
25 de Novembro de 1944, Diário de Lisboa
O extinto era filho da Viscondessa da Abrançalha
No mesmo número (11-3-1897) do Diário Ilustrado onde se dava conta do assalto a casa de José de Sant' Ana, em Carnide, relatava-se que tinha sido aprovado em sessão camarária, um agradecimento ao Administrador do Concelho cessante, Emílio Segurado, que já se viu ser cunhado do cacique regional Avellar Machado.
O Administrador do Concelho era o delegado concelhio do Governador Civil, e este era substituído quando mudava o governo. A queda do governo regenerador e a instauração dum governo progressista (governava o José Luciano) levava ao abandono de funções do cabo eleitoral regenerador, que era ao mesmo tempo responsável pela ordem pública, fiscalização da Câmara, etc
Os seus correligionários faziam-lhe portanto uma homenagem quando ficava desempregado politicamente.
Como consta no texto a proposta era do irmão de José Eduardo Solano de Abreu, Tiago, definido como ''rico proprietário(1)'' que, passamos a saber, vogava em águas regeneradoras. Cacicava o Visconde da Abrançalha.
mn
o século XIX era trumpiano em Abrantes, era uma garantia para o eleitorado ter edis ''ricos'' ao que parece....
ps- A Cronologia do século XIX (E.Campos) traz mais pormenores sobre isto
Em 14 de Junho de 2016, o Doutor Candeias Silva, doutorado em História pela Universidade Clássica de Lisboa, membro da Academia Portuguesa de História, duma coisa obscura chamada CHELA e da Associação de Arqueólogos Portugueses lançava um livro, editado pela CMA, com prefácio da cacique, que dá pelo nome de
História Cronológica do Concelho de Abrantes, da PRÉ-HISTÓRIA A 1916
No canto do salão nobre do Palácio Falcão, atrás uma cortina, mirando o tecto,, está o Doutor Arquitecto António de Ataíde Castel-Branco.
Ampliamos a imagem porque o post vai dirigido a ele e tem a ver com a Senhora Sua Avó......
A páginas 181, dispara o Candeias, com um dos maiores disparates que li recentemente
A Senhora Dona Maria Cristina de Ataíde, avó do António, mãe do Professor Duarte de Ataíde Castel-Branco não era filha do Visconde da Abrançalha. Este morreu em 1905, sem descendência.
Por motivos da vida conjugal do Visconde, a mulher dele teve descendência, ainda em vida do titular, duns amores que manteve com um Figueiredo.
A minha amiga D. Maria Cristina era sobrinha-neta de João José Henriques Trigueiros de Aragão de Castro e Ataíde, o cacique abrantino, que o Senhor Dom Luís I fez Visconde, certamente por pressão do Partido Regenerador, do qual o João José foi disciplinado militante, sob ordens de Avellar Machado. O pobre D.Luís era um rei constitucional e fazia o que lhe mandavam.
Exemplo de grande Senhora, com um savoir-faire incomparável, a Senhora Dona Maria Cristina, que em 1953-1954 passou a residir na Quinta da Omnia, no Rossio ao Sul do Tejo, teve a desdita de perder cedo o marido, João Villas-Boas Castel-Branco, mas isso não a impediu de ser uma anfitriã extraordinária e de ser uma das fundadoras da Assistência Social Católica, no Rocio, sob a sábia direcção do P.Luís Ribeiro Catarino.
Os pais da D.Maria Cristina foram o João Ataíde e a D.Maria Beatriz de Ataíde.
Um historiador para escrever, deve documentar-se. Uma Câmara não deve publicar publicações, sem credibilidade científica, onde se atribuem a cidadãs falecidas, ainda há pouco tempo, paternidades falsas. E o Doutor Candeias, que devia favores a Duarte Castel-Branco, tinha a obrigação de não cometer erros destes. (ou outros, o que diz do General Godinho não é rigorosamente verdade).
