Quarta-feira, 13.02.19
 
 
TUBUCCI assoc.defesa património região ABRANTES
7 de febrero a las 23:04

Câmara de Abrantes não corrige erro em placa de rua da cidade, arrogantemente diz que está correcta!!! Em todos os documentos oficiais o nome do maior desportista abrantino de todos os tempos é: Luís Falcão Mena e Silva (1901-1963). Leiam a resposta ridícula dos vereadores socialistas...
Câmara de Abrantes demorou cerca de 1 ano a responder, e só o fez porque o vereador Armindo Silveira levou este assunto a uma reunião.
Afinal não zelam pelo interesse publico, mas sim optam pela ignorância.
A pesquisa que dizem ter feito, é numa publicação camarária, que está ERRADA!!!...
Nem comissão de toponímia esta Câmara tem!!!

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TUBUCCI assoc.defesa património região ABRANTES
 


publicado por porabrantes às 09:53 | link do post | comentar

Terça-feira, 17.04.18

Sem estar agendada a modificação toponímica em nenhuma sessão, a cacique terá prometido à Associação Antigos de Alunos do La Salle que haverá Praça La Salle.

Uma enorme falta de educação em relação aos Vereadores da Oposição.

Entretanto querem uma Rua Dr.Eurico. Resolvemos ajudar à festa

 

ech.jpg

 Jornal de Abrantes

 

lacão.jpg

Neste artigo Eurico Consciência diz, preto no branco, que o insigne vulto se arrogou o papel de fundador das Jornadas Culturais, o que é rotundamente falso

 

Nega que o tipo tenha participado no combate ao antigo regime.

 

Acusa-o de dizer fundara o PS abrantino, ou seja acusa-o de outra falsidade do tamanho duma casa

 

Eurico Consciência diz que quem fundou o PS de Abrantes foi ele e o alfaiate Manuel Dias

 

Lacão teve a cobardia de não responder a este artigo, que é de 1990....

 

Lacão foi Presidente da AM de Abrantes, chefe dessa gente, que terá de votar a Rua e que Eurico Consciência tratou como havia de tratar....

 

Querem que eles prestem homenagem, a quem, em nome da Verdade, os meteu, dez, vinte, trinta vezes em ridículo?????

 

ma

 

  

 

 

 

.

 

  



publicado por porabrantes às 20:11 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16.04.18

Anunciam-nos que a Praça em frente da Escola Dr.Manuel Fernandes será baptizada com o nome do aristocrata francês e grande pedagogo Jean Baptiste de La Salle, conhecido em religião como S.João Baptista de La Salle.

Haverá antes praça de La Salle, que Rua do Dr.Eurico Consciência.

luciano.jpg

 

mn

 



publicado por porabrantes às 22:10 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.05.15

Hoje pouca gente se lembra, fora do Tramagal, de quem foi o falecido Sr.Mário Bastos, da direcção da MDF e familiarmente ligado à família Duarte Ferreira.

Não vou fazer aqui a árvore genealógica da família referida, nem fazer o organigrama da direcção da MDF, nem sequer rebuscar jornais velhos, nem discutir se a homenagem é merecida ou imerecida.

É óbvio que aqui se protestaria se passasse pela cabeça de alguém criar o arruamento Afonso Campante, o Vereador do PCP alegadamente envolvido em distribuições de G-3 aos ''camaradas'' em 1975.

Somos intolerantes? Somos.

No Tramagal há um forte descontentamento com a atribuição decidida pela Assembleia de Freguesia (tecnicamente é uma mera sugestão, que a edilidade deverá aprovar) de dar a certo local o nome deste senhor, parece que pelas suas conotações salazaristas e não só.

Alguém sarcasticamente dizia que no Tramagal todas as ruas homenageiam a família Duarte Ferreira e a família Bairrão.

Nos anos 50, numa publicação subsidiada pela CMA houve um entusiasta que chegou a sugerir a mudança do nome de Tramagal para Vila Duarte Ferreira.

Estamos a regressar ao passado?

Bem preferimos a sugestão dos anos 50, a que a Vila tenha um nome japonês.

Nunca se sabe....

Mas bolas, não podiam ter sensatez e consultar o povo antes de andar a baptizar as ruas????

 

MN

e se alguém mudasse o nome de Abrantes para Bentopólis?????



publicado por porabrantes às 19:59 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.10.12

Os regimes novos têm tendência a mudar o nome que o povo deu às coisas. A Praça do Príncipe Real passa-se a chamar da República depois do 5 de Outubro. Quando a Monarquia Liberal era nova também mudaram o nome ao velho Rocio abrantino. Uma autarquia sensata restauraria os nomes tradicionais, mostrando respeito pelo povo.



