Domingo, 31.03.19

alpiarça 2

O livro de João Alves Falcato (Ed Avante, Lisboa,2018) relata a campanha eleitoral do Advogado Arlindo Vicente, em 1958. Já se falou aqui nisso. Para o que nos importa refere a intervenção do representante abrantino, Dr. Virgílio Godinho nos órgãos nacionais da candidatura. Noticia  a constituição da comissão concelhia abrantina a 17 de Maio de 1958. (...)  por 18 democratas, incluindo advogados, médicos, comerciantes, proprietários, operários e outras profissões''. (...).

 Dá destaque à intervenção de oradores abrantinos na histórica sessão de Alpiarça (a terra com mais pergaminhos anti-fascistas do Distrito, onde Delgado teve mais de 80% dos votos)  em 18 de Maio.

Além de Arlindo Vicente, falaram o director da ''Seara Nova'', Câmara Reis, Manuel Sertório,  e Maria Fernanda Corte-Real Silva que sublinhou ''o idealismo que impregna  aqueles que enfileiram na Oposição a afirmou a inabalável vontade de concorrer na luta eleitoral até à boca das urnas. ''

maria fernanda corte real graça e silva

 

Referiu ainda ''que o facto de haver duas candidaturas não nos pode separar....''

Falou também um oposicionista local, Carlos Pinhão e o escritor e advogado de Abrantes, Virgílio Godinho. Encerrou o comício, Arlindo Vicente.

vergilio godinho

ver aqui

alpiarça 1

Composição da comissão de Abrantes, que depois da desistência de Vicente, passou a apoiar o General Delgado.

13902885_WQbgP

Resta recomendar a leitura do livro.

ma

 



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Quinta-feira, 12.04.18

Em  1958, fazia parte da Comissão  Central da candidatura do Arlindo Vicente a Presidente (de quem Duarte Castel-Branco era o chefe de gabinete) além do advogado local Vergílio Godinho (de que já se falou) João Dias Agudo, natural das Mouriscas, conhecido pedagogo.

Numa terra cheia de valorosos anti-fascistas nascidos a 26 de Abril, convém recordar quem se bateu.

dias agudo.png

ver aqui retirado do Museu S:Pedro da Palhaça.

 

Como se disse algures nesta reunião estava presente a delegação de Abrantes. Ver texto completo....

 

A candidatura era conotada com o PCP e desistiria a favor de Humberto Delgado.

 

Isto não significa que todos os mencionados fossem do PCP, Dias Agudo estava ligado a Sérgio, defensor dum socialismo cooperativista

 

Doutrinados cooperativistas portugueses: subsídios para o estudo do ...

 
https://books.google.es/books?id=N6lIAAAAYAAJ - Traducir esta página
Fernando Ferreira da Costa - 1978 - ‎Vista de fragmentos
Henrique de Barros e António Maria Godinho. Após a grave doença que acometeu António Sérgio, o Ateneu prosseguiu ainda a sua actividade editorial, publicando três opúsculos de J. Dias Agudo (M). Cedo, porém, essa actuação viria a ser suspensa pela actividade repressiva do Estado, após a publicação do tristemente célebre Decreto 520/71. Dias Agudo não suspendeu a sua actividade divulgadora......

 

mn 

 

um dia destes a prisão de Duarte Castel-Branco

 

 



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Sábado, 30.07.16
 
 
 
 
   
 
Antifascistas da Resistência  (facebook)
9 de julio a las 17:22 ·

ORLANDO PEREIRA (1924 - 2016)

Cidadão da Resistência contra a Ditadura durante décadas, muito respeitado em Abrantes, é considerado o líder da Oposição Democrática nesse concelho, nas décadas de 50, 60 e na primeira metade da década de 70 do Século XX. Em 1975, foi candidato a deputado, pelo MDP/CDE.

