Segunda-feira, 16.09.19

O Sr.José Maria Almarjão além de um dos mais notáveis e simpáticos alfarrabistas de Lisboa, foi um coleccionador e um estudioso.

Fazia colecção de botões de libré das velhas casas nobres lusas.

Quando morreu, houve um leilão na Cabral de Moncada.

Lá estava um botão do libré do mordomo do Ataíde, ou seja do Visconde d'Abrançalha.

libré visconde abrançalha almarjao

mn

devida vénia à casa de leilões   



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Quinta-feira, 18.07.19

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Jardim Visconde

Em finais de Setembro de 1892 os caciques mudavam  o nome ao ''Passeio do Castelo'' e passava a ser Jardim Visconde da Abrançalha.

O Abrançalha tinha governado a terra a mando de Avellar Machado.

Já todos sabemos que o Parque ficou sempre Jardim do Castelo, na memória popular.

Por acaso o Diário Ilustrado de 27 de Setembro também diz que vai a inaugurar  o apeadeiro das Mouriscas

apeadeiro das mouriscas 27-9-1892

mn

o desenho do Mário Rui foi roubado ao ''Coisas de Abrantes'' do Sr.Zé Vieira e os recortes à B.Nacional. A todos obrigado.

mn



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Sábado, 25.11.17

figueiredo abrançalha

25 de Novembro de 1944, Diário de Lisboa

 

O extinto era filho da Viscondessa da Abrançalha



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Domingo, 13.11.16

tiago de abreu segurado  11-3-1897.png

tiago de abreu segurado  11-3-1897.png 2.png

No mesmo número (11-3-1897) do Diário Ilustrado onde se dava conta do assalto a casa de José de Sant' Ana, em Carnide,  relatava-se que tinha sido aprovado em sessão camarária, um agradecimento ao Administrador do Concelho cessante, Emílio Segurado, que já se viu ser cunhado do cacique regional Avellar Machado.

emilio ferreira segurado gravura pastor.jpg

O Administrador do Concelho era o delegado concelhio do Governador Civil, e este era substituído quando mudava o governo. A queda do governo regenerador e a instauração dum governo progressista (governava o José Luciano) levava ao abandono de funções do cabo eleitoral regenerador, que era ao mesmo tempo responsável pela ordem pública, fiscalização da Câmara, etc

Os seus correligionários faziam-lhe portanto uma homenagem quando ficava desempregado politicamente.

Como consta no texto a proposta era do irmão de José Eduardo Solano de Abreu, Tiago, definido como ''rico proprietário(1)''  que, passamos a saber, vogava em águas regeneradoras. Cacicava o Visconde da Abrançalha.

Não temos agora pachorra para digitalizar a foto do Tiago, fica para quando aparecer outra notícia mais relevante.

Há coisas da actualidade (e inclusive de história mais antiga) que merecem uma menção. 

mn

o século XIX era trumpiano em Abrantes, era uma garantia para o eleitorado ter edis ''ricos'' ao que parece.... 

 

ps- A Cronologia do século XIX (E.Campos) traz mais pormenores sobre isto

  



publicado por porabrantes às 16:25 | link do post | comentar

Domingo, 30.10.16

 

Em 14 de Junho de 2016, o Doutor Candeias Silva, doutorado em História pela Universidade Clássica de Lisboa, membro da Academia Portuguesa de História, duma coisa obscura chamada CHELA e da Associação de Arqueólogos Portugueses lançava um livro, editado pela CMA, com prefácio da cacique, que dá pelo nome de

História Cronológica do Concelho de Abrantes, da PRÉ-HISTÓRIA A 1916candeias lançamento.png

No canto do salão nobre do Palácio Falcão, atrás uma cortina, mirando o tecto,, está o  Doutor Arquitecto António de Ataíde Castel-Branco.

Ampliamos a imagem porque o post vai dirigido a ele e tem a ver com a Senhora Sua Avó......

acb 14.png

A páginas 181, dispara o Candeias, com um dos maiores disparates que li recentemente

maria cristina.png

A Senhora Dona Maria Cristina de Ataíde, avó do António, mãe do Professor Duarte de Ataíde Castel-Branco não era filha do Visconde da Abrançalha. Este morreu em 1905, sem descendência.

Visconde de Abrançalha_DSC09352 - copia.JPG

 

 Por motivos da vida conjugal do Visconde, a mulher dele teve descendência, ainda em vida do titular, duns amores que manteve com um Figueiredo.

