gaspar caísse nas mãos feudais de D.Afonso I, decepava-o por ter a mania estranha de não dar calotes à estranja.


Para mais pormenores sobre a história da Senhora do Tojo, podem visitar o blogue do Sr.Maça.

Marcello de Noronha,

PS-Talvez um dia destes ponha aqui uma fotocópia duma obra que aclara alguma coisa e que o Candeias não leu (para variar)... 


publicado por porabrantes às 23:25 | link do post | comentar

Quarta-feira, 26.09.12

Com a devida vénia, reproduz-se o excelente post do nosso amigo Sr.Manuel Maça, no interessante blogue Carreira do Mato.

 

 

Resolvemos avivar a polémica entre Mister Pico e o Senhor Candeias.

 

 

 

E já agora M.Pico quando reproduzir uma coisa tirada daqui, faz favor de citar a origem.

 

 

O nosso obrigado ao Sr.Maça, bom amigo dos Cidadãos por Abrantes, nosso leitor assíduo, por esta contribuição pró debate.

 

 

Amanhã, o Noronha, se andar com menos trabalho, coisa que o tem impedido de continuar com o caso ''Adriano Moreira'', talvez nos dê outro apontamento sobre isto.

 

 

Miguel Abrantes 

 

 

TERÇA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2012

NOSSA SENHORA DO TOJO, SOUTO, ABRANTES

 


1. Li no jornal "Nova Aliança" (edição de 21 de Setembro de 2012) que"Como é tradição desde há muitos anos a festa anual de Nossa Senhora do Tojo realiza-se no segundo domingo de Outubro (...)."
Meu saudoso pai (conhecido pela alcunha de Zé Carolino) era natural da Ribeira da Brunheta, freguesia do Souto, concelho de Abrantes. Isto despertou-me, bem cedo, a curiosidade e o interesse pela vertente histórica da questão.  
Passados muitos anos, diversos e frequentes desentendimentos com o Revº Padre Rosa acabariam por levar o assunto às páginas da imprensa local. O jornal "Gazeta do Tejo", por exemplo, deu, aliás, nota das más relações de algumas franjas da comunidade com o sacerdote. Na ocasião, entrei nessa espécie de debate com base nos elementos históricos obtidos ao longo de muitos anos. Transcrevo passagens:

«Diz a lenda que umas crianças que guardavam um rebanho encontraram dentro de um tojo uma bonita imagem de uma santa. Recolheram-na e levaram-na para casa, mas desapareceu. Voltando ao tojo tornaram a encontrá-la e a levá-la, mas desapareceu de novo. O fenómeno repetiu-se, e acabou por levar à edificação da Ermida da Nossa Senhora do Tojo, em data que se desconhece.

Pegando na tradição e na lenda, António Carvalho da Costa (1) escreveu que "pondo-se fogo a hum mato no sítio, em que hoje está a Ermida, ficou hum tojo muy verde sem se queymar, & reparando nelle hum Pastorinho, achou dentro huma imagem pequena, & metendo-a no capello do gabão, sem saber o que levava, indo para casa, a não achou...". Diz ainda este autor tratar-se de "imagem milagrosa & de grande concurso de Romeyros".

Também a este propósito, Pinho Leal (2) escreveu que "É antiquíssima e não se sabe quando ou por quem foi fundada. É um templo pequeno, mas bonito, com alpendres aos lados, e casas para acolheita de romeiros (...) A sua festa principal é no segundo Domingo de Outubro".».

Ora, ao longo da minha adolescência e em idade adulta, a festa da Nossa Senhora do Tojo foi sempre, grosso modo, no primeiro fim de semana do mês de Agosto: uma celebração em honra da Senhora, em que, humanamente, se misturavam o profano e o sagrado, com o meu pai a integrar o cortejo, de vela na mão, em cumprimento de uma promessa pela ajuda que entendia ter recebido [da Senhora].   Isto, para uma achega histórica.   
Foi, então, recuperada a tradição.

2. Lamentavelmente, nem sempre a Senhora do Tojo foi motivo de concórdia entre os paroquianos de São Sivestre do Souto, algumas vezes, eventualmente e até, por rivalidades inúteis ou desnecessárias. Não sabemos das questões do ouro oferecido à Senhora, mas não nos passou ao lado a circunstância de no Boletim Paroquial Souto do Zêzere (Porte Pago), edição n.º 248, de 1997, constar "Nossa Senhora do Tojo, Padroeira da Paróquia do Souto". Não entendi e falei do assunto com  amigos na diocese de Leiria-Fátima. Coisa confusa, pois parecia usurpado o lugar de São Silvestre.
Já agora, recorro ao meu acervo documental, incluindo um artigo de última página do referido boletim (a última palavra seria escrita com "z" e não com "s", mesmo há 15 anos).


(1) Coreografia Portuguesa.

(2) Portugal Antigo e Moderno, 1816-1874.

Manuel Paula Maça


publicado por porabrantes às 23:00 | link do post | comentar

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