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Terça-feira, 26.02.19

tectânia

 

Segundo a propaganda governamental a fábrica Tectânia já está a trabalhar nesta terra. Teria começado em 2018.

Os propagandistas são uns exagerados....

mn 

 


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publicado por porabrantes às 08:05 | link do post | comentar

Domingo, 02.12.18

Sobre o grandioso investimento Tectânia, já aqui abordado, transcreve-se o discurso do deputado de Santa Catarina, DIRCEU DRESCH, sobre o falhanço dos investimentos de José Farraco,   dono da empresa amiga da autarquia, alojada em espaço municipal, que iria criar 300 postos de trabalho, na terra dele.

 

 O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sra. presidente, eu tenho acompanhado, nesses últimos dias, deputado Kennedy Nunes, uma situação que de fato gera uma grande pergunta, deputada Angela Albino.
A empresa TAC Motors, instalada em Joinville em 2009, recebeu recursos do governo do estado por meio da SC Parcerias, que investiu no negócio em torno de R$ 6 milhões e detém 14% das ações da empresa. A empresa fabrica um jipe 4x4, um projeto concebido pelo ex-presidente da Fiesc, José Fernando Xavier Faraco.
Neste mês a TAC Motors anunciou que irá deixar Joinville para se instalar no Ceará, onde vai investir R$ 200 milhões. A empresa, no caso, foi atraída por estímulos financeiros da Sudene e estará isenta de tributos federais, ao contrário do que ocorre em Santa Catarina, e certamente estaduais.
Toda tecnologia do veículo é resultado de engenharia catarinense. De acordo com o presidente da empresa, para quem a SC Parcerias é apenas um dos 96 acionistas da empresa, a saída da TAC Motors de Santa Catarina seria uma questão de competitividade empresarial, e a empresa começa em julho a produção de jipes na cidade de Sobral, no Ceará.
Em Joinville, a empresa chegou a produzir 20 veículos por mês. Com a possibilidade de conseguir novos investimentos no Ceará, a empresa planeja fechar o primeiro ano de funcionamento no nordeste produzindo 150 veículos por mês.
Estou trazendo essa informação para chamar a atenção, primeiro, sobre o investimento da SC Parcerias, um investimento do estado, porque a SC Parcerias é uma empresa público-privada do nosso estado. E, segundo, porque aqui está, novamente, o resultado de uma guerra fiscal fortíssima em nosso país. Há uma guerra fiscal entre estados e, com certeza, quem perde são os trabalhadores e a população.
Por que não fazer esse investimento de R$ 200 milhões em Santa Catarina, se, no início, todo o processo recebeu grandes investimentos públicos em nosso estado?
Então, isso precisa de fato acontecer e precisamos fazer uma grande luta contra essa guerra fiscal entre os estados no nosso país. É preciso que haja, de fato, uma política nacional estratégica de desenvolvimento dos nossos estados, caso contrário o prejuízo, principalmente para os estados menores, será muito grande. E aí mostra, mais uma vez, a falta de compromisso desses grupos econômicos com o seu estado, com a sua origem, porque essa empresa foi concebida aqui no nosso estado e agora está abandonando Santa Catarina.
Mas quero registrar aqui, sra. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, a nossa luta do Parlamento, da nossa bancada e das centrais sindicais pela criação e manutenção do piso mínimo regional, uma política estratégica de desenvolvimento do nosso estado.
No início, em 2009, quando discutimos o piso mínimo, tivemos grandes reações de alguns setores, principalmente empresariais, que não queriam admitir a aprovação do piso mínimo regional porque diziam que era impossível aumentar o salário, que isso iria gerar desemprego, que o empresário não conseguiria pagar o salário. Mas está comprovado, nesses últimos anos, que nada disso aconteceu. Pelo contrário, o estado vem crescendo, desenvolvendo-se e gerando emprego, a exemplo do nosso país, que construiu uma política salarial concreta.
Hoje, por exemplo, temos o reajuste garantido do salário mínimo nacional, o reajuste da inflação, do INPC, a média do crescimento do PIB - Produto Interno Bruto.
Então, o aumento salarial e a criação do piso mínimo regional foram extremamente importantes para toda a sociedade catarinense, e não somente para os trabalhadores. Todos ganharam porque esse recurso não ficou no bolso do trabalhador. Quando o trabalhador compra alguma coisa, o comércio vende mais, a indústria precisa produzir mais, e isso é extremante positivo.
Agora precisamos manter a continuidade do reajuste do piso. É verdade que outros estados conseguiram um reajuste maior do que Santa Catarina, mas foi o que se conseguiu negociar nesse momento, que é uma média de 10% de reajuste.
Por isso, sra. presidente e srs. deputados, esta Casa tem o compromisso de contribuir com esse acordo que foi feito entre setores empresariais e os trabalhadores das centrais sindicais - e que vêm dando exemplos de uma grande articulação do sindicalismo catarinense. Por isso, o piso mínimo também já é resultado desse processo.
E digo mais: nós entendemos que a luta para construir um mecanismo de reajuste anual do piso mínino regional é importante e precisa ser construída. E aí as centrais já estão assumindo o compromisso de fazer um abaixo-assinado e vir com o processo de pressão, e quem sabe até com um projeto de iniciativa popular.
Parabéns por essa luta e por toda essa articulação. Esperamos sair daqui, hoje, com esse projeto aprovado, e que é de grande importância. E tomara que as próximas negociações coletivas, sra. presidente, que irão acontecer nesse próximo período, estejam acima do piso mínimo, que esse mínimo seja de fato o mínimo e que as categorias possam negociar acima, inclusive, do piso mínimo catarinense. Esta Casa pode dar essa contribuição, hoje, votando o projeto que está em tramitação neste Poder.
Os valores já são conhecidos e ficam em torno de R$ 700,00 a R$ 800,00 para as quatro faixas salariais diferenciadas em que diversas categorias se incluem.
Então, parabéns a todas as centrais sindicais, que se envolveram e estão construindo essa luta em prol dos trabalhadores catarinenses; ao setor empresarial, que sentou junto; e ao governo do estado, que está encaminhando para esta Casa esse projeto tão importante para Santa Catarina.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)''