A minha amiga D. Maria Cristina era sobrinha-neta de  João José Henriques Trigueiros de Aragão de Castro e Ataíde, o cacique abrantino, que o Senhor Dom Luís I fez Visconde, certamente por pressão do Partido Regenerador, do qual o João José foi disciplinado militante, sob ordens de Avellar Machado. O pobre D.Luís era um rei constitucional e fazia o que lhe mandavam.

D.Maria Cristina Duarte.jpg

Exemplo de grande Senhora, com um savoir-faire incomparável, a Senhora Dona Maria Cristina, que em 1953-1954 passou a residir na Quinta da Omnia, no Rossio ao Sul do Tejo, teve a desdita de perder cedo o marido, João Villas-Boas Castel-Branco, mas isso não a impediu de ser uma anfitriã extraordinária e de ser uma das fundadoras da Assistência Social Católica, no Rocio, sob a sábia direcção do P.Luís Ribeiro Catarino.

Os pais da D.Maria Cristina foram o João Ataíde e a D.Maria Beatriz de Ataíde.

Um historiador para escrever, deve documentar-se. Uma Câmara não deve publicar publicações, sem credibilidade científica, onde se atribuem a cidadãs falecidas, ainda há pouco tempo, paternidades falsas. E o Doutor Candeias, que devia favores a Duarte Castel-Branco, tinha a obrigação de não cometer erros destes. (ou outros, o que diz do General Godinho não é rigorosamente verdade).

Francamente, não sei onde arranjei pachorra para escrever isto, mas devia-o à Mãe de Duarte Castel-Branco. Está escrito.

ma 

imagens: CMA: blogue do sr. Trigueiros de Aragão (o Visconde regenerador); DGPC (Prof. Duarte Castel-Branco e D.Maria Cristina)



publicado por porabrantes às 18:21 | link do post | comentar

Quarta-feira, 25.05.16

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siflis 2.png

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contemporaneos.png

A tese do médico republicano abrantino João Damas na Universidade do Porto. Na dedicatória ao Pai, o Autor sublinha que já faleceu. Omitiu-se a dedicatória à Mãe e à Irmã e aos Mestres e Colegas de curso.

O Pai de João Damas era o feitor da Casa Abrançalha, e o grande relevo na dedicatória é para este homem, o patrão do Pai e líder regenerador na Câmara de Abrantes

Visconde de Abrançalha_DSC09352.JPG

 blogue Sr.Trigueiros

 

Há uma omissão deliberada nas dedicatórias, o dr. Ramiro Guedes

RamiroGuedes.jpg

Quando apresentou tese no Porto (1900) alegadamente João Damas já participara no levantamento republicano tripeiro de 1891

Agora podem metê-los juntos

trilogia.png

Mas o dr. Damas deixou claro que não dava demasiada confiança ao dr.Guedes e ao longo da vida isso confirmou-se

Em 1900 mostrava a sua distância com o adversário político do padrinho, o chefe republicano abrantino e em 1919,  quando Ramiro Guedes é a cabeça vísivel do sidonismo no Distrito, já as suas facções se combatiam a tiros.

mn

João Damas ficou democrático, partidário de Afonso Costa

Foi o sr. dr. Rui Lopes que deu notícia desta tese no facebook, o nosso obrigado

  



publicado por porabrantes às 23:59 | link do post | comentar

Terça-feira, 27.10.15

 

 

abrançalha.jpg

Fotografia inserida no livro ''Cronologia de Abrantes no Século XIX'' de Eduardo Campos, com menção expressa de que foi cedida pelo Dr.Paulo Falcão Tavares. O livro foi editado postumamente pela CMA. Os do Abrantes Cidade não dizem donde a tiraram. Violam assim os direitos de Autor dos herdeiros de Eduardo Campos. É obra.

abrançalha visconde.png

in Portugal Dicionário Histórico de Esteves Pereira e Guilhermes Rodrigues

 

 

 

 

O Visconde da Abrançalha não teve filhos. Mas a mulher teve descendência:

