Estamos fartos que fanáticos benfiquistas deformem a história da bola nesta terra.
Neste post, o sr. José Vieira traça a história do clube do insigne cidadão e grande leão sr.Camilo Nogueira, barbeiro com estabelecimento aberto na Praça da Palha de Cima, que uns analfabetos baptizaram depois do 25 de Abril com o nome do poeta
fascizante e grande sportinguista Ramiro Guedes de Guedes, pensando que o chefe de gabinete de Duarte Pacheco era o republicano e depois sidonista Ramiro Guedes......
dr. Eurico Consciência, na foto ao tempo em que era o Presidente leonino cá da terra, e ainda está na fotografia o baladeiro Zeca Afonso. Na sessão de cantorio em causa, vários fascistas abandonaram a sala, escandalizados com a ousadia provocatória do fadista, entre eles uma mística de Alferrarede, que arrastava o marido, ex-vereador da Ditadura.
À sessão faltou o jornalista e Advogado José Carlos de Vasconcelos, que vinha declamar poesia de protesto. Isso deixou muito frustrado o Mário Semedo....
que tinha um livro de poesias dele para que lho autografasse e dedicasse, ......o poema mais célebre rezava:
'' A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita!
No tempo da outra senhora
Só havia p`ró jantar
E agora, só me apetece chorar!
É o Juro que sobe
Ai meu Deus, quem me acode
Quem me tira do buraco
Quem me livra do contrato
Que assinei p`ra pagar
O que não posso comprar
No tempo da outra senhora
Todos cantavam o hino
E agora, é tudo a fazer o pino!
A bandeira na janela
Da barraca da favela
Chamada bairro social
Para não soar tão mal
Neste novo português
Onde se kapam os quês
A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!
E contra a dita a gente grita!
No tempo da outra senhora
Não se podia falar
E agora, é tudo a desconversar
Na TV do momento
Jornal é entretenimento
Concurso: Humilhação
Futebol até mais não
E não perca a novela
Enquanto aperta a fivela
No tempo da outra senhora
Não havia oposição
E agora, ninguém percebe quem são.
Do que ontem era ideia
Para curar desgraça alheia
Hoje só resta a desculpa
E o ónus dessa culpa
Que com tanta parceira
Ainda acaba solteira
A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!
E contra a dita a gente grita!
A dita é dor que nos mói, que nos rói
Mais um dia, mais um passo, o cansaço
Mais um calo e não calo
Mais um pouco desta pele
Mais um pouco desta alma
Que hoje a dita continua a ser dita
E dura, cada vez mais dura
E é por isso que a gente se agita
Com a cor de quem ama
Com a voz de quem canta
Com o peso da revolta
Que esta dita, NÃO PASSARÁ!
Porque não há dita que nos pare o bater do coração
Não há dita que nos tire o calor da nossa mão
E contra a dita a gente grita!
Dizia a outra senhora
Orgulhosamente sós!
E agora, em que Europa estamos nós?
Quotas na agricultura
Défice cravado na cintura
A factura por cobrar
Subsídios que gastámos
Dinheiro que esbanjámos
E que havemos de pagar
A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!
E contra a dita a gente grita!
A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita!''
(José Carlos de Vasconcelos)
mn
Zeca Afonso ficou com o último exemplar de livro abrantino. E o Autor sem nenhum, nem sequer com cópia. O dr.Manuel Victória conta a história:
O dr. Victória nunca pôde editar a ''sebenta'' que fizera, porque o cantor a levou não se sabe para onde.
O falecido professor perdoa a ''maldade'' com a bonomia dum antigo estudante de Coimbra, que acha que os ''fadistas'' ( era fadista coimbrão, nessa época, o Zeca) são uns seres a quem devemos tolerar, o que não toleramos a outros.
O livro, como os outros, do dr. Victória, que ele editou em modestas edições feitas artesanalmente, para oferecer aos amigos, é saboroso.
Uma reunião de memórias coimbrãs, que relata como era a Universidade em tempos que já lá vão.
Pegar neles, especialmente no estudo histórico sobre Alvega, ''O homem de Arício'' e reeditá-los era o que devia fazer qualquer política de cultura decente.
Nunca esqueceremos o artigo que o dr. Victória publicou na ''Nova Aliança'' a condenar o pindérico cubo do Carrilhho da Graça.
ma
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