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publicado por porabrantes às 19:10 | link do post | comentar

Sábado, 03.04.10

O Sr. José Dias Mariano foi um dinâmico industrial de Alferrarede (o cérebro das Rações São Marcos), autarca no tempo da Ditadura (foi Vereador), militante do CDS depois do 25 de Abril, homem de bem e mecenas de vários projectos de interesse local. A Gazeta de Alferrarede lançou em boa hora uma campanha para que fosse homenageado com a atribuição do seu nome a uma rua local.

 

 

Tudo bem e homenagem justa.

 

O que não passava pela cabeça de ninguém é defender esta postura com a justificação de que a Avenida Fernão de Magalhães tinha de mudar de nome, porque o navegador não tinha nada a ver com Alferrarede.

 

O único argumento plausível é que Fernão de Magalhães não tinha nada a ver com Portugal, por ser um traidor a soldo de Castela.

 

Mas tudo isto se desfaz, quando o homem que deu a primeira volta ao Mundo, tem naturalmente a ver com toda a Humanidade, de que a população de Alferrarede é parte, embora tenha o conjunto de autarcas com as vistas mais curtas do Concelho, começando pelo Presidente da Junta.

 

Enquanto Alferrarede dizem que não têm nada a ver com marinheiros, em Hamburgo fazem isto

 

 

 

''Cultura para atrair turistas
Hamburgo, uma das cidades mais ricas da Alemanha, teve sua crise nos anos 80, com a decadência de setores tradicionais como os estaleiros e as siderúrgicas, mas conseguiu recuperarse nos anos 90 e hoje esbanja prosperidade. Tem taxa de crescimento de 1,5%, acima da média alemã (de apenas 0,5%, segundo o Departamento Federal de Estatística) e taxa de desemprego de 7,7%. Em algumas regiões alemãs, esta chega a 14%.

Para atrair e manter turistas, outro investimento é em cultura.
Hamburgo, que tem na região metropolitana 4,3 milhões de habitantes tira proveito mas também sofre com a proximidade com Berlim, a capital. Com o trem de alta velocidade, a viagem de Berlim a Hamburgo dura pouco mais de 1 hora e meia.

Turistas que desembarcam de navio em Hamburgo pegam o primeiro trem para Berlim.

Os teatros, o Pavilhão de Arte de Hamburgo e a Galeria de Arte Contemporânea podem se medir bem com os museus das metrópoles européias. A HafenCity, a nova cidade dentro da cidade de Hamburgo, deverá tentar atrair habitantes e empresas também com o Museu Mundial Marítimo, que mostra a história da navegação, e o terraço de Magalhães (Magellan), em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhães. De todos os lados, o projeto recebe elogios. A única crítica é o fato de oferecer mais espaço (70%) a prestadores de serviços que a apartamentos residenciais.'' (ler mais aqui)

 

Diga--se que um dos arquitectos da obra é Herr Speer, filho do arquitecto de Hitler a que a arquitectura de Carrilho da Graça deve tanto.

 

E antes que digam que Alferrarede não tem nada a ver  com o mar, aqui vão os dados sobre o antigo navio Alferrarede:

“ Alferrarede “
1927 – 1961
Soc. Geral de Comércio, Indústria e Transportes, Lda.

O "Pluto" da D.G. Neptun depois "Alferrarede"
postal da Companhia

Nº Of.: 361-F > Iic.: H.A.L.F. > Registo : Lisboa, 30.06.1927
Cttor.: J.C. Tecklenborg A.G., Geestemunde, Alem., 05.1905
ex “Pluto”, D. G. Neptun Line, Bremen, 1906-1916
ex N.R.P.“Sado”, Lança minas da Armada, 191?-192?
ex “Sado”, Transp. Marítimos do Estado, Lisboa, 191?-1927
Máq.: J.C. Tecklenborg,1905 > 1:Te > 700 Ihp > Vlc. 10 m/h

O "Alferrarede" em Leixões
imagem (c) Fotomar, Matosinhos

1º Registo
Tonelagens : Tab 1.452,18 to > Tal 865,28 to
Cpmts.: Pp 70,06 mt > Boca 11,02 mt > Pontal 4,56 mt
Equipagem : 27 tripulantes