1. Nasceu a 24 de Março de 1924, em Alenquer (Merceana), onde o seu pai desempenhava o cargo de secretário da Câmara. Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa. Na Faculdade conhecera a mulher com quem iria casar em 1950, Maria Fernanda Corte Real Graça e Silva, uma activa militante da Oposição, julgada em Tribunal Plenário (1).
Pertenceu à direcção do MUD Juvenil e esteve preso no Aljube, em 1949, juntamente com outros antifascistas, entre os quais Mário Soares. Mantinha, então, ligação ao Partido Comunista.
Foi para Abrantes em 1951, pela mão de Armando Martins do Vale, advogado de renome, para dar continuidade, como advogado, ao escritório do advogado João de Matos, quando este foi para juiz.
Mais tarde, em 1955, depois de ter feito estágio para “ Registos e Notariado”, em Mação, e concorrido para o notariado, foi-lhe vedado o acesso à função pública e impedido de ocupar o lugar de notário do Cartório de Albufeira, a que tinha direito ao ficar colocado em 1º lugar: tinha sido alvo do famigerado Decreto-Lei nº 25317, de 13 de Maio de 1935, que bania da Função Pública quem não desse garantias de fidelidade ao regime ditatorial do Estado Novo. Assim, não chegou sequer a tomar posse do cargo e foi advogado em Abrantes, durante um quarto de século, entre os primeiros anos da década de 50 do século XX e o princípio do ano de 1977 (2).
Orlando Pereira participou activamente em todas as campanhas eleitorais e, em 1961, foi candidato da Oposição, no distrito de Santarém. Em 1973, integrou a Comissão Nacional do 3º Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro.
Como advogado, defendeu vários presos políticos julgados nos Tribunais Plenários.
Desempenhou diversos cargos na Ordem dos Advogados: delegado às assembleias-gerais, entre 1963 e 1971, e delegado na Comarca de Abrantes, entre 1968 e 1971.

2. Foi candidato do MDP/CDE a deputado, nas primeiras eleições democráticas realizadas e 25 de Abril de 1975, para a Assembleia Constituinte.
Na sequência da revolução de Abril de 1974 veio a ser reintegrado na Função Pública, mediante a simples prova do seu afastamento por motivos políticos, que estava patente no “Diário do Governo” em que fora publicada a deliberação do Conselho de Ministros que o demitiu; e, em princípios de 1977, Orlando Pereira era nomeado notário do 13º Cartório Notarial de Lisboa, um importante cartório na Baixa lisboeta, onde terminaria a sua carreira profissional. Faleceu no dia 21 de Junho de 2016, em Lisboa, com a idade de 92 anos.

(1) Maria Fernanda Silva (Pereira) fez parte do MUNAF; em 1945, com 19 anos, aderiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas; no ano seguinte, integrou a primeira Comissão Central do MUD Juvenil (sendo a única mulher), com Mário Sacramento, António Abreu, Francisco Salgado Zenha, José Borrego, Júlio Pomar, Mário Soares, Nuno Fidelino Figueiredo, Octávio Pato, Óscar dos Reis e Rui Grácio. Conheceu Orlando Pereira, estudante do 2.º ano e dirigente estudantil ligado ao Partido Comunista, e data de então a sua adesão a este partido, fazendo-se a intervenção no âmbito daquela organização juvenil. Foi enquanto dirigente do MUD Juvenil que foi presa por duas vezes, o que fez com que não concluísse imediatamente o curso: a primeira, em Évora, juntamente com Júlio Pomar, a 27 de Abril de 1947, foi libertada quatro meses depois; tornou a ser detida, desta vez em Beja, em 24 de Abril de 1948, recolhendo mais uma vez ao Forte de Caxias. Saiu em liberdade condicional passados três meses, em 29 de Julho. Julgada inicialmente pelo Tribunal Plenário de Lisboa em 15 de Março de 1949, seria condenada a 40 dias de prisão correccional e suspensão de todos os direitos políticos por três anos, mas a sentença seria agravada para 100 dias de prisão correccional, por acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 19 de Julho de 1950.

(2) Testemunho do advogado abrantino José Amaral: “Foi com ele que fiz o meu estágio, entre Março de 1976 e 30 de Setembro de 1977. Após o Dr. Orlando Pereira ter pedido a suspensão da sua inscrição na Ordem dos Advogados, quando foi para Notário (...) continuei no escritório do Dr. Orlando, pelo qual fiquei responsável, a tempo inteiro, a partir do dia 12 de Agosto de 1976, que é a data que marca o início da minha vida activa. Ele só vinha ao fim-de-semana, e nem sempre. Aprendi muito com ele». (facebook)

Biografia da autoria de Helena Pato

http://silenciosememorias.blogspot.pt/…/1016-maria-fernanda…
http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/faleceu-orlando-pereira-…
Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário, de Luís Reis Torgal e Mário Matos e Lemos.