Francamente, não sei onde arranjei pachorra para escrever isto, mas devia-o à Mãe de Duarte Castel-Branco. Está escrito.
ma
imagens: CMA: blogue do sr. Trigueiros de Aragão (o Visconde regenerador); DGPC (Prof. Duarte Castel-Branco e D.Maria Cristina)
A tese do médico republicano abrantino João Damas na Universidade do Porto. Na dedicatória ao Pai, o Autor sublinha que já faleceu. Omitiu-se a dedicatória à Mãe e à Irmã e aos Mestres e Colegas de curso.
O Pai de João Damas era o feitor da Casa Abrançalha, e o grande relevo na dedicatória é para este homem, o patrão do Pai e líder regenerador na Câmara de Abrantes
blogue Sr.Trigueiros
Há uma omissão deliberada nas dedicatórias, o dr. Ramiro Guedes
Quando apresentou tese no Porto (1900) alegadamente João Damas já participara no levantamento republicano tripeiro de 1891
Agora podem metê-los juntos
Mas o dr. Damas deixou claro que não dava demasiada confiança ao dr.Guedes e ao longo da vida isso confirmou-se
Em 1900 mostrava a sua distância com o adversário político do padrinho, o chefe republicano abrantino e em 1919, quando Ramiro Guedes é a cabeça vísivel do sidonismo no Distrito, já as suas facções se combatiam a tiros.
mn
João Damas ficou democrático, partidário de Afonso Costa
Foi o sr. dr. Rui Lopes que deu notícia desta tese no facebook, o nosso obrigado
Fotografia inserida no livro ''Cronologia de Abrantes no Século XIX'' de Eduardo Campos, com menção expressa de que foi cedida pelo Dr.Paulo Falcão Tavares. O livro foi editado postumamente pela CMA. Os do Abrantes Cidade não dizem donde a tiraram. Violam assim os direitos de Autor dos herdeiros de Eduardo Campos. É obra.
in Portugal Dicionário Histórico de Esteves Pereira e Guilhermes Rodrigues
Ou seja foi um liberal que lutou pelo Imperador do Brasil e por D.Maria II
O Visconde da Abrançalha não teve filhos. Mas a mulher teve descendência:
'' D. Maria Eugênia teve, com algum escândalo público para a época, dois filhos com JOSÉ AUGUSTO FIGUEIREDO (f. 1944)[8], o qual sabemos ter falecido a 19-XI-1949 e foi sepultado no jazigo da viscondessa de Abrançalha no Cemitério dos Prazeres em Lisboa. Um destes filhos foi JOSÉ DE FIGUEIREDO, casado com D. AUGUSTA TEIXEIRA PINTO, da qual teve quatro filhos, cuja descendência veio até aos nossos dias com apelidos CASTRO e ATAÍDE; o outro foi RAÚL DE FIGUEIREDO (f. 1882), que faleceu a 17-VII-1882, e está sepultado no jazigo dos Prazeres.'' (João Trigueiros de Aragão, aqui)
O Sr. Trigueiros de Aragão tem razão. O Visconde fez um casamento de conveniência para iludir a lei de extinção dos morgadios. Unindo os seus com os de D.Maria Eugénia, escapava à lei que extinguia os morgadios que estavam abaixo de certo rendimento.
Parecido esquema seguiram certos casais para iludir a Lei da Reforma Agrária, neste caso divorciaram-se.
Como é sabido o Abrançalha foi um pau-mandado do General Avelar Machado e militou no Partido Regenerador e foi P. da CMA.
O que o sr. Aragão não tem razão é na renovação do título, havia familiares mais próximos ao falecido titular, incluindo o Arq. António Castel-Branco.
A página citada tem muita informação e merece ser visitada.
mn
Diário Ilustrado, 24 de Fevereiro de 1866, exactamente no mesmo momento em que José Luciano de Castro assumia o governo, que era do PP-Partido Progressista e se despedia Fontes Pereira de Melo.
Não vou ver se nesse dia contratou a banda e comprou uns foguetes para festejar o evento, mandando-os atirar em frente da casa das Zitas, mansão do Visconde da Abrançalha, presidente da CMA, a quem chamava caridosamente ''analfabeto''.
Começa aqui a sua carreira política oficial que terminará em 5 de Outubro de 1910, quando os republicanos o saneiam da Presidência da Câmara, para que tinha sido eleito em eleições livres.
