Estevão Anes foi um dos mais importantes estadistas portugueses do reinado de D.Afonso III.

Alexandre Herculano, História de Portugal, Edicões Vercial, 3 º Tomo
O Mestre destaca o processo de acumulação de bens do Anes, graças à sua posição destacada na entourage real. E fala de Abrantes. ....
Graças à sua influência junto do Rei, conseguiu que muitos concelhos do País lhe dessem terras, herdades e outros bens, que fizeram dele um homem poderoso de vasto pecúlio.......
Para o que nos interessa , o concelho dá-lhe em 1251 a herdade do Vale de Cortiças e uma mata que podia estar situada em Alferarrede. O Bispo que tinha direitos sobre a herdade e a mata , protesta, mas acaba por ceder...

em 6 de Agosto de 1253, o nosso concelho dá-lhe mais uma lezízia, para instalar azenhas

Leontina Ventura, António Resende de Oliveira , Chancelaria de D.Afonso III, Livro I e II, Coimbra, 2006 (com a devida vénia, para todos os documentos reproduzidos)
Rodrigues Lapa publicou uma cantiga de escárnio e mal-dizer onde se satiriza o ''desmesurado'' enriquecimento do Anes

No primeiro documento citado identificam-se os edis e autoridades abrantinas que abriram mão de património concelhio, para o dar a um poderoso. Ignoramos por enquanto que compensações pessoais receberam em troca do latrocínio...

O processo de privatização iniciado em 1251 persistiu até aos nossos dias. Prova que a Idade Média não está tão longe....
Na bibliografia abrantina, o assunto foi apenas abordado de forma sintetizada pela Doutora Hermínia Vilar, in ''Abrantes Medieval'' ...
mn
Tarde e a más horas a cacique resolveu responder aos Deputados do Bloco sobre a alegada poluição no Vale de Cortiças
O pedido era de meados de Outubro, a resposta de 1 de Fevereiro.
Os deputados tiveram de escrever 2 vezes.
Diz a CMA que o assunto não é com ela, mas com a ASAE, entidade maléfica, com a qual a autarquia mantém más relações dado ter fechado o Mercado Municipal, apreendido as maniquetas de estacionamento por mal calibradas e ainda ter fechado uma vez certas instalações hospitalares.
Esquece a autarquia isto, que é sua competência:
Artigo 33.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro
y) Exercer o controlo prévio, designadamente nos domínios da construção, reconstrução, conservação ou demolição de edifícios, assim como relativamente aos estabelecimentos insalubres, incómodos, perigosos ou tóxicos;
z) Emitir parecer sobre projetos de obras não sujeitas a controlo prévio;
aa) Promover a observância das normas legais e regulamentares aplicáveis às obras referidas na alínea anterior;
ma
Os deputados Carlos Matias e Maria Manuel Rola (BE) enviaram a 16 de Outubro esta pergunta à cacique.
A lei dá 10 dias para responder..
A ......cacique não responde.
E o povo que se lixe.
CM sublinha que chamada a CMA ao local onde se dá a poluição, a dita não vai.
Já falámos aqui na poluição alegadamente da responsabilidade do Grupo Amorim no que foi a fábrica de cortiças de M.Soares.
mn
''O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda recebeu denúncias de que uma fábrica de cortiça que labora em Vale de Cortiças, São Miguel do Rio Torto, no concelho de Abrantes tem vindo a laborar causando poluição difusa e danos à saúde e qualidade de vida dos moradores que habitam nas redondezas.
Esta fábrica, pertencente ao Grupo Amorim - mais concretamente à Amorim Florestal, S.A –, situa-se na proximidade de um bairro construído há mais de 50 anos junto a esta mesma fábrica. Nessa altura, a fábrica era mais distante do bairro e tinha uma atividade que se baseava numa oficina e numa fábrica de cortiça em prancha. Trabalhava-se, à época, com um tipo de cortiça que não fazia pó e que não afetava os moradores nem prejudicava a sua qualidade de vida.
Há sensivelmente 15 anos, o Grupo Amorim comprou a fábrica e há cerca de 5 anos começaram a desenvolver uma atividade de crivagem de cortiça ao ar livre, causando densas nuvens de pó que atingem diretamente o referido bairro. O simples movimento da cortiça dentro da fábrica através de máquinas também causa muito pó e, para agravar a situação, o tipo de cortiça trabalhado é composto por muita terra e lixos.
Há relatos de pessoas que desenvolveram problemas de saúde, nomeadamente problemas respiratórios e oftalmológicos, desde então, devido ao pó. A maioria das pessoas do bairro são idosas e reformadas e viram a sua reforma ser assombrada por este problema. Grande parte das pessoas têm rendimentos muito baixos e dependem do que conseguem cultivar para ter uma vida digna, mas o pó da cortiça tem destruído ano após ano muitas das colheitas.
Os moradores têm recorrido a diversas entidades na tentativa de resolução deste problema, mas os resultados foram nulos. As entidades ambientais e a GNR foram chamadas ao local diversas vezes, a intervenção da Câmara Municipal também foi solicitada, não se tendo verificado qualquer resposta..
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir à Câmara Municipal de Abrantes a seguinte pergunta:
Que diligências têm sido encetadas pela Câmara Municipal de Abrantes para repor a correta laboração da empresa sem danos para o ambiente e população local?''
requerimento dos deputados Carlos Matias e Maria Manuel Rola
mn
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