'' D. Maria Eugênia teve, com algum escândalo público para a época, dois filhos com JOSÉ AUGUSTO FIGUEIREDO (f. 1944)[8], o qual sabemos ter falecido a 19-XI-1949 e foi sepultado no jazigo da viscondessa de Abrançalha no Cemitério dos Prazeres em Lisboa. Um destes filhos foi JOSÉ DE FIGUEIREDO, casado com D. AUGUSTA TEIXEIRA PINTO, da qual teve quatro filhos, cuja descendência veio até aos nossos dias com apelidos CASTRO e ATAÍDE; o outro foi RAÚL DE FIGUEIREDO (f. 1882), que faleceu a 17-VII-1882, e está sepultado no jazigo dos Prazeres.'' (João Trigueiros de Aragão, aqui)  

 

O Sr. Trigueiros de Aragão tem razão. O Visconde fez um casamento de conveniência para iludir a lei de extinção dos morgadios. Unindo os seus com os de D.Maria Eugénia, escapava à lei que extinguia os morgadios que estavam abaixo de certo rendimento.

Parecido esquema seguiram certos casais para iludir a Lei da Reforma Agrária, neste caso divorciaram-se.

Como é sabido o Abrançalha foi um pau-mandado do General Avelar Machado e militou no Partido Regenerador e foi P. da CMA.

O que o sr. Aragão não tem razão é na renovação do título, havia familiares mais próximos ao falecido titular, incluindo o Arq. António Castel-Branco.

A página citada tem muita informação e merece ser visitada.

mn

 

 

 



publicado por porabrantes às 21:56 | link do post | comentar

Domingo, 12.04.15

lamparina.png

Diário Ilustrado, 24 de Fevereiro de 1866, exactamente no mesmo momento em que José  Luciano de Castro assumia o governo, que era do PP-Partido Progressista e se despedia Fontes Pereira de Melo.

 

Quase de certeza o editor da'' Lamparina'' que se exibia  para festejar o triunfo do Zé Luciano era o dr. Francisco Eduardo Solano de Abreu, então com 27 anos, e que era o editor do Correio de Abrantes, a que os regeneradores chamavam depreciativamente a ''Lamparina''-

 

Quem é que pagara as 6 libras?

 

Certamente o influente do PP ou amigos destes que se tinham cotizado. Também podiam ter saído da farta bolsa do seu Pai, o médico Francisco Rodrigues de Abreu a quem o casamento dera grande fortuna. E Rodrigues de Abreu era o líder nominal do PP abrantino.

 

 

Em  1 de Abril  o Dr.Solano de Abreu era nomeado Administrador do Concelho, cargo que consistia em ser delegado do governo para manter a ordem pública e vigiar a edilidade que estava nas mãos da oposição regeneradora.

 

Não vou ver se nesse dia contratou a banda e comprou uns foguetes para festejar o evento, mandando-os atirar em frente da casa das Zitas, mansão do Visconde da Abrançalha, presidente da CMA, a quem chamava caridosamente ''analfabeto''.

 

Começa aqui a sua carreira política oficial que terminará em 5 de Outubro de 1910, quando os republicanos o saneiam da Presidência da Câmara, para que tinha sido eleito em eleições livres.

 

Eleições mais livres que as que elegeram Solano só se viriam a dar em 25 de Abril de 1975.

 

Talvez o dr. Rui André desencante no arquivo da Filarmónica o recibo das 6 libras.

 

Ou pode ser que a Filarmónica fosse do partido progressista, no Sardoal havia uma banda regeneradora e outra progressista.

 

mn

sobre Solano: Eduardo Campos, Solano de Abreu, vida e obra; Diogo Oleiro-notícia necrológica publicada  no Jornal de Abrantes e que foi aqui transcrita, etc   

 

 

 

   

 

 



publicado por porabrantes às 17:59 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.03.15

alvaro damas.jpg

 

O texto é elucidativo, Álvaro Damas, pai do então deputado do PRP, dr. João Damas e rendeiro do Visconde da Abrançalha, de quem foi feitor muito tempo, entra em litígio com as vorazes Finanças acerca da Contribuição Predial. Tinha razão e os serviços assim o informam, mas o Ministro Tomás Cabreira que apascentava as exauridas arcas do Estado encontra irregularidades processuais e com apoio de Arriaga recusa o recurso do abrantino.

Foram só questões financeiras ou andou por aqui a política?

Cabreira e Arriaga eram inimigos da facção afonsista do PRP de que João Damas era fiel e denodado partidário.

A questão da Contribuição Predial  agitara tempos antes a Opinião Pública e começara a afastar os lavradores e os grandes rendeiros da República.

Voltaremos a isto um dia destes.    

 

MN



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