2º Registo
Nº Oficial : 361-F > Iic.: C.S.A.C. > Registo : Lisboa, 1946
Tonelagens : Tab 1.452,18 to > Tal 865,28 to
Cpmts.: Ff 73,91 mt > Pp 70,06 mt > Bc 11,02 mt > Ptl 4,56 mt
Equipagem : 27 tripulantes

O “Alferrarede”
desenho de Luís Filipe Silva

O navio regista um encalhe na barra do rio Douro, a 30.01.1934, tendo sido possível concretizar a rua recuperação, regressando ao serviço comercial. Foi vendido à empresa Sofamar, de Lisboa em 1961. Conservou a matrícula em Lisboa, mas alterou o nome para “João Diogo”. Naufragou dois anos depois, após encalhe a norte de Peniche, em 08.01.1963.  (in blogue Navios e Navegadores).
Portanto Alferrarede também teve a ver com o mar, quer queira o Sr. Martinho, quer não.
Sendo justa a homenagem a José Dias Mariano, é injusto e provinciano sanear Fernão de Magalhães, glória universal e por isso portuguesa e de Alferrarede.
Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 19:11 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.03.10

 UM DEPUTADO DO PS APRESENTOU UMA PROPOSTA DE LEI PARA QUE SE PROÍBAM OS NOMES DE VIVOS NOS ARRUAMENTOS PÚBLICOS E  EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS COM DINHEIRO PÚBLICO.

 

O JORNAL PÚBLICO TRAZ UM INVENTÁRIO SUPER-CONCISO DA REBALDARIA QUE VAI PELO PAÍS GRAÇAS A AUTARCAS TERCEIRO-MUNDISTAS, DISTINTOS HERDEIROS DA PALHAÇADA SALAZARISTA   DE ALCUNHAR COM O NOME DO DITADOR CADA BECO DA MAIS OBSCURA VILÓRIA.

 

O CASO ABRANTINO NÃO É ABORDADO, MAS FOI O EX-SEMINARISTA CARVALHO QUE RESSUSCITOU A MODA.

 

TAMBÉM OS REPUBLICANOS E OS MONÁRQUICOS ERAM DADOS A ESTAS PARANÓIAS.

 

O JARDIM DO CASTELO FOI MACHADO SANTOS EM VIDA DO ILUSTRE REVOLUCIONÁRIO.

 

O ROSSIO A PAR DE SÃO DOMINGOS CHAMAVA-SE DO PRÍNCIPE REAL EM VIDA DE D.LUIS FILIPE....

 

SE A LEI FOR DESPACHADA RAPIDAMENTE LÁ SE VAI A ROTUNDA NELSON CARVALHO, GLORIOSA PROPOSTA DO PAR QUE DÁ NOME AO POST.

 

MIGUEL ABRANTES (AINDA VIVO)



publicado por porabrantes às 23:44 | link do post | comentar

Segunda-feira, 01.02.10


A diáspora dos Buíças
por Mário Robalo, Rede Expresso


Saiba onde param os descendentes de Manuel Buíça, um dos homens que protagonizou a morte do Rei D. Carlos, há 100 anos

Aconchega o boné de lã azul quando se lhe pergunta se conhece alguém da família de Manuel Buíça, o regicida. “Já não há ninguém”, atira Álvaro David, enquanto pega num braçado de lenha para atear a fogueira.

O fim de tarde anuncia-se gélido e nas ruas da transmontana Lagarelhos pouco se afoitam, enquanto da maioria das chaminés já se solta um fumo azul-cinza que vai cobrindo os castanheiros. É nesta aldeia, a meia dúzia de quilómetros de Vinhais, que o regicida viveu com o pai, o padre Abílio Augusto Buíça, abade naquela vila. É mais uma tentativa para encontrar descendentes do homem que no dia 1 de Fevereiro de 1908, com Alfredo Costa, atirou sobre D. Carlos...
“Lá para baixo, para Abrantes, vive um sobrinho meu (por parte da mulher) que ainda pertence a essa família”, informa Álvaro que diz não ter recordações de, em criança, ouvir falar da família Buíça. “Só quando era mais velho ouvi falar do homem que matou o rei. E sempre em sentido negativo”.
O sobrinho de Abrantes a que Álvaro se referia é Armando Fernandes, a quem já não foi dado o apelido Buíça. “Não mo deram por ser considerado pejorativo e para não ser incomodado”, diz Armando, enquanto mostra a certidão de nascimento da mãe, Clemencia Maria, filha de Francisco do Nascimento Buíça, um segundo primo do regicida.
“Em Lagarelhos nunca houve repercussão da nossa presença”, diz este antigo funcionário da Fundação Calouste Gulbenkian, licenciado em História e que tem pesquisado a genealogia dos Buíças.