 
Foto de Antifascistas da Resistência.
Transcrevemos, com a devida vénia, o post de Helena Pato no site Anti-Fascistas da Resistência
sobre os militantes do PCP de Abrantes, Dr. Orlando Pereira e sua mulher  Drª D. Fernanda Corte Real Silva. Supomos que o PCP abrantino e a CDU agora já podem prestar a homenagem que devem aos dois falecidos camaradas. Falta anotar uma coisa ou relembrá-la, quem herdou inicialmente o escritório do Dr. João de Matos, foi o Advogado e  escritor ex-nacional -sindicalista e depois compagnon de route do PC, Dr. Vergílio Godinho, de Vila de Rei .
 
 

Vergílio gounho século ilustrado.jpg

 

e foi ele que dirigiu a campanha de 1958, de Delgado, por isso foi preso. O Dr.Orlando ajudou-o
nessa campanha, com outros. cidadãos, Duarte Castel-Branco, Costa e Simas, etc...
 
ma 
 
 
 


publicado por porabrantes às 23:43 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.15

compromisso histórico.jpg

 

Neste número histórico o Cónego Joaquim José de Freitas publica um Editorial assinado pelo dirigente do PCP dr.Vergílio Godinho, líder da campanha abrantina do  General Delgado (e antes da de Arlindo Vicente).

v. godinho.jpg

A campanha eleitoral começou em Maio de 1958. Tempos depois era preso, coisa que já se viu aqui. Em 1964 ia dentro o filho, dê-se voz ao doutor Pacheco Pereira

''NOTAS BIOGRÁFICAS – VASCO LUÍS RODRIGUES DA CONCEIÇÃO E SILVA (Sertã, 4/8/1923 – Castelo Branco,15/11/1994)

Era o Freitas bolchevista?

 

mn



publicado por porabrantes às 22:36 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.12.14

Muitos miúdos abrantinos, como eu ou o historiador dr.Jorge Santos Carvalho, passaram as férias estivais na Figueira da Foz desde 1956-7 e sempre que tinham dores de barriga ou outras maleitas recorriam à assistência amiga e sábia do médico dr. Gilberto Vasco.

Esteve este episodicamente em Abrantes e daqui foi para a Figueira, tendo herdado o seu consultório o dr. José Vasco, médico tão bom como ele e anti-fascista como o irmão.

Só por evidente lapso é que o histórico laranja Sr.Daniel Augusto António, numa entrevista à Zahara do Gaspar, conduzida por José Eduardo Alves Jana, é que pode situar o dr. Gilberto em Abrantes, depois de 1958.

Aliás neste documento da resistência (1958)  quem figura na comissão política da candidatura Cunha Leal, aqui conduzida por Vergílio Godinho, é o dr. José Vasco já então residente na cidade.

Não é por nada mas este blogue, que fala da Srª .D.Dalila Marques Vasco, mulher do dr.Zé Vasco diz exactamente o que dizemos. O dr. Gilberto, que tinha uma paciência de santo para aturar os miúdos, residia na Figueira.Para melhor biografar a D.Dalila vejam também este post, que foi feito pela família e é naturalmente a família que conhece melhor a sua trajectória.

Já agora, neste artigo do saudoso Mário Semedo, já aqui publicado, 

oposição mário semedo.jpg

   há uma achega para esta história.

 

E vão-me perdoar mas a história faz-se com documentos, a trajectória de Orlando Pereira na Oposição é tão grande que o encontramos já na direcção académica do MUD juvenil em 1947.

mud orlando pereira.png

(Fundação Mário Soares)

 

Finalmente tenho dúvidas que o sr. Daniel Augusto António se recorde deste nome que foi activo na constituição do MUD em Abrantes e também na campanha do General Delgado, o Advogado dr. Aníbal Ribeiro Martinho.

O sr.Daniel e o Jana recordam-se do dr. Aníbal como um feroz anti-comunista, simpatizante do CDS lá por 74-75, mas ele esteve e temos prova documental disso na campanha abrantina do General Coca-Cola , que aliás era tão anti-comunista como o capitão Henrique Galvão.