 

passada para o Ceará a empresa também deu buraco



publicado por porabrantes às 17:44 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.05.18

A cacique anunciou ontem que a micro-empresa Tectânia (capital -1.000 €) vai fazer um investimento que criará 300 postos de trabalho.

Segundo o Médio Tejo, o projecto já está aprovado no Portugal 2020.

'' Todo o projeto de investimento encontra-se alicerçado em duas candidaturas, ao sistema de incentivos no valor total de 15.478.764,98 euros, já aprovadas pelo Portugal 2020, '' (sic)

Acontece que segundo a página oficial deste programa só se encontra aprovado um financiamento de 499 740,98 , para um investimento previsto de 1 110 535,50 €

Ou seja uma empresa, com mil euros de capital, vai receber meio milhão de fundos comunitários, mais outro meio milhão de incentivos fiscais autárquicos e ainda um terreno ao preço da chuva?

Garantias de investimento, disse ontem a cacique que a CMA ficaria sujeita ao mercado  ou para ser textual '''ficam reféns das condições do mercado e da vontade do promotor' ''.

Já vimos outro caso em que ficou refém, a RPP.

Na Antena Livre dizem que o eng.Faraco vem investir para Portugal para fugir à instabilidade política e económica do gigante brasileiro.

farraco

Acontece que ele é um dos fundadores e ainda sócio (segundo a Wiki)  duma empresa importante brasileira, a Dígitro, que fabricou um sistema de escutas telefónicas, o Guardião, que vendido às polícias, deu sonora bronca no Brasil

Ainda em 2017, escrevia Reinaldo Azevedo, na Veja

veja guardião

 Mas antes disso a compra do Guardião pelas polícias fora um grande negócio e dera origem a acesa polémica e a uma investigação parlamentar, movida em parte pelo Garotinho.....que agora está na cadeia

Entre outras coisas, o Guardião foi essencial ao Lavajacto e permitiu meter Lula na cadeia.

Finalmente o que é que uma empresa de engenharia electrónica tem a ver com um investimento numa linha de montagem de motos?

E ainda porque é um empresário com investimentos volumosos  em Santa Catarina e no Ceará  funda uma empresa em Portugal, com um capital ridículo?

Há mais ?

Há.

A Antena do Barroca diz que a empresa a constituir em Abrantes também vai montar veículos da TAC-Motors

tac5a

Acontece que segundo o portal Lexicar..........foi construída uma fábrica em Sobral, 2012, com incentivos públicos, com 100 empregados e que dizia que ia construir 3.000 veículos/ano.

A produção nunca foi atingida. Só se passaram a fabricar jipes por encomenda. Em 2015 foi anunciada a venda a uma  empresa chinesa (conhecida por copiar os Audis) Zotye, que não se concretizou. (devida vénia à Lexicar)

 

Antes de continuar, resta perguntar:

 

 

Os Jipes que nunca funcionaram no Brasil, vão funcionar no mercado europeu, onde as exigências da procura são muito mais

evoluídas?????

 

E onde há uma concorrência com tecnologia muito mais avançada?

 

Pensaram nisto os vereadores que aprovaram por unanimidade o projectozinho????

 

 

ma 



publicado por porabrantes às 10:19 | link do post | comentar

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