Para encontrar algum familiar de Manuel Buíça é preciso calcorrear muitos caminhos

De facto, para encontrar algum familiar de Manuel Buíça é preciso calcorrear muitos caminhos. Armando encontra uma justificação para a dispersão da família, após o atentado do Terreiro do Paço. “O estigma foi tão grande, que ainda ouvi o meu avô contar que a família tinha sido ameaçada de ser morta até à sexta geração”. Daí lembrar-se de um “falso” - esconderijo no interior das paredes - na casa de Lagarelhos.
Manuel Joaquim Barroso, outro natural de Vinhais que há mais de uma década investiga a família Buíça, recorda: “Das oito irmãs só duas ficaram na terra”. Toda a família se sentiu publicamente reprovada e “muitos deixaram de colocar o apelido aos filhos”, anota Barroso, no que é corroborado, em Lisboa, por Estela Belém Pereira, neta de Elvira, uma das irmãs do regicida que permaneceu em Vinhais. “A família foi para o Brasil, por se sentir perseguida”, diz Estela, que já não herdou o sobrenome Buíça, e cujos irmãos mais velhos - Helder e Maria Júlia - “ainda foram incomodados nos liceus, em Lisboa, por professores mais arrogantes”. Com esta palavra Estela quer significar “monárquicos”...

Isabel, o mais novo elemento do clã Buíça, nasceu a 5 de Outubro

Quem nunca se sentiu incomodada com o apelido é Isabel, de 25 anos. O mais novo elemento do clã Buíça nasceu... no dia 5 de Outubro, em Bragança, para onde se dispersaram alguns ramos da família. Ela própria só descobriu a ligação familiar com Armando Fernandes através do Expresso. O avô de Isabel, José Manuel Buíça, era irmão da mãe do antigo funcionário da Gulbenkian.
“Quando na televisão passava alguma reportagem sobre D. Carlos ficávamos atentos a ver se falavam dele (do regicida)”, Isabel evoca o seu avô como “um polícia com ar austero mas com muita honra no seu republicanismo”. Na escola de Bragança nunca ninguém questionou o apelido mas, já na Universidade, alguém lhe perguntou “se pertencia à tal família”. Mas terá sido “mais por curiosidade”.
O mesmo não se passou com o avô de Armando. Francisco Buíça, que no Rio de Janeiro (Brasil) passou a ser olhado de soslaio na empresa inglesa de carros eléctricos quando um administrador descobriu que era primo “do Buíça que matou o rei”. Viu-se obrigado a regressar a Lagarelhos em 1958. “Os ingleses nunca perdoaram a Manuel Buíça”, diz Armando.
Estela também “regressou à terra da família em adulta”. Mas por curiosidade. Já não encontrou nada da família. A casa e as propriedades do abade Abílio Buíça (pai do regicida e da avó de Estela) “tudo se perdeu e a família dispersou-se”, Estela conseguiu preservar uns talheres em prata - “herança da minha avó” - gravados com o monograma do abade Abílio Buíça, o seu bisavô, que nunca rejeitou o filho, mantendo-se republicano, mesmo depois de 1910, ao arrepio da maioria do clero.




 


 

 

 

Pelo seu interesse inserimos na nossa secção antologia este recorte do

Diário de Trás-os-Montes

 

Sugerimos à comissão local do centenário da República que se escolha o beco mais recôndito da Cidade para ser baptizado com o nome do Regicida.

 

POR ABRANTES

 



publicado por porabrantes às 21:09 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.12.09

 

 

Ei-lo bonitinho, não em fato de trabalho que era o de torcionário  e de chefe dos ''serviços especiais '' que dava pelo nome de Silva Pais, oficial do exército, provavelmente tarimbeiro, para vergonha das Nossas Forças Armadas.

 

 

Chama-se Major Silva Pais capitaneou a sinistra PIDE-DGS durante décadas até ao 25 de Abril.

 

Era à organização (inicialmente treinada pela GESTAPO)  que a empresa JOTA PIMENTA oferecia publicidade generosamente no boletim da DGS.

 

Se houve edis que deram o nome duma Rua a um alegado responsável pelo financiamento do regime de terror que massacrou Portugal e perseguiu os católicos que obedeciam à mensagem do Vaticano II, deviam ter vergonha.