O que não encontrei ainda foi prova documental que nenhum dos entrevistados do Jana estivesse activo contra a Ditadura em 1958.

MA

ps-ao lado de Orlando Pereira assina o manifesto estudantil lisboeta o artista plástico Dias Coelho, amigo de Duarte Castel-Branco, vilmente assassinado pela PIDE

 



publicado por porabrantes às 18:12 | link do post | comentar

Sexta-feira, 14.11.14

Estava a arrumar papéis e recortes da campanha de 1958 para Delgado a Presidente e dei com isto:

 

prisão vergílio godinho.png

 certamente pouca coisa, a notícia no Avante clandestino da prisão do Advogado abrantino Dr.Vergílio Godinho, chefe do núcleo de apoiantes da candidatura do General Delgado cá no burgo.

Há quem não se lembre ou então estava no lado do Tomás.

Duarte Castel-Branco estava a monte. Outro ''anti-fascista'' estava na alfaiataria, que é um sítio apropriado para virar casacas.

Castel-Branco   safou-se graças a Costa e Simas e a António Moura Neves, o primeiro revilharista, o segundo estado-novista.

É melhor não publicar mais papelada, não queremos que as forças vivas sofram.

 MA 

 



publicado por porabrantes às 19:14 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.10.14

1961 Castelo Branco, enquanto em Santarém o dr. Orlando Pereira enfrentava os corifeus da ditadura e a Menina Pintasilgo rezava pela vitória do Doutor Salazar.....

 

 

em Castelo Branco, relativamente próximo de Abrantes

 

05 Novembro
Notícia de “Última página”:
Campanha eleitoral
Sessão de propaganda dos candidatos da Oposição.
“No Teatro Avenida, realiza-se hoje pelas 16 horas, uma Sessão de Propaganda Eleitoral para apresentação dos
 Candidatos da Oposição, a que presidirá o Sr. Dr. José Pinto de Oliveira Rocha
.
Além dos Candidatos da Oposição pelo Círculo, usarão da palavra os Srs. Drs. Rolão Preto, João Figueiredo Versos, António dos Santos Taborda, Guilherme Raposo de Moura, Luis Pinto Garcia 
e os Srs. Augusto Lopes Teixeira e José Rodrigues Ribeiro.
Foram especialmente convidados para assistir à Sessão, os Srs. Drs.Cunha Leal, Vieira de Almeida, Domingos Manuel Megre e Virgílio Godinho.

 

Anoto, o já compagnon de route do PCP, dr.Vergílio Godinho reencontrava o seu velho amigo e candidato a Duce, o monárquico Rolão Preto

 

os dois que já vinham da campanha Delgado, onde Rolão Preto estivera sentado ao lado do General, no lisboeta Chave D'Ouro, quando Humberto disse ''Obviamente demito-o''

 

onde é que estava o Manuel Dias????

o dr. Vergílio, o eng. Cunha Leal (há um engano no blogue citado, o político republicano era Engenheiro) o Domingos Megre (confidente político do António Alçada Baptista,  da Covilhã, que se candidataria por Lisboa como católico anti-salazarista) estavam no Teatro Avenida...

entretanto o Luís Alçada, primo do António, estava:

''5 Novembro
Campanha eleitoral
Sessão de propaganda da
 União Nacional
, em Castelo Branco.
Presidiu à Sessão o Dr. Simplício Barreto Magro, presidente distrital da UN, pelo Círculo de Castelo Branco, ladeado à direita pelo Sr. Dr.Frade Correia, presidente da Comissão Concelhia da UN, de Castelo Branco e candidatos da UN, Drs. Franco Falcão, Carlos Coelho e Martins da Cruz e, à esquerda, pelos Srs. Conde de Idanha-a-Velha eDr. Luís Alçada, respectivamente Presidente da Comissão Concelhia da UN de Penamacor e Covilhã, Profª. Dr.ª Emília Romão Esteves, Dr.Augusto Beirão, Eng. Gabriel Gonçalves e Prof. Silva Mendes da Comissão Distrital da UN.

