Quinta-feira, 01.09.16

Estamos fartos que fanáticos benfiquistas deformem a história da bola nesta terra.

Neste post, o sr. José Vieira traça a história do clube do insigne cidadão e grande leão sr.Camilo Nogueira, barbeiro com estabelecimento aberto na Praça da Palha de Cima, que uns analfabetos baptizaram depois do 25 de Abril com o nome do poeta

fascizante e grande sportinguista Ramiro Guedes de Guedes, pensando que o chefe de gabinete de Duarte Pacheco era o republicano e depois sidonista Ramiro Guedes......

 

Esta é a história do Sporting de Abrantes, o maior clube de Portugal, como o definiu, no ''Correio de Abrantes'', com absoluta imparcialidade, o seu Presidente....

 

consciência zeca - copia.jpg

dr. Eurico Consciência, na foto  ao tempo em que era o Presidente leonino cá da terra, e ainda está na fotografia o baladeiro Zeca Afonso.  Na sessão de cantorio em causa, vários fascistas abandonaram a sala, escandalizados com a ousadia provocatória do fadista, entre eles uma  mística de Alferrarede, que arrastava o marido, ex-vereador da Ditadura.

À sessão faltou o jornalista e Advogado José Carlos de Vasconcelos,  que vinha declamar poesia de protesto. Isso  deixou muito frustrado o Mário Semedo....

semedo.jpg

que tinha um livro de poesias dele para que lho autografasse e dedicasse,  ......o poema mais célebre rezava:

 

'' A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita!‎
‎ ‎
No tempo da outra senhora
Só havia p`ró jantar
E agora, só me apetece chorar!‎
É o Juro que sobe
Ai meu Deus, quem me acode
Quem me tira do buraco
Quem me livra do contrato
Que assinei p`ra pagar
O que não posso comprar

No tempo da outra senhora
Todos cantavam o hino
E agora, é tudo a fazer o pino!‎
A bandeira na janela
Da barraca da favela
Chamada bairro social
Para não soar tão mal
Neste novo português
Onde se kapam os quês

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!‎
E contra a dita a gente grita!‎

No tempo da outra senhora
Não se podia falar
E agora, é tudo a desconversar
Na TV do momento‎
Jornal é entretenimento
Concurso: Humilhação
Futebol até mais não
E não perca a novela ‎
Enquanto aperta a fivela

No tempo da outra senhora
Não havia oposição
E agora, ninguém percebe quem são.‎
Do que ontem era ideia
Para curar desgraça alheia
Hoje só resta a desculpa
E o ónus dessa culpa
Que com tanta parceira
Ainda acaba solteira

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!‎
E contra a dita a gente grita!‎

A dita é dor que nos mói, que nos rói
Mais um dia, mais um passo, o cansaço
Mais um calo e não calo
Mais um pouco desta pele
Mais um pouco desta alma
Que hoje a dita continua a ser dita
E dura, cada vez mais dura
E é por isso que a gente se agita
Com a cor de quem ama
Com a voz de quem canta
Com o peso da revolta
Que esta dita, NÃO PASSARÁ!‎
Porque não há dita que nos pare o bater do coração
Não há dita que nos tire o calor da nossa mão
E contra a dita a gente grita!‎
‎ ‎
Dizia a outra senhora
Orgulhosamente sós!‎
E agora, em que Europa estamos nós?‎
Quotas na agricultura
Défice cravado na cintura
A factura por cobrar
Subsídios que gastámos
Dinheiro que esbanjámos
E que havemos de pagar

A dita dura
A dita dura
E contra a dita a gente grita!‎
E contra a dita a gente grita!‎
‎ ‎
A dita rói
A dita mói
A dita dói
E contra a dita a gente grita!''

 

(José Carlos de Vasconcelos)

mn   



publicado por porabrantes às 12:39 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.05.16

Zeca Afonso ficou com o último exemplar de livro abrantino. E o Autor sem nenhum, nem sequer com cópia. O dr.Manuel Victória   conta a história:

 

victória a.png

victória b.png

 

victória c.png

 O dr. Victória nunca pôde editar a ''sebenta'' que fizera, porque o cantor a levou não se sabe para onde.

O falecido professor perdoa a ''maldade'' com a bonomia dum antigo estudante de Coimbra, que acha que os ''fadistas'' ( era fadista coimbrão, nessa época, o Zeca) são uns seres a quem devemos tolerar, o que não toleramos a outros.

 

O livro, como os outros, do dr. Victória, que ele editou em modestas edições feitas  artesanalmente, para oferecer aos amigos, é saboroso.

Uma reunião de memórias coimbrãs, que relata como era a Universidade em tempos que já lá vão.

Pegar neles, especialmente no estudo histórico sobre Alvega, ''O homem de Arício'' e reeditá-los era o que devia fazer qualquer política de cultura decente.

Nunca esqueceremos o artigo que o dr. Victória publicou na ''Nova Aliança'' a condenar o pindérico cubo do Carrilhho da Graça.

ma  

  



publicado por porabrantes às 19:24 | link do post | comentar

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