 

Mas quem propôs o nome da Rua sabia o C.V. do homem. Havia que ter informado os colegas e aparentemente não informou.

 

Porque estamos certos que a Isabel Cavalheiro não teria votado como votou, se soubesse o CV da criatura.

 

Outra coisa é que o Departamento de Toponímia da C.M.A. não estude o perfil de quem há que homenagear.

 

Mas como o Pico só diz o que lhe convém, esqueceu-se de acrescentar que a Junta do Souto, a melhor informada sobre o dito CV, vetou e paralisou a homenagem durante largo tempo.

 

E o regulamento toponímico em vigor exige o parecer da Junta.

 

E o Pico que crucificou sem provas a D.Alice de Brito com todos os adjectivos repugnantes próprios dum agitador do PREC, absolve a Jota Pimenta.

 

Diz que era um imposto revolucionário. Naturalmente.....

 

O Silva Pais não era o chefe dos torcionários da Revolução Nacional?

 

E a Jota Pimenta, orgulho do Souto, e os seus responsáveis também eram revolucionários ...

 

Do 28 de Maio......of course.....

 

POR ABRANTES  

  

 



publicado por porabrantes às 17:00 | link do post | comentar

Domingo, 27.12.09

 

 

Mudam os tempos,  mas persistem  os mesmos disparates. Quando em Abrantes chegou o 25 de Abril começou a revolução toponímica. 

 

O maior escritor local, um vulto importante da poesia modernista portuguesa, homossexual assumido, António Botto (1), protegido em alguma circunstância por Salazar, foi saneado da toponímia local por uma Comissão Administrativa liderada pelo Dr. Correia Semedo.

Criticar o Dr. Semedo não nos custa e só demonstra a nossa isenção porque os dois filhos dele, o Mário, jornalista abrantino e a intelectual dr. Isabel Semedo, nossos amigos,   são como cabe a abrantinos amigos da sua Terra, apoiantes da petição desde a primeira hora.

 

E os dois são militantes da Esquerda porque o movimento cívico contra o Carrilho da Graça e a favor dum MIIA respeitador da paisagem abrantina, é um projecto cívico que une pessoas de todas as ideologias, classes, cores e credos. Temos cá de tudo como na botica.

 

E até temos um boticário, o Sr. Dr. Ribeiro, proprietário da mais antiga farmácia do Concelho.....     

 

A homofobia reinante na época nos sectores dominantes do PCP, que hegemonizam o PREC era tal que negaram o cartãozinho do PCP a Ary dos Santos por ser da mesma orientação sexual do Botto.

 

""Sou homossexual, mas não sou maricas '' diria Ary mas do PCP é que não conseguia ser, porque a classe operária não compreendia estes desvios....

 

De forma, que a Rua Botto ainda continua a ser Catarina Eufémia pobre camponesa abatida a tiro por um miserável, o tenente Carrajola da GNR.

 

Agora o camarada Fonseca, ex-Governador Civil que se cobriu de ridículo desempenhando esse cargo, mal chegou a Ourém, conquistada à Direita, resolveu sanear um Papa, Paulo VI para meter lá um nome dum padre beato especialista em aparições.

 

Tudo em nome do mais reles provincianismo, da incultura e da caça ao voto.

 

Tudo em nome da beatice.....

 

Esquecendo que Montini foi um crítico feroz da guerra colonial, o homem que terminou a obra renovadora de João XXIII, o Pontífice que protegeu D.António Ferreira Gomes e que se recusou a aterrar em Lisboa para não dar o aval do Vaticano à Ditadura e foi aterrar em Monte Real.

 

 

 

Do Fonseca pode-se esperar tudo. Até o que Salazar não se atreveria a fazer. 

 

Humilhar a memória dum dos maiores pontífices do século XX. Exactamente daquele que foi o primeiro a visitar Fátima.

 

Parecido só a ideia do Pico de criar a Rua João Pimenta.

 

Em Abrantes, sendo a D.Maria do Céu, pessoa sensata e culta, saberemos que modas destas não pegarão. Porque se pegassem ainda veríamos a Rua Cónego Freitas lá para a Chainça ser baptizada com o nome dalgum obscuro sacristão de São Vicente....

 

(1) Sobre Botto há uma exposição on-line muito interessante da responsabilidade do Dr. Francisco  Lopes, Director da Biblioteca que leva o nome do Poeta.

 

POR ABRANTES  



publicado por porabrantes às 16:09 | link do post | comentar

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