 

frases entre aspas, no blogue de João de Castelo Branco, com a devida vénia

http://memoriarecenteeantiga.blogspot.com.es/2010_07_01_archive.html

 

 ma

 

 

 



publicado por porabrantes às 16:44 | link do post | comentar

Quinta-feira, 17.07.14

 

 

Na Colóquio, Rev. da F.Gulbenkian

 

Vergílio Godinho foi Advogado em Abrantes e aqui dirigiu a candidatura falhada de Cunha Leal (1958). O seu escritório foi ''herdado'' pelo Dr.Orlando Pereira. Na política começou ao lado dos nacionais-sindicalistas de Rolão Preto, que era como ele da Beira Baixa e

 

 

 

 

 

 

terminou no PCP. Foi um escritor premiado, e este é o aspecto que se evoca na Colóquio.

 

MN

 

a Colóquio está on-line na net

 

a propaganda quase hitleriana do homem que levou ao Pacto de Cacilhas entre o PCP e Delgado, ou seja o fundador do PPM, Rolão Preto, foi apreendida pela PIDE e está na Torre do Tombo



publicado por porabrantes às 23:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25.04.14

Nas farsas eleitorais fascistas (alguma aprimorada por um senhor a quem a Câmara deu uma medalha e que pressionou os operários da sua fábrica de azeites a irem votar Tomás) foram poucos os candidatos abrantinos.

 

 

Fomos ver quem foram e cingimo-nos aos candidatos às ''eleições'' para deputados (1945-1973)  que o Prof.Salazar e o tipo que se rendeu no Carmo organizavam para dar uma fachada pluralista ao regime autoritário.

 

 

Que se possam dizer abrantinos houve dois:

 

 

''   

PEREIRA, Orlando Rodrigues Dante (1924-1987) – Santarém, 1961 – Nasceu em Alenquer a 24 de Março de 1924 e faleceu em 13 de Julho de 1987. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa e fixou-se em Alpiarça, exercendo advocacia. Pertenceu ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), de cuja comissão académica fez parte. Esteve activo nos serviços de candidatura das campanhas eleitorais para deputados e foi

apoiante da candidatura do dr. Arlindo Vicente à Presidência da República. Como advogado, interveio em vários processos, julgados nos Tribunais Plenários. Desempenhou diversos cargos na Ordem dos Advogados: delegado às assembleias-gerais, entre 1963 e 1971, e delegado na Comarca de Abrantes, entre 1968 e 1971.'' (1)

 

O Dr.Orlando viveu largamente em Abrantes, foi bem conhecido no foro abrantino, teve um papel relativamente destacado nos episódios relacionados com o período de pós-25 de Abril de 1974, como a sua mulher Drª Fernanda Pereira. Seria candidato pelo MDP-CDE em 1975 à Constituinte e foi derrotado, dada a humilhante votação que teve este partido-satélite do PCP nestas eleições. Abandonou Abrantes e estabeleceu-se em Lisboa como notário.

 

Quem lhe devia fazer a biografia era o dr. José Amaral, que o conheceu melhor que eu. Fico è espera. De qualquer forma já aqui se escreveu alguma coisa sobre ele para onde remetemos o leitor

 

  

http://porabrantes.blogs.sapo.pt/604235.html

 

 

http://porabrantes.blogs.sapo.pt/tag/arlindo+vicente

 

Naturalmente, a cidade deve-lhe uma homenagem, porque foi candidato pela Oposição no Distrito de Santarém em 1961 e 1965, e 1961 é um ano terrível para a Oposição. Naturalmente teve prejuízos profissionais por ser Opositor ao regime, não podendo aceder ao Notariado por ''desconfiança política''.

 

Como poderão verificar nos links citados aparece já em 1958, com Duarte Castel-Branco, Costa e Simas, etc sob batuta do Advogado e escritor Vergílio Godinho a preparar a frustrada candidatura presidencial de Cunha Leal.

 

Depois dele, só aparece outro, o  familiar da minha querida professora de liceu, D.Maria do Céu Aleixo, o eng. António Mendes Aleixo, candidato pela Oposição em 1973, em Portalegre ao lado do Marquês de Fronteira e Conde da Torre,  D. Fernando de Mascarenhas e do arq. Teotónio Pereira. O eng. Aleixo teve depois uma assinalada trajectória no PPD-PSD do Distrito de Portalegre

 

 

 

 

memória nisense

 

''

ALEIXO, António Mendes (1933) – Portalegre, CDE, 1969 – Nasceu em Barreiras do Tejo, Abrantes, a 23 de Maio de 1933. Fez os estudos secundários em Santarém e emTomar e os estudos preparatórios de engenharia em Coimbra. Licenciou-se em engenharia electrotécnica, correntes fortes, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Entre 1961 e 1994, a sua actividade profissional desenrolou-se principalmente no

Alentejo, no sector eléctrico: em particular, foi adjunto (1961-1963) e engenheiro-chefe da secção de Nisa da Hidro-Eléctrica do Alto Alentejo (HEAA), acumulando então com a responsabilidade da condução dos aproveitamentos hidroeléctricos das centrais da Póvoa, Bruceira, Velada, Foz, Pracana, Idanha, Maranhão, Montargil e Gameiro. Entre 1974 e 1980, foi engenheiro-chefe da secção de Nisa e responsável pelo Departamento

dos Sistemas Primários da zona Alto Alentejo-EDP. De 1980 a 1984 foi responsável pelo centro de distribuição da direcção operacional da distribuição Tejo-EDP. Posteriormente,  exerceu cargos de administração em empresas dedicadas a energias. Em 1969, foi cabeça de lista por Portalegre e em 1974 aderiu ao Partido Popular Democrático (PPD), quando da sua formação, tendo pertencido a vários mandatos nas comissões políticas distritais de

Portalegre. Em 1974, foi fundador da comissão política concelhia de Nisa do PPD, da qual foi presidente durante vários mandatos. Foi também membro da comissão instaladora dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) e seu secretário distrital de Portalegre (1985-1997). Fez parte da comissão instaladora do Sinergia. Sindicato de Energia - em Junho de 1989, tendo pertencido aos órgãos sociais do sindicato desde a sua fundação.

Foi deputado municipal do concelho de Nisa durante dezoito anos (1979-1997). (2) (...)

 

Algumas personalidades políticas de concelhos vizinhos foram candidatos e citam-se Francisco Lino Neto (ligado ao Mação), António Reis (Mação), Pequito Rebelo (Gavião) e pouco mais.

 

Realmente é escassa a colheita de políticos anti-fascistas abrantinos, tendo de se reconhecer que a Ditadura viu florir aqui gloriosos expoentes dos quais destacarei Maria de Lourdes Pintasilgo e Rosa Casaco, mas a safra anti-fascista de  ''políticos'' anti-fascistas foi pequena. Outra coisa será a de sindicalistas, militares (com o General Marques Godinho o mais destacado), militantes das lutas estudantis, militantes da luta armada (houve um muito importante), operários, etc.....Mas essa fica para outro dia....

 

   

MA

 

(1) e (2) -texto entre aspas: Mário Matos Lemos, coor e prefácio Luís Reis Torgal, Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973 ), Assembleia da República-Texto Editora, Lisboa, 2009 

 

 

 



publicado por porabrantes às 11:47 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.07.13

 

 

A Liberdade e a Dignidade,  velhas e desgastadas palavras, fazem com que um homem que se preze queira ser um Cidadão e não um  servo. Estava para usar a palavra ''súbdito'', mas usá-la era insultar Homens da estirpe de Winston Spencer Churchill que orgulhosamente sempre se definiram como súbditos da Coroa Britânica e isso não os privou, pelo contrário, obrigou-os, a serem Homens Livres e em nome da Liberdade a arrasarem a Alemanha, pátria do totalitarismo nazi.

 

 

Os  servos gostam sempre de Uniões seja Nacionais ou Municipais.

 

 

Há quem não goste. Este punhado de cidadãos abrantinos não queria em 1958 ser governado por Oliveira Salazar. Chefiados pelo Advogado Vergílio Godinho organizaram a Comissão de Apoio à Candidatura a Presidente do eng. Cunha Leal e estiveram depois da desistência de Cunha Leal na base da Comissão Local de apoio ao General Delgado. Já se viu aqui quem fazia parte da Comissão Concelhia dessa Candidatura. Faltava dar uma achega sobre a estrutura nas freguesias. Aqui fica para a posteridade, com a nossa homenagem a estes  abrantinos.      

 

 

 

 

 

 

Miguel Abrantes



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