Quarta-feira, 31.05.17

professora-c7c0.jpg

 



Ler mais: http://visao.sapo.pt/sova-na-professora=f821185#ixzz3bfN6Nx1Y

Luísa Capelo, professora: As nódoas negras desapareceram, mas ficaram os antidepressivos e as consultas no psiquiatra
Foto: Nuno Botelho



Ler mais: http://visao.sapo.pt/sova-na-professora=f821185#ixzz3bfMALPPx

A REPORTAGEM:

Naquela manhã de setembro, ainda a ganhar confiança para o ano letivo que havia começado apenas há três semanas, Luísa Capelo, 48 anos, estava longe de imaginar como seriam os próximos meses. Nascida e criadaDevida em Castelo Branco, a professora com formação base em Matemática e Ciências ficou com uma turma do 2.º ano da Escola Básica do Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes. Uma turma de 15 alunos, em média com sete anos, e com dificuldades cognitivas e comportamentais. Chegada à escola, uma funcionária avisou-a que a mãe de um aluno queria falar-lhe. Mandou dizer que a atenderia no próximo intervalo. Luísa ficou positivamente expectante. Tratava-se de um menino irrequieto, que ela mudara de lugar, por não ter terminado os trabalhos de casa, e avisara os pais escrevendo um recado na caderneta. Mas o intervalo em que Luísa e mãe deviam falar nunca chegou: os pais irromperam pela sala cheia de crianças e a mãe desatou a bater na cabeça da professora com uma pasta pesada. Luísa defendeu-se levando as mãos à cara e, sem saber como, ficou encurralada junto à janela. "Saltaram os anéis, as pulseiras e o relógio", recorda. Só mais tarde percebeu que o aro metálico do soutien se espetara no peito, entre as mamas; que o dedo anelar esquerdo e o braço direito estavam inchados; que tinha uma lesão do menisco e dos discos tibiais. Em pânico, vários alunos esconderam-se debaixo das carteiras.

Luísa soube mais tarde que alguns voltaram a fazer xixi na cama.

A mulher só parou de a sovar quando o coordenador da escola disse que chamara a polícia. Nos meses seguintes, Luísa continuou apavorada com a ameaça da mãe: "Isto agora fica por aqui porque estão aqui os miúdos." O caso de Luísa não é isolado. Há muitos. Mas o dela não entra nas estatísticas do Observatório de Segurança Escolar, por este organismo ter sido extinto.

O último relatório refere-se ao ano letivo de 2010/2011 e aponta o conjunto dos professores e dos funcionários da escola com um peso significativo no total de vítimas: 643 professores (mais 84 do que no ano letivo anterior e mais 286 do que em 2006/2007) e 237 funcionários (mais 23 face a 2009/2010). Casos em que a vítima é o professor e o autor o aluno foram contabilizados 556: 28 vítimas de ofensas à integridade física tiveram tratamento médico e seis acompanhamento psicológico.

Desde 2009 que Ivone Patrão e Joana Santos Rita, investigadoras da Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA-IU), têm em mãos um estudo para "identificar e compreender os aspetos relacionados com o bem-estar dos professores do ensino básico e secundário ". Com uma amostra de 927 docentes, o estudo, agora divulgado, apresenta algumas conclusões que corroboram as consequências dos casos de agressão.

Trinta por cento dos professores avaliados estão em burnout (um tipo de stress ocupacional permanente). São na maioria mulheres, mais velhos, efetivos e com mais anos de experiência no ensino secundário os que apresentam níveis de burnout superiores.

Sete meses depois, as nódoas negras de Luísa desapareceram, mas, sem notícias do andamento do processo criminal, e como a depressão se acentuou, ficaram os medicamentos e as consultas regulares no psiquiatra.

Mas mudar de profissão está fora de questão para esta mulher franzina que seguiu as pisadas profissionais da mãe. Luísa vê cada aluno como uma planta.

"A escola é a estaca de que precisam para crescer direitos."

 
Foi expulso o aluno?
a redacção 
 
E agora pergunta-se à estimada Celeste, é o Município assistente no processo-crime ou só se preocupa a ir a Tribunal para incomodar gente honrada, como o dr. Joaquim Ribeiro?

celeste simão.jpg

Foto Tágide

 
 


publicado por porabrantes às 11:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.07.15

Maria Reis foi a doente oncológica, em fase terminal, transportada de helicóptero  contrariando todos os protocolos, para vir falecer em Abrantes,  alegadamente graças a uma cunha do boss do Inem.

Face às perguntas da  Visão o Hospital porfia em não dar mais explicações.

O secretismo do Hospital não é de agora, lembro-me que nunca deram explicações sobre casos clamorosos, como daquela vez em que trocaram uns mortos...

O Jornal de Notícias questionou o Ministro da Saúde sobre o assunto e o político chutou para fora.

A identificação da senhora foi feita pela revista Visão.

visao 1.jpg

 

visao 2.jpg

devida vénia à Visão

ma  



publicado por porabrantes às 09:38 | link do post | comentar

Domingo, 31.05.15

professora-c7c0.jpg

 



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Luísa Capelo, professora: As nódoas negras desapareceram, mas ficaram os antidepressivos e as consultas no psiquiatra
Foto: Nuno Botelho



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A REPORTAGEM:

Naquela manhã de setembro, ainda a ganhar confiança para o ano letivo que havia começado apenas há três semanas, Luísa Capelo, 48 anos, estava longe de imaginar como seriam os próximos meses. Nascida e criadaDevida em Castelo Branco, a professora com formação base em Matemática e Ciências ficou com uma turma do 2.º ano da Escola Básica do Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes. Uma turma de 15 alunos, em média com sete anos, e com dificuldades cognitivas e comportamentais. Chegada à escola, uma funcionária avisou-a que a mãe de um aluno queria falar-lhe. Mandou dizer que a atenderia no próximo intervalo. Luísa ficou positivamente expectante. Tratava-se de um menino irrequieto, que ela mudara de lugar, por não ter terminado os trabalhos de casa, e avisara os pais escrevendo um recado na caderneta. Mas o intervalo em que Luísa e mãe deviam falar nunca chegou: os pais irromperam pela sala cheia de crianças e a mãe desatou a bater na cabeça da professora com uma pasta pesada. Luísa defendeu-se levando as mãos à cara e, sem saber como, ficou encurralada junto à janela. "Saltaram os anéis, as pulseiras e o relógio", recorda. Só mais tarde percebeu que o aro metálico do soutien se espetara no peito, entre as mamas; que o dedo anelar esquerdo e o braço direito estavam inchados; que tinha uma lesão do menisco e dos discos tibiais. Em pânico, vários alunos esconderam-se debaixo das carteiras.

Luísa soube mais tarde que alguns voltaram a fazer xixi na cama.

A mulher só parou de a sovar quando o coordenador da escola disse que chamara a polícia. Nos meses seguintes, Luísa continuou apavorada com a ameaça da mãe: "Isto agora fica por aqui porque estão aqui os miúdos." O caso de Luísa não é isolado. Há muitos. Mas o dela não entra nas estatísticas do Observatório de Segurança Escolar, por este organismo ter sido extinto.

O último relatório refere-se ao ano letivo de 2010/2011 e aponta o conjunto dos professores e dos funcionários da escola com um peso significativo no total de vítimas: 643 professores (mais 84 do que no ano letivo anterior e mais 286 do que em 2006/2007) e 237 funcionários (mais 23 face a 2009/2010). Casos em que a vítima é o professor e o autor o aluno foram contabilizados 556: 28 vítimas de ofensas à integridade física tiveram tratamento médico e seis acompanhamento psicológico.

Desde 2009 que Ivone Patrão e Joana Santos Rita, investigadoras da Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA-IU), têm em mãos um estudo para "identificar e compreender os aspetos relacionados com o bem-estar dos professores do ensino básico e secundário ". Com uma amostra de 927 docentes, o estudo, agora divulgado, apresenta algumas conclusões que corroboram as consequências dos casos de agressão.

Trinta por cento dos professores avaliados estão em burnout (um tipo de stress ocupacional permanente). São na maioria mulheres, mais velhos, efetivos e com mais anos de experiência no ensino secundário os que apresentam níveis de burnout superiores.

Sete meses depois, as nódoas negras de Luísa desapareceram, mas, sem notícias do andamento do processo criminal, e como a depressão se acentuou, ficaram os medicamentos e as consultas regulares no psiquiatra.

Mas mudar de profissão está fora de questão para esta mulher franzina que seguiu as pisadas profissionais da mãe. Luísa vê cada aluno como uma planta.

"A escola é a estaca de que precisam para crescer direitos."

 
Foi expulso o aluno?
 
a redacção 


publicado por porabrantes às 13:49 | link do post | comentar

Domingo, 03.05.15

Manda-me um leitor esta página da Visão de 16-10-2014 onde se dá conta da dramática situação da directora da Nova Aliança e família.

 

ANA SOARES MENDES.jpg

 

Não leio habitualmente a Visão de forma que não tinha conhecimento desta situação da Directora da ''Nova Aliança''.

 

 

Aparentemente há solução para ela, e deve ser tomada pela direcção da Associação Nova Aliança,proprietária do Jornal onde a distinta Advogada é directora.

 

Nova Aliança subsidio.png

 

Usar por exemplo o subsídio camarário para pagar um salário decente à Ilustre Directora.

 

Se bem me ensinaram a doutrina social da Igreja manda pagar a quem trabalha, e como é notório a Drª Ana Soares Mendes tem um trabalhão como Directora do Jornal.

 

Aplique pois a pia Associação a justiça social da religião pela qual está inspirada e poupem-nos a ver notícias dolorosas destas nos jornais.

 

mn



publicado por porabrantes às 19:38 | link do post | comentar

Sábado, 21.02.15

(....)Contratados e mal pagos

Rui Teixeira é um dos seis médicos que se queixaram ao departamento Jurídico da Ordem dos Médicos por não lhe estar a ser pago o trabalho nas urgências do Hospital de Santarém, ao serviço de uma empresa que o contratara.

Depois de tirada a especialidade de Medicina Interna em Abrantes, este clínico ainda passou pelo Hospital de Vila Franca, seguiu para as urgências do Hospital de Santarém, a cidade onde reside. Foi diretamente contratado pelo hospital durante 2013. No final do ano, a situação mudou: "A administração informou-nos de que, a partir daí, não podia contratar médicos diretamente. Os serviços seriam prestados por uma empresa - a RPSM. Assim, passei a trabalhar nas mesmas urgências, mas ao serviço dessa empresa".

O caso acabou na Ordem dos Médicos, por a empresa não ter pago quatro meses de trabalho, entre junho e setembro de 2014. Acrescenta que em Portalegre a mesma empresa deixara por pagar os meses de setembro a dezembro. Em ambos os casos seguiram processos para tribunal.

Este clínico diz que pôs não um mas dois processos em tribunal contra a mesma empresa. Um por falta de pagamento, outro por lhe ter sido enviada por email um talão de transferência falsificado, mas que o tribunal arquivaria, aparentemente por não dar por provado que não se tratasse de um erro.

 

 

Na Visão com a devida vénia (...)



publicado por porabrantes às 19:49 | link do post | comentar

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