Eleições mais livres que as que elegeram Solano só se viriam a dar em 25 de Abril de 1975.
Talvez o dr. Rui André desencante no arquivo da Filarmónica o recibo das 6 libras.
Ou pode ser que a Filarmónica fosse do partido progressista, no Sardoal havia uma banda regeneradora e outra progressista.
mn
sobre Solano: Eduardo Campos, Solano de Abreu, vida e obra; Diogo Oleiro-notícia necrológica publicada no Jornal de Abrantes e que foi aqui transcrita, etc
O texto é elucidativo, Álvaro Damas, pai do então deputado do PRP, dr. João Damas e rendeiro do Visconde da Abrançalha, de quem foi feitor muito tempo, entra em litígio com as vorazes Finanças acerca da Contribuição Predial. Tinha razão e os serviços assim o informam, mas o Ministro Tomás Cabreira que apascentava as exauridas arcas do Estado encontra irregularidades processuais e com apoio de Arriaga recusa o recurso do abrantino.
Foram só questões financeiras ou andou por aqui a política?
Cabreira e Arriaga eram inimigos da facção afonsista do PRP de que João Damas era fiel e denodado partidário.
A questão da Contribuição Predial agitara tempos antes a Opinião Pública e começara a afastar os lavradores e os grandes rendeiros da República.
Voltaremos a isto um dia destes.
MN
Pediram-me para escrever umas notas sobre o Visconde da Abrançalha para o blogue, e estava a recolher elementos sobre o nobre tio-bisavô do nosso querido amigo Arq. Doutor António Castel-Branco, quando encontrei a história duma recente aparição de Nossa Senhora naquela bonita povoação.
Visconde da Abrançalha, imagem do blogue do Sr.Trigueiros de Aragão
''
Uma outra senhora de origem africana, relatou-nos ter visto uma entidade muito bela na Capelinha das Aparições em Fátima no ano de 2010, apelidando-a de «Nossa Senhora».
Esta senhora hoje com 50 anos no dia 8 de Agosto 2010, viu na Ermida de Nossa Senhora da Luz em Abrançalha de Cima, (a 10 Km de Abrantes) uma entidade feminina com uma altura de mais quatro metros de altura, tinha um vestido branco e uma capa azul celestial com debruado dourado. Estas descrição vista na ermida é igual aos trajes da santa que está no altar desde o ano de 1609.
Outras noticias que nos chegaram, apontam para mais pessoas estarem a receber energias que apelidam de «A Mãe» e quando isso acontece ficam num estado tão sensível que começam a chorar.
Luís Aparício
http://aeiou.expresso.pt/fatima-milagre-ou-coincidencia=f648776
Este texto sobre o milagroso evento foi publicado no conceituado blogue
a quem se agradece.
Há mais milagres relacionados com o mesmo sítio, já em 1652, Jorge Cardoso relatava no Agiológio Lusitano os milagres de Frei Pedro da Nazaré,.....
João dos Santos, investigador
Está à venda o palacete dos Viscondes da Abrançalha na Rua Grande (Santos e Silva). Encerra-se assim a presença das Zitas cá no burgo

Segundo as bocas que correm pelo burgo o preço pedido oscila entre os 600.000 e os 800.000 €, não valendo o imóvel mais de 300.000 € segundo alguma analista local.
O arruinado Palacete Caldeira no Rossio vende-se por menos de 150.000 € e por mais de 1.milhão a Quinta de S.João, nas Barreiras.
É natural que as Zitas vendam a casa, não há já sopeiras na cidade e em breve não haverá magalas.... se prosperam as reformas anunciadas pelos Ministro da Defesa.
Restam para consolo dos devotos as ''graças'' de Monsenhor Alves Brás, apóstolo da Zitas
boletim das zitas
Um morador na R.Grande disse-nos sorumbático que hoje não vivem mais de dez pessoas naquela que foi a principal artéria da Cidade. É o progresso?
Não, é a decadência de Abrantes....
MA
há alguns comentários atrasados, as nossas desculpas

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