Sábado, 09.03.19

''A inquietação a propósito das fake news e da iliteracia informática lembra a polémica sobre a bondade da alfabetização do povo, aí por volta de 1865, quando se inventou o papel barato e as tiragens dos jornais subiram de uns milhares de exemplares para dezenas de milhar. Havia quem não quisesse ensinar a ler à ralé, com medo que os jornais a desvairassem e ela se bandeasse com a revolução radical. E havia quem a quisesse ensinar a ler, exactamente pelas razões contrárias.

O Governo também tem medo da má influência das redes sociais nos portugueses. No fundo, acha que eles não são de confiança e não sabem distinguir as notícias falsas das verdadeiras; nem são capazes de perceber o que é uma campanha de ódio e o que é simples propaganda política. Os jornais de grande tiragem do século XIX provocavam o mesmo pânico nos políticos da altura. Era o pânico da democracia.''

 

Vasco Pulido Valente, Diário, no Público

 

com a nossa vénia



publicado por porabrantes às 09:57 | link do post | comentar

Domingo, 21.10.18

 

Mário Soares

 

É a grande figura da História Portuguesa Moderna. Parágrafo.

 

PRD

O partido populista e militarista que se chamava PRD [Partido Renovador Democrático].

 

Ciências Sociais

Aquilo é uma aldrabice, uma pura aldrabice. Dá os resultados que as pessoas querem que dê. Ou dá resultados absolutamente insignificantes

 

Cavaco 1

Fez umas estradas, deu uns subsídios para a agricultura e para acabar com a agricultura de subsistência e claro que não acabou. Deu dinheiro a pessoas que tinham duas vacas para deixarem de ter duas vacas. Receberam o dinheiro, compraram uma mota e abriram um café.

 

Politicamente correcto

Os propagandistas do politicamente correcto são muitas vezes ignorantes e o que eles dizem é muitas vezes grotesco

 

Rui Rio

É um homem de ideias fixas, ultra-autoritário e convencido da sua superioridade como ninguém no mundo político. O único critério, para o Rui Rio, é saber se alguém está de acordo com ele.

 

 

Vasco Pulido Valente, entrevista ao Público



publicado por porabrantes às 12:11 | link do post | comentar

Sábado, 23.06.18

do fundo da gaveta

Neste livro onde VPV recupera dois ensaios perdidos ....no fundo da gaveta, o Autor anota que a guarnição militar de Abrantes, estava com D.Miguel que se revoltara em Maio de 1823 .......em Vila Franca.

gaveta

Recomenda-se vivamente a leitura do livro dum dos maiores e mais originais historiadores portugueses. E certamente aquele que melhor escreve.

A adesão da guarnição abrantina, comandada por Joaquim Moniz de Sousa Tavares, ao golpe absolutista e os acontecimentos subsequentes são largamente descritos pelo capitão Mourato na Monografia Histórica.

As publicações mais recentes (excepto a Cronologia do XIX, do Eduardo Campos) dão uma visão errada do que se passou.

mn

 

devida vénia ao autor

                                                                                                                                      

 



publicado por porabrantes às 19:48 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16.01.17

Independente 10 1 1992.JPG

 Em 1991, Vasco Pulido Valente arrasou Mário Soares, que estava ofuscado pelo Poder. Agora aqui traça a melhor análise do papel de Soares na construção duma democracia pluralista.

Porque foi Soares o homem essencial na insurreição nacional anti-totalitária'', Manuel Alegre dixit.

mn

 

devida vénia ao Indy



publicado por porabrantes às 19:04 | link do post | comentar

Domingo, 16.10.16

picareta 2.png

Vasco Pulido Valente no Observador  com a devida vénia.

 

mn



publicado por porabrantes às 15:22 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.04.16

 

 

Como o dr. João Soares muito bem sabe, não tenho por ele qualquer respeito nem como homem, nem como político. Houve pessoas – Teresa Gouveia e José Manuel Fernandes – que, a propósito do “caso Lamas”, descobriram agora a insignificância e a grosseria dessa lamentável personagem. Chegam tarde. Claro que o ministro podia ter chamado discretamente o director do CCB para o demitir, alegando, como está no seu direito, falta de confiança política ou pessoal. Mas João Soares preferiu fazer do incidente um espectáculo público. Ameaçou o dr. Lamas, exibiu os seus poderes (que lhe vêm exclusivamente do cargo) e no fim ainda se foi gabar para a televisão. Não se percebe o motivo de toda esta palhaçada, excepto se pensarmos que ele é no Governo um verbo de encher e que o PS o atura por simples caridade.

Infelizmente, no meio desta cena de mau gosto, não se ficou a saber ao certo o que na essência separava o dr. Lamas do ministro. O dr. Lamas fizera uma obra extraordinária em Sintra, restaurando monumentos, do palácio da Pena ao chalet da condessa de Edla, reabilitando jardins, acabando com os crónicos prejuízos da parte cultural da vila. Mas, transferido para o CCB em 2014, resolveu repetir a receita e transformar a zona entre a Ajuda e Belém no seu segundo parque turístico. Embora publicado na Internet, nem a televisão, nem os jornais, que discutem as mais sufocantes banalidades, discutiram o plano do dr. Lamas. Mesmo o Ministério da Cultura e a CML não se manifestaram. E, quando o sr. Soares desembarcou no Governo, decidiu liquidar a coisa sem uma palavra de explicação.

Isto de mandar no povinho sem sequer o informar não é bonito. Sendo lisboeta, não me apetece muito que entre a Ajuda e Belém apareçam durante o ano inteiro milhares e milhares de turistas, tapando a vista e atravancando as ruas. Mas gostaria de saber o que o dr. Lamas pensa sobre o assunto e já agora o que pensa, se pensa alguma coisa, o sr. Soares. De resto, a mais preliminar consideração pelas pessoas exige que os moradores do sítio sejam previamente consultados. Reconheço que a vontade do país não é a grande preocupação do dr. Costa, mas não custava muito ouvir as pessoas que, em última análise vão, ou não vão, ser vítimas da fantasia urbanística do Ministério da Cultura ou da CML. Dissertações sobre a falta de maneiras do dr. João Soares não nos levam longe.''

 

devida vénia ao Público

 

A pena do VPV é arrasadora, esperemos que embirre com outro e dê cabo dele.

 

a redacção



publicado por porabrantes às 21:57 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.06.15

(...)

 

Para começar o “intelectual”, como autoridade moral e consciência do público letrado, desapareceu. O último, Eduardo Lourenço, serve intermitentemente de ornamentação a várias cerimónias sem sentido: e, fora isso, já não abre a boca. O que resta – sob o nome de economistas, politólogos, psicólogos, sociólogos, “críticos” disto e daquilo e de coisa nenhuma – é uma vozearia de acaso a que ninguém liga. O colapso do “socialismo real” arrastou como seria de prever as suas variações, incluindo o “socialismo”, que só em relação a ele se definiam. Até a linguagem da “esquerda”, falada ou escrita, deixou de aparecer, excepto por hábito e por erro. O que sobrou não passa de um lamento pela pobreza e pelo desemprego, que, demonstrando bons sentimentos, não leva a nada e, principalmente, a um plano de acção.

A devoção pelo papa Francisco, que se tornou hoje numa das grandes personagens do “progresso”, é o perfeito atestado da dependência cultural do que dantes se chamava a “esquerda”: para lá de um certo ponto a caridade e a solidariedade começam a não se distinguir. Em 1970 ou mesmo em 80, nenhum “marxista” de nenhuma espécie aceitaria esta amálgama (...)

Vasco Pulido Valente , no Público com a devida vénia



publicado por porabrantes às 20:27 | link do post | comentar

Domingo, 26.06.11

Vasco Pulido Valente na capa da Única nr. 2017

 

posto por m.abrantes



publicado por porabrantes às 00:35 | link do